Contrato de US$ 1,5 bilhão
Embraer fecha acordo bilionário no Japão; Gavião Peixoto pode ser beneficiada
All Nippon Airways encomenda 20 jatos E190-E2, fortalecendo a presença da Embraer no Japão

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A Embraer anunciou recentemente um acordo significativo com a All Nippon Airways (ANA), uma das principais companhias aéreas do Japão. O contrato prevê a aquisição de 20 aeronaves modelo E190-E2, marcando a primeira vez que a ANA incorpora jatos da família E2 em sua frota.
Este movimento estratégico visa modernizar a frota da companhia japonesa, especialmente após o cancelamento do projeto Mitsubishi SpaceJet, no qual a ANA tinha interesse inicial.
O acordo inclui 15 pedidos firmes e 5 opções de compra, com entregas programadas para iniciar em 2028. Estimativas indicam que o valor total do contrato pode chegar a US$ 1,5 bilhão, considerando todas as opções.
Analistas do mercado financeiro apontam que este pedido representa uma expansão de 11% no backlog comercial da Embraer e de 4% na carteira geral de pedidos firmes até o quarto trimestre de 2024.
A escolha pelo E190-E2 reflete a busca da ANA por aeronaves eficientes e econômicas. Este modelo da Embraer destaca-se por consumir menos combustível em comparação com aviões comerciais tradicionais, além de oferecer maior conforto aos passageiros. Desde 2009, os E-Jets da Embraer operam no Japão, mas esta é a primeira encomenda da nova geração E2 por uma companhia aérea japonesa.
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Impacto em Gavião Peixoto
A unidade da Embraer em Gavião Peixoto, inaugurada em 2001, desempenha importante papel na produção de diversas aeronaves da empresa. Com uma infraestrutura robusta, incluindo a maior pista de pouso do hemisfério sul, o complexo é responsável pela fabricação de modelos como o KC-390, Super Tucano e os jatos executivos Praetor 500 e 600. Além disso, a unidade realiza serviços de modernização de aeronaves militares e produção de componentes essenciais.
Embora a produção dos E190-E2 seja tradicionalmente associada à unidade de São José dos Campos, é possível que a demanda aumentada decorrente do novo acordo com a ANA leve a uma redistribuição das atividades de produção. Nesse cenário, a planta de Gavião Peixoto poderia ser beneficiada, assumindo parte da fabricação ou montagem desses jatos, aproveitando sua capacidade instalada e expertise em projetos complexos.
Repercussão no Mercado
A notícia do acordo teve impacto positivo no mercado financeiro. Analistas destacam que a entrada da ANA como cliente fortalece a posição da Embraer no mercado asiático, uma região estratégica para a expansão da empresa. Além disso, a parceria com uma companhia aérea de renome internacional como a ANA pode servir como vitrine, potencializando futuras negociações na Ásia e em outros continentes.
O Itaú BBA, por exemplo, manteve a Embraer como uma de suas principais recomendações no setor, ressaltando o fluxo positivo de notícias e a perspectiva de crescimento sustentado.
A instituição financeira destaca que a demanda contínua por aeronaves regionais eficientes posiciona a Embraer de maneira favorável para capturar uma fatia maior do mercado global.
Fonte: Airway
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