Mudança
Veja o que muda com as novas regras da vacina contra meningite no SUS
Imunização amplia proteção contra quatro sorogrupos da doença

ENTRE EM NOSSO GRUPO DE WHATZAP
Desde o início desta semana, o Sistema Único de Saúde (SUS) implementou uma mudança significativa no calendário vacinal infantil. As crianças a partir de 12 meses já podem receber a dose de reforço da vacina meningocócica ACWY, ampliando a proteção contra a meningite no Brasil. Até então, o reforço nessa faixa etária era feito apenas com a vacina meningocócica do tipo C.
A nova estratégia visa aumentar a defesa contra a doença, pois a ACWY protege contra quatro sorogrupos de bactérias: A, C, W e Y. Segundo o Ministério da Saúde, a substituição tem como objetivo oferecer uma cobertura mais ampla, diante da circulação desses diferentes tipos de meningococos no país.
- PAT divulga vagas para operador de caixa, repositor e atendente em Araraquara
- Menor atira contra GCM e é capturado em mata após perseguição em Araraquara
- Secretário vai depor na Câmara sobre cortes na merenda e transporte em Araraquara
Esquema vacinal atualizado
Com a mudança, o esquema completo de vacinação contra meningite, na rede pública, passa a seguir a seguinte sequência:
✔ Duas doses da meningocócica C, aplicadas aos 3 e 5 meses de idade;
✔ Reforço aos 12 meses com a meningocócica ACWY.
✔ Além disso, entre os 11 e 14 anos, o Ministério da Saúde recomenda que a ACWY seja aplicada, podendo ser em dose única ou como novo reforço, dependendo do histórico vacinal da criança ou adolescente.
É importante esclarecer que crianças que já tenham recebido as duas doses da vacina meningocócica C, além do reforço com a mesma vacina, não precisam tomar a ACWY neste momento. Já aquelas que não foram imunizadas aos 12 meses poderão receber a nova vacina como reforço.
Como é a vacina ACWY
De acordo com a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a vacina meningocócica ACWY é inativada, ou seja, não contém organismos vivos e, portanto, não provoca a doença.
Sua única contraindicação é para pessoas que tenham apresentado anafilaxia (reação alérgica grave) após uma dose anterior ou após contato com algum componente da vacina.
A aplicação é feita exclusivamente por via intramuscular profunda. A SBIm orienta que a vacinação seja adiada caso a criança esteja com febre, até que haja melhora do quadro. Entre as orientações pós-vacina, destacam-se:
✔ Compressas frias para aliviar reações no local da aplicação;
✔ Uso de medicamentos para dor apenas sob orientação médica;
✔ Notificação imediata ao serviço de saúde em caso de sintomas graves ou inesperados após a vacinação;
✔ Investigação médica em sintomas adversos persistentes por mais de 24 a 72 horas;
✔ A ACWY pode ser aplicada simultaneamente à vacina meningocócica B, caso necessário.
Possíveis reações
A SBIm também divulga dados sobre os possíveis efeitos adversos após a vacinação. Em cerca de 10% das pessoas vacinadas, podem ocorrer:
✔ Inchaço, endurecimento, dor e vermelhidão no local da aplicação;
✔ Perda de apetite, irritabilidade, sonolência, dor de cabeça, febre, calafrios, cansaço e dor muscular.
✔ Já entre 1% e 10% dos vacinados, podem surgir:
✔ Sintomas gastrointestinais, como diarreia, vômito ou náusea;
✔ Hematomas grandes no local da aplicação;
✔ Erupções na pele e dores articulares.
Mais raramente, em 0,1% a 1%, há registros de:
✔ Insônia, choro persistente, sensibilidade diminuída da pele no local, vertigem, coceira, dores musculares, dores nas mãos e pés e mal-estar.
✔ E, em casos muito raros (0,01% a 0,1%), principalmente entre adultos, ocorre inchaço extenso do membro vacinado, às vezes envolvendo articulações ou todo o membro, geralmente associado a vermelhidão. A boa notícia é que, na maioria dos casos, as reações desaparecem em até 72 horas.
Cenário da meningite no Brasil
Em 2025, o Ministério da Saúde registrou 4.406 casos confirmados de meningite no Brasil. Desses:
- 1.731 são do tipo bacteriana;
- 1.584 do tipo viral;
- 1.091 classificados como outras causas ou tipos não identificados.
Vale lembrar que a meningite é uma inflamação das meninges, membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal. Pode ter causas infecciosas (bactérias, vírus, fungos, parasitas) ou não infecciosas, como em casos de câncer com metástase, lúpus, reações a medicamentos ou traumas na cabeça.
De acordo com o ministério, as meningites bacterianas são mais comuns no outono e inverno, enquanto as virais predominam na primavera e no verão.
Além da ACWY, outras vacinas disponíveis no SUS também ajudam a prevenir algumas formas de meningite, como:
- BCG;
- Penta;
- Vacinas pneumocócicas 10, 13 e 23-valente.
A ampliação da vacina ACWY no calendário público é mais uma estratégia do governo para conter os casos de meningite, oferecendo maior proteção à população infantil e reduzindo os riscos de surtos no país.
Com informações: Agência Brasil.
Leia também
- Caso João Vitor

DNA descarta que corpo achado no Pará seja piloto de Araraquara
- Rumo à Série B

Ferroviária libera ingressos para jogo do acesso
- Agressão

Homem agride a própria mãe a pauladas e acaba em cana
- Gol relâmpago

Vitinho faz gol mais rápido do Brasileirão contra o Corinthians
- Caça nacional

Caça Gripen E montado no Brasil faz primeiro voo em Gavião Peixoto


