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Caso grave de racismo é registrado em escola estadual de Araraquara

Secretaria Estadual da Educação finalizou o contrato com a profissional acusada de racismo e instaurou apuração preliminar

Cassiane Chagas|· atualizado em 05/09/2025 às 08:14· 3 min de leitura
Caso grave de racismo é registrado em escola estadual de Araraquara
Ocorrência aconteceu na Escola Professora Angelina Lia Rolfsen, localizada no bairro Cecap Foto: Educação SP.

 

 

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Atualização para incluir nota oficial da Secretaria Estadual da Educação.

 

Um grave episódio de racismo foi registrado em uma escola estadual de Araraquara. O caso foi registrado nesta quarta-feira (3) e envolve gestos discriminatórios feitos por um aluno e, posteriormente, repetidos por uma professora, de 60 anos, em tom de zombaria. A Secretaria Estadual da Educação finalizou o contrato com a profissional acusada de racismo e instaurou apuração preliminar. 

 

A ocorrência aconteceu na Escola Professora Angelina Lia Rolfsen, localizada no bairro Cecap. Segundo o documento oficial da Polícia Civil, a vítima, de 38 anos, é vigilante da instituição.

 

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O início do episódio

 

De acordo com o relato da vigilante, na quinta-feira, 28 de agosto de 2025, um aluno foi flagrado fazendo gestos que imitavam um macaco, batendo os punhos fechados no peito, direcionados a uma colega de turma, uma aluna negra.

 

A vigilante presenciou a cena e interveio imediatamente. O aluno foi retirado da sala e encaminhado à direção da escola. No momento, a professora acusada posteriormente de racismo, também estava na sala e foi informada do motivo da intervenção da profissional.

 

 

Absurdo: professora repetiu os gestos, diz boletim 

 

No dia seguinte, 29 de agosto de 2025, por volta das 14h20, a vítima relatou que passava pela sala dos professores quando presenciou um novo ato ofensivo. A própria professora, em frente a outros docentes, começou a repetir os mesmos gestos do aluno, zombando da situação.

 

A vigilante demonstrou clara reprovação e, diante da reação, a professora interrompeu a imitação, mas ainda afirmou ironicamente: “Você tinha que ver sua cara, ficou até branca”.

 

 

Alegação de “brincadeira”

 

Ainda segundo o boletim, no dia 2 de setembro de 2025, tanto a vítima quanto a professora foram chamadas à direção da escola para prestar esclarecimentos. Na ocasião, a professora alegou que estaria apenas “brincando”, mas a vigilante reforçou que, para ela, a atitude foi uma ofensa grave e inaceitável, e não poderia ser tratada como brincadeira.

 

 

Registro policial e encaminhamentos

 

O caso foi registrado como crime consumado de injúria racial, tipificado pela Lei 7.716/89. A Polícia Civil destacou que a autoria ainda é considerada desconhecida em relação ao aluno, e que o fato será encaminhado para a delegacia da área do acontecimento para prosseguimento das investigações.

 

 

Um caso de repercussão grave

 

A denúncia é grave, pois as práticas de racismo em ambiente escolar, atinge não apenas estudantes, mas também profissionais que trabalham no local tendo como acusada uma professora.

 

Para a vítima, a situação causou constrangimento, ofensa à dignidade e reforça a necessidade de medidas firmes contra manifestações preconceituosas.

 

O Portal Araraquara Agora solicitou posicionamento à Secretaria Estadual da Educação. Em nota a pasta informou que “a Unidade Regional de Ensino (URE) de Araraquara repudia toda e qualquer forma de discriminação ou racismo, dentro ou fora do ambiente escolar. Foi instaurada apuração preliminar e o vínculo da docente com a rede foi encerrado”.

 

 

“Já os responsáveis pelos estudantes envolvidos foram convocados e informados sobre as medidas disciplinares adotadas”.

 

O órgão acrescentou que “o caso foi registrado na plataforma do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva SP) e um profissional do programa Psicólogos nas Escolas foi designado para acompanhar a estudante e a funcionária, além de prestar apoio à equipe pedagógica para ações com a comunidade escolar de combate ao racismo”.

 

 

“A URE de Araraquara e a unidade escolar permanecem à disposição para esclarecimentos”, finalizou a Secretaria.

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