Ação covarde!
Após agressão a enfermeira, SISMAR convoca assembleia sobre segurança nas unidades de Araraquara
Reunião será nesta segunda-feira (13); 'Quem se cala diante da dor alheia se torna cúmplice da ferida', diz sindicato

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Após mais um episódio grave de violência contra uma servidora da saúde em Araraquara, o SISMAR (Sindicato dos Servidores Municipais de Araraquara e Região) organiza uma assembleia urgente, marcada para hoje (13), às 18 horas, em sua Sede Social , localizada na Rua 1, nº 970, no centro da cidade.
A pauta da assembleia será clara e direta: “estratégias de luta em defesa da segurança nos locais de trabalho”. O encontro ocorre em meio à crescente indignação da categoria diante da escalada de agressões, que segundo o sindicato, já soma cinco ocorrências em apenas 40 dias.
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Protesto após nova agressão
A mobilização da categoria ganhou força após a agressão sofrida por uma enfermeira do Centro Municipal de Saúde da Vila Xavier. A profissional foi atacada por uma paciente, que a jogou ao chão e desferiu tapas em seu rosto, provocando ferimentos visíveis.
O caso levou à presença da Guarda Civil Municipal, que conduziu a agressora até a delegacia, onde o Boletim de Ocorrência foi registrado. O SISMAR acompanhou a servidora durante todo o procedimento. Como resposta imediata, servidores realizaram um protesto na manhã desta quarta-feira (8), em frente à unidade onde a agressão ocorreu. A manifestação teve como principal objetivo chamar a atenção das autoridades e da população para a falta de segurança nas unidades de saúde.



Servidores protestaram pacificamente em defesa da segurança em unidades de saúde.
Sindicato cobra providências
Em nota pública, o SISMAR também expressou repúdio ao ataque e criticou duramente a falta de ações concretas por parte da Prefeitura de Araraquara. Segundo o sindicato, não há apoio psicológico estruturado, nem acolhimento institucional aos profissionais que sofrem agressões. Além disso, o governo do prefeito Edinho Lapena foi acusado de se manter inerte diante da gravidade da situação.
“Se nada mudar, a Saúde vai parar!”, alertou o sindicato, reforçando a possibilidade de novas manifestações e até paralisações, caso medidas efetivas não sejam tomadas com urgência.
CUT também se manifesta
A CUT Subsede São Carlos e Região também se posicionou em nota de repúdio, classificando a agressão como “covarde” e “inadmissível”. A Central reforçou que o episódio não é isolado, mas sim reflexo do “abandono, da falta de segurança e do descaso do governo municipal”.
“Palavras e promessas não bastam — queremos atitude!”, afirmou o texto assinado por Edinaldo Henrique Ferreira, coordenador da CUT na região.
A entidade defende ações urgentes como:
- Segurança efetiva nas unidades;
- Atendimento psicológico às vítimas;
- Políticas públicas de prevenção à violência;
- Acolhimento institucional e valorização profissional.
A CUT confirmou apoio e participação nas mobilizações lideradas pelo SISMAR, e fez um apelo por respeito, segurança e dignidade para quem mantém o serviço público funcionando.
Assembleia pode definir próximos passos
A assembleia do dia 13 será determinante para organizar a categoria diante do cenário atual. A expectativa é de que novos atos e ações coletivas sejam discutidos e votados durante o encontro. A frase que estampa os materiais de convocação resume o sentimento da categoria: "Quem se cala diante da dor alheia se torna cúmplice da ferida".
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