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Denúncia

Cavalo ferido gera denúncia e apuração por maus-tratos em Américo; caso é investigado

Moradores denunciaram que animal estava com olho perfurado e sinais de desnutrição

Cassiane Chagas|· 3 min de leitura
Cavalo ferido gera denúncia e apuração por maus-tratos em Américo; caso é investigado
Animal chipado, registrado como Maia, foi visto ferido e caído em via pública de Américo Brasiliense. Caso está sob apuração.

 

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Um caso de maus-tratos contra um cavalo tem causado indignação em Américo Brasiliense. O animal, égua chamada Maia, foi flagrado em estado crítico de saúde por moradores da rua Carlos Zamo, com olho furado, ferimentos na boca e até quedas registradas no local.

 

Segundo denúncias recebidas por moradores, a situação se arrastava há dias, sem resposta efetiva por parte das autoridades. Diversas solicitações foram feitas à Polícia Militar, à Prefeitura Municipal de Américo Brasiliense e até a organizações de proteção animal. Contudo, segundo moradores, “há dias, nenhuma equipe oficial compareceu ao local” para avaliar o estado do equino.

 

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Visita técnica confirma irregularidade e medidas solicitadas

 

Questionada, a Prefeitura de Américo informou que uma equipe esteve no local e confirmou que o proprietário do animal já havia sido orientado anteriormente quanto à proibição da criação de equinos dentro do município. “O proprietário informou que resgatou o animal e que está prestando os devidos cuidados”, disse.

 

 

“Foi solicitado um laudo veterinário, bem como a apresentação de pasto/piquete adequado e a comprovação dos cuidados recomendados e ainda a serem indicados pelo profissional responsável”.
 


 

 

Ainda segundo a Prefeitura, é “elaborado um boletim de ocorrência, e a demanda será encaminhada ao setor competente da Prefeitura de Araraquara para as devidas providências”.

 

 

Ainda segundo a nota, o proprietário reside em Araraquara e frequenta Américo Brasiliense, mas não é morador do município onde o animal foi flagrado.

 

 

Animal está chipado e cadastrado

 

“Ressaltamos que o animal se encontra chipado”, diz nota da Prefeitura.

 

De acordo com o cadastro oficial, Maia é uma fêmea da espécie equino, com 9 anos de idade, da raça Mangalarga/Quarto de Milha, com marcação identificada. A documentação veterinária aponta ainda que a microchipagem ocorreu em 10 de maio de 2025, durante ação realizada na cavalgada no Rancho do Bolinha, em Araraquara.

 

 

População cobrou

 

Os moradores já haviam reclamado da postura de uma das entidades que se apresenta como defensora da causa animal. De acordo com testemunhas, o grupo teria respondido que "a prefeitura está sem carro" e que "conhece a dona do animal", o que foi interpretado como negligência institucional em uma situação de urgência.

 

Veja a nota da Prefeitura:

 

“Estivemos no local e constatamos que o proprietário já havia sido orientado anteriormente sobre a proibição da criação de equinos dentro do município de Américo Brasiliense.
 

Neste caso específico, o proprietário informou que resgatou o animal e que está prestando os devidos cuidados. Foi solicitado um laudo veterinário, bem como a apresentação de pasto/piquete adequado e a comprovação dos cuidados recomendados e ainda a serem indicados pelo profissional responsável.
 

Ressaltamos que o animal encontra-se chipado, sendo o proprietário morador da cidade de Araraquara, apenas frequentando Américo Brasiliense, e não residente no município.
 

Está sendo elaborado um boletim de ocorrência, e a demanda será encaminhada ao setor competente da Prefeitura de Araraquara para as devidas providências”.

 

Legislação e responsabilidade pública

 

O caso reforça a necessidade de cumprimento da legislação de proteção animal, especialmente no contexto urbano. A Constituição Federal Brasileira, em seu artigo 225, estabelece que todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, impondo ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo — o que inclui a proteção da fauna.

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