Intervenção Policial e Morte
Mecânico suspeito de descumprir medida protetiva é baleado e morto pela PM em Taquaritinga
O jovem Victor Fabiano Forcel teria perseguido a ex-noiva que está grávida e levou um tiro após tentar agredir um policial militar com uma tesoura; a família dele contesta a versão apresentada pelas autoridades

Um mecânico de 28 anos foi morto após uma intervenção da Polícia Militar na tarde da última terça-feira (25), no bairro do Vale do Sol, em Taquaritinga. O jovem Victor Fabiano Forcel, foi baleado dentro de sua residência por um policial militar durante uma tentativa de abordagem motivada por um suposto descumprimento de medida protetiva.
De acordo com o boletim de ocorrência, tudo começou quando a ex-noiva de Victor que está grávida dele, acionou a PM. A mulher relatou que ele havia ido até o supermercado onde ela estava, danificou o carro de sua mãe e a agrediu.
A vítima possuía medida protetiva contra mecâncico, o que levou os policiais militares a tratarem a ocorrência como flagrante. Ainda de acordo com relatório policial, Victor fugiu para sua residência ao perceber a chegada da PM.
No local um soldado teria tentado contê-lo quando o suspeito teria arremessado a moto contra o policial militar e o agrediu com socos. Ele também ameaçou atacar o agente com uma tesoura. O PM respondeu com um disparo de arma de fogo atingindo o jovem no peito.
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A vítima foi socorrida para UPA, mas acabou não resistindo aos ferimentos e o policial também ficou ferido no braço, foi atendido e liberado. A perícia esteve na casa e o corpo de Victor foi levado para o IML (Instituto Médico Legal) de Araraquara.
A versão do soldado foi endossada pelo delegado Fabio Abib Calazans que registrou o caso como morte decorrente de intervenção policial e considerou legítima defesa. O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Taquaritinga e deve ser acompanhado também por um advogado da família da vítima.
O corpo de Victor Forcel será sepultado nesta quarta-feira, na cidade e até o momento após ser questionada a Secretaria de Segurança Pública ainda não se manifestou oficialmente sobre o assunto.
VERSÃO DA FAMÍLIA
Em nota a família de Victor contesta a versão apresentada pelas autoridades e afirma que ele foi executado dentro de casa, sem mandado judicial e na presença dos pais.
“Victor foi brutalmente assassinado dentro de sua residência, sem qualquer flagrante delito. Os policiais invadiram sua casa e atiraram a queima-roupa, sem justificativa plausível”, diz a nota.
A família também critica a ausência de câmeras corporais nos policiais envolvidos, apontando que a falta desse recurso compromete a transparência na apuração dos fatos.
“Essa tragédia poderia ter sido evitada, o estado falhou em garantir a vida de um cidadão e vamos buscar justiça”, afirma o comunicado, assinado pelos pais de Victor.
Ainda segundo a ex-noiva após os fatos, percebeu que Victor teria invadido sua casa momentos antes do confronto, danificado o quarto do bebê que esperam e cortado a câmera de segurança. A mulher afirmou que pretende solicitar nova medida protetiva, desta vez contra a madrasta dele.
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