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Sintomas silenciosos: veja o que pode estar por trás da tosse seca e falta de ar

Mais de 20 milhões de brasileiros têm essa doença crônica, mas muita gente ainda subestima os sintomas

Cassiane Chagas|· 2 min de leitura
Sintomas silenciosos: veja o que pode estar por trás da tosse seca e falta de ar
Durante o inverno, os casos de crise aumentam; ar seco, mudanças bruscas de temperatura e aumento da exposição a ácaros e poeira são fatores que agravam o quadro Foto ilustrativa/Arquivo Prefeitura de Matão.

 

 

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Silenciosa, persistente e ainda subestimada, a asma é uma das doenças respiratórias crônicas mais comuns no Brasil e afeta cerca de 20 milhões de pessoas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Apesar de não ter cura, a condição pode ser controlada, permitindo uma vida normal aos pacientes que seguem o tratamento corretamente.

 

O pneumologista Dr. Flavio Arbex alerta que o maior erro de quem convive com a doença é tratá-la como algo passageiro, como se fosse “só uma bronquite”.

 

 

“A asma precisa de diagnóstico preciso e acompanhamento contínuo, especialmente em épocas de clima frio e seco, como o inverno”, explica Dr. Arbex.

 

 

Tosse, chiado no peito e aperto no tórax: sinais que não devem ser ignorados

 

Os principais sintomas da asma são:

  • Falta de ar;
  • Tosse seca, principalmente à noite;
  • Chiado no peito;
  • Sensação de aperto no tórax.

 

Com o inverno, os gatilhos aumentam: ar seco, poeira, ácaros, mofo e mudanças bruscas de temperatura favorecem as crises.

 

“Muitas internações poderiam ser evitadas com o uso regular da medicação preventiva e com cuidados simples no ambiente”, afirma o médico.

 

Inverno exige atenção redobrada: veja 7 recomendações do especialista

 

Confira as orientações do Dr. Flavio Arbex para manter a doença sob controle o ano todo:

 

✔ Use os remédios prescritos, mesmo fora das crises.

✔ Evite contato com poeira, mofo, fumaça de cigarro e pelos de animais.

✔ Mantenha o ambiente limpo e bem ventilado.

✔ Nunca interrompa o tratamento sem orientação médica.

✔ Esteja atento a sinais de piora, como tosse frequente ou falta de ar.

✔ Mantenha as vacinas em dia (gripe e pneumonia).

✔ No frio, use roupas adequadas e evite exposição ao ar gelado.

 

 

Informação e prevenção salvam vidas

 

 

“A asma não é frescura, nem fraqueza. É uma condição médica que exige cuidado”, reforça Arbex. Para ele, um dos grandes desafios é desmistificar a doença e combater a ideia de que a bombinha só serve durante a crise.

 

 

“Muitas pessoas acham que é normal ter falta de ar com frequência, ou que só precisam usar a bombinha na crise. Isso é um erro. O uso correto da medicação pode evitar a evolução para quadros graves”, afirma o médico.

 

Mesmo que o Dia Nacional de Controle da Asma já tenha passado (21 de junho), a mensagem segue urgente e válida: respirar bem é um direito e isso começa com informação, diagnóstico precoce e tratamento contínuo.

 

O pneumologista destaca que a desinformação é um dos maiores obstáculos no controle da doença. Se você ou alguém próximo apresenta sintomas frequentes, procure um pneumologista. Com o acompanhamento certo, é possível viver sem limitações e respirar com liberdade.

 

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