O Outro Lado
Empresa Paraty se manifesta após denúncia de racismo e preconceito contra motorista em Araraquara
Condutor do coletivo negou ter ofendido o passageiro com deficiência e a empresa afirma seguir legislação sobre gratuidade no transporte e repudia qualquer forma de preconceito

A empresa Paraty Mobilidade se pronunciou nesta sexta-feira (17), sobre a denúncia feita por um passageiro com deficiência intelectual e epilepsia, que acusa um motorista de ônibus de racismo e preconceito, em Araraquara. O caso aconteceu na manhã da última quinta-feira (16), no Centro.
Segundo o boletim de ocorrência, a vítima — um homem de 30 anos — relatou que foi impedido de embarcar pela porta do meio de um coletivo na da linha Jardim Indaiá na Rua Nove de Julho (R.2), mesmo apresentando o cartão de gratuidade a que tem direito por lei. O condutor teria afirmado que o laudo médico era falso e logo em seguida, feito uma ligação para o fiscal e depois disse ao passageiro com a expressão racista “o neguinho”.
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Com a repercussão, a empresa Paraty Mobilidade enviou nota ao Araraquara Agora, afirmando que segue a Lei Municipal nº 8747/2016 que garante a gratuidade no transporte coletivo urbano a pessoas com deficiência e baixa renda.
“A deficiência deverá ser comprovada mediante laudo médico e — se neste constar que se trata de pessoa com deficiência permanente — esta não será obrigada a fazer prova de vida ou recadastramento algum para os fins desta lei. Considera-se carente, para os fins desta Lei, a pessoa com renda familiar per capita de até um salário mínimo. Para isso, é necessário procurar a loja da Paraty Mobilidade no terminal integração com os documentos solicitados para análise. A resposta sendo positiva, será emitido o cartão de bilhete eletrônico com o benefício da gratuidade, este deverá ser renovado anualmente”, diz a nota.
A empresa também ressaltou que repudia qualquer forma de preconceito e “preza pela segurança e conforto dos seus passageiros”. O motorista e o fiscal que teria recebido a ligação negaram os fatos relatados pela vítima, incluindo a acusação de ofensa racial.
O caso continua sob investigação da Polícia Civil.
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