Alerta
Sintomas silenciosos: veja o que pode estar por trás da tosse seca e falta de ar
Mais de 20 milhões de brasileiros têm essa doença crônica, mas muita gente ainda subestima os sintomas

Silenciosa, persistente e ainda subestimada, a asma é uma das doenças respiratórias crônicas mais comuns no Brasil e afeta cerca de 20 milhões de pessoas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Apesar de não ter cura, a condição pode ser controlada, permitindo uma vida normal aos pacientes que seguem o tratamento corretamente.
O pneumologista Dr. Flavio Arbex alerta que o maior erro de quem convive com a doença é tratá-la como algo passageiro, como se fosse “só uma bronquite”.
“A asma precisa de diagnóstico preciso e acompanhamento contínuo, especialmente em épocas de clima frio e seco, como o inverno”, explica Dr. Arbex.
Tosse, chiado no peito e aperto no tórax: sinais que não devem ser ignorados
Os principais sintomas da asma são:
- Falta de ar;
- Tosse seca, principalmente à noite;
- Chiado no peito;
- Sensação de aperto no tórax.
Com o inverno, os gatilhos aumentam: ar seco, poeira, ácaros, mofo e mudanças bruscas de temperatura favorecem as crises.

“Muitas internações poderiam ser evitadas com o uso regular da medicação preventiva e com cuidados simples no ambiente”, afirma o médico.
Inverno exige atenção redobrada: veja 7 recomendações do especialista
Confira as orientações do Dr. Flavio Arbex para manter a doença sob controle o ano todo:
✔ Use os remédios prescritos, mesmo fora das crises.
✔ Evite contato com poeira, mofo, fumaça de cigarro e pelos de animais.
✔ Mantenha o ambiente limpo e bem ventilado.
✔ Nunca interrompa o tratamento sem orientação médica.
✔ Esteja atento a sinais de piora, como tosse frequente ou falta de ar.
✔ Mantenha as vacinas em dia (gripe e pneumonia).
✔ No frio, use roupas adequadas e evite exposição ao ar gelado.
Informação e prevenção salvam vidas
“A asma não é frescura, nem fraqueza. É uma condição médica que exige cuidado”, reforça Arbex. Para ele, um dos grandes desafios é desmistificar a doença e combater a ideia de que a bombinha só serve durante a crise.
“Muitas pessoas acham que é normal ter falta de ar com frequência, ou que só precisam usar a bombinha na crise. Isso é um erro. O uso correto da medicação pode evitar a evolução para quadros graves”, afirma o médico.
Mesmo que o Dia Nacional de Controle da Asma já tenha passado (21 de junho), a mensagem segue urgente e válida: respirar bem é um direito e isso começa com informação, diagnóstico precoce e tratamento contínuo.
O pneumologista destaca que a desinformação é um dos maiores obstáculos no controle da doença. Se você ou alguém próximo apresenta sintomas frequentes, procure um pneumologista. Com o acompanhamento certo, é possível viver sem limitações e respirar com liberdade.
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