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Greve Geral

Servidores de Araraquara iniciam greve nesta terça-feira (20) por tempo indeterminado

Funcionários municipais protestam contra proposta da Prefeitura e exigem valorização profissional

Cassiane Chagas|· 3 min de leitura
Servidores de Araraquara iniciam greve nesta terça-feira (20) por tempo indeterminado
Servidores municipais de Araraquara protestam em frente à Prefeitura por reajuste salarial e valorização profissional Foto: SISMAR/Divulgação.

 

 

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A partir de hoje, 20 de maio, os servidores públicos de Araraquara entram em greve geral por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em assembleia realizada na noite anterior, reunindo milhares de trabalhadores em frente ao Paço Municipal.

 

O Sindicato dos Servidores Municipais de Araraquara e Região (SISMAR), apresentou a prefeitura uma pauta com itens, destacando:

Reposição da inflação entre maio de 2024 e abril de 2025, acrescida de 10% de aumento real;

✔ Aumento do vale-alimentação para R$ 1,2 mil, alinhado ao custo da cesta básica na cidade;

✔ Desvinculação das faltas abonadas do vale-alimentação, garantindo o benefício mesmo em casos de doença;

✔ Majoração do abono pecuniário para R$ 250;

✔ Implantação de subsídio para plano de saúde dos servidores da Fungota, nos mesmos moldes dos benefícios da Prefeitura e DAAE;

✔ Reposição de perdas salariais acumuladas nos últimos cinco anos, com cronograma definido;

✔ Progressão salarial por tempo de serviço com base no piso municipal;

✔ Licença sem vencimentos e faltas abonadas também para servidores da Fungota;

✔ Alterações na aplicação dos subsídios, com maior transparência.

 

 

Proposta da Prefeitura

✔ A administração municipal propôs:

✔ Reajuste salarial de 5,49%;

✔ Vale-alimentação reajustado de R$ 850 para R$ 1.150,00;

✔ Incorporação parcial do abono pecuniário no benefício;

✔ Valor fixo do vale passa de R$ 440 para R$ 940;

✔ Valor variável é reduzido de R$ 410 para R$ 210.

 

 

Segundo o SISMAR, a proposta é insuficiente e representa uma redução real nos salários dos servidores.

 

 

Apoio Legislativo e Mobilização

 

 

Segundo o SISMAR, Dez vereadores manifestaram apoio à greve e se comprometeram a trancar a pauta da Câmara até que o governo retome as negociações. Entre eles estão Maria Paula (PT), Filipa Bruneli (PT), Alcindo Sabino (PT), Paulo Landim (PT), Aluísio Boi (MDB), Marcão da Saúde (MDB) e Guilherme Bianco (PCdoB), além do enfermeiro Delmiran (PL), Michel Kary (PL) e Cristiano da Silva (PL).

 

 

Governo Lapena

 

 

Vale lembrar que na noite de segunda-feira (19), uma comissão de trabalhadores e representantes do sindicato se reuniu com o secretário de Governo, Leandro Guidolin, mas não houve avanços.

 

A Prefeitura apresentou um documento do Ministério Público contrário à incorporação do abono pecuniário aos salários e afirmou que não há mais margem para negociação. “Até que o governo procure o Sindicato, a greve terá apoio da maioria da Câmara Municipal”, reiterou o sindicato.

 

 

Serviços essenciais mantidos

 

O SISMAR informou que a greve atinge todos os setores da Administração Municipal, exceto a Guarda Municipal e os Agentes de Trânsito, que são proibidos por lei de fazer greve. Serviços de urgência e emergência, bem como tratamento e distribuição de água, também serão mantidos, conforme a diretoria do sindicato.

 

 

“A luta da categoria é por diálogo, para que o governo volte para a mesa de negociação, para que encontremos, juntos, uma solução para o reajuste que não seja cortar na carne dos servidores”, disse.

 

 

 

Ação Judicial da Prefeitura

 

Em resposta à greve, a Prefeitura ingressou com um pedido de ilegalidade do movimento junto ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, solicitando a manutenção dos serviços públicos e aplicação de multa diária por descumprimento da ordem judicial.

 

A administração argumenta que, em ocasiões anteriores, o Judiciário considerou greves da categoria como abusivas, resultando em impactos nos salários e prêmios dos servidores envolvidos.

 

 

 

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