Despedida
Corpo de mulher que morreu esfaqueada pelo companheiro é velado nesta sexta em Araraquara
A despedida de Silvia Iris Martins acontece no Memorial da Funerária Fonteri e o sepultamento será ás 16h30 no Cemitério dos Britos; filha de 13 anos tentou salvar a mãe durante o ataque do padrasto Amaro José Gonçalves

Começou na tarde desta sexta-feira (7), o velório de Silvia Iris Martins de 49 anos, assassinada a facadas dentro de casa pelo companheiro, Amaro José Gonçalves de 37, no Jardim Esplanada, em Araraquara. A despedida acontece no memorial da Funerária Fonteri e o sepultamento está marcado para 16h30 no Cemitério dos Britos, no bairro Vale do Sol.
Familiares, amigos e moradores da região comparecem ao local para prestar as últimas homenagens à vítima que deixa dois filhos — um menino de 4 anos e uma adolescente de 13, que presenciaram o crime que aconteceu na Rua Alberto José Morandi, no final da tarde desta quinta-feira (6).
Segundo boletim de ocorrência, Silvia foi atacada dentro da residência onde morava com os filhos e o homem teria chegado sob efeito de álcool e drogas e iniciado uma discussão por ciúmes. Durante depoimento, a menina relatou que o padrasto derrubou a mãe no sofá e a esfaqueou várias vezes.
Desesperada, ela pegou outra faca e desferiu três golpes nas costas dele, tentando interromper o ataque e mesmo ferida, a mãe não resistiu. A adolescente, correu para a rua pedindo ajuda.
Um vizinho de 26 anos, retirou as crianças da casa enquanto a Polícia Militar era acionada Amaro fugiu mas foi localizado em uma área de mata ferido pelos golpes da enteada próximo ao Rancho do Bolinha no bairro Victório de Santi. Ele segue internado sob escolta policial na Santa Casa e ainda, não foi ouvido pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) que conduz o inquérito.
No velório, familiares destacam a dedicação de Silvia à criação dos filhos e lamentam que sua vida tenha sido interrompida de forma brutal. A adolescente, tratada pela polícia como legítima defensora da mãe, segue acompanhada por familiares e assistência psicológica.
O caso reacende o debate sobre o avanço do feminicídio no país: de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, uma mulher é morta a cada 8 horas no Brasil em situações semelhantes — dentro de casa, por um parceiro ou ex-parceiro.
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