Decisão Contestada
Defesa contesta condenação de jovem a 26 anos de prisão por latrocínio em Araraquara
A advogada Sandra Mara de Oliveira diz que a única prova usada é nula e vai recorrer da decisão; a vítima Alexsandro de Souza dos Santos foi morta com um tiro no peito na frente da esposa e do filho de apenas cinco anos em outubro do ano passado no bairro Residencial Monte Carlo e o crime chocou a cidade

A defesa de Kauê Rogério Barreto da Silva contesta a condenação de mais de 26 anos de prisão pelos crimes de latrocínio (roubo seguido de morte), tráfico de drogas e corrupção de menor, em Araraquara. O acusado responde a um crime que aconteceu em outubro do ano passado, quando Alexsandro de Souza dos Santos de 38, foi morto com um tiro no peito na frente da esposa e do filho de apenas cinco anos durante um assalto em sua casa, no bairro Residencial Monte Carlo.
De acordo com as investigações da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), três criminosos invadiram a residência na Avenida Sérgio Victor Dall'acqua enquanto a família estava fora. Mesmo após a vítima entregar as chaves do carro e pedir para que não reagissem com violência, foi baleada e morreu após ser socorrida pelo irmão até o Hospital Municipal José Nigro Neto em Américo Brasiliense.
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A advogada Sandra Mara de Oliveira que representa de Kauê afirma que vai recorrer ao Tribunal de Justiça e diz que a condenação se baseia apenas em um reconhecimento pessoal que para ela é nulo.
“Kauê foi condenado exclusivamente com uma única prova e essa prova foi o reconhecimento pessoal nulo, porque ele não respeitou o rito do artigo 226 do Código de Processo Penal”, afirmou a advogada.
A advogada defende que o jovem não estava presente na cena do crime no momento em que a vítima foi assassinada.
“O Kauê desde o início das investigações, afirma que desistiu da empreitada criminosa. Ele saiu do local dos fatos antes da vítima chegar com a sua família”, declarou.

A defesa ainda argumenta que outras provas e depoimentos sustentam a versão apresentada por Kauê, incluindo o de um dos corréus e o relato de uma testemunha próxima da família de Alexsandro.
“Nós buscamos uma condenação justa dentro dos limites da sua culpabilidade. A gente não pode passar por cima do direito e condenar unicamente por esse meio de prova”, concluiu a advogada.

Além de Kauê outros dois envolvidos foram responsabilizados, Victor Hugo dos Santos apontado como autor do disparo foi condenado a mais de 32 anos de prisão. Já o adolescente de 17 anos, foi sentenciado, mas a decisão corre em segredo de Justiça.
O menor segue internado na Fundação Casa, Victor está preso em um presídio de São Paulo e Kaue está na Penitenciária de Araraquara.
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