Condenado
Aposentado é condenado a 12 anos após matar cliente a tiros em lanchonete no Santa Angelina
Márcio Fernando Alves foi sentenciado por 4 a 3 no Tribunal do Júri após 11 horas de julgamento e recebeu o direito de recorrer em liberdade

O aposentado Márcio Fernando Alves foi condenado pelo Tribunal do Júri a 12 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato de Alan Albergaria Prado, de 45, morto a tiros em uma lanchonete no bairro Santa Angelina, em Araraquara. O julgamento realizado nesta terça-feira (18), se estendeu por 11 horas e terminou decidido por 4 votos a 3, mesmo com a sentença, o juiz permitiu que o réu recorra em liberdade.
Márcio de 51, havia sido denunciado pelo Ministério Público de São Paulo por homicídio qualificado, com as agravantes de emboscada e uso de arma de fogo de uso restrito. A acusação defendeu que o réu agiu de forma premeditada e impossibilitou qualquer reação da vítima.
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O júri ouviu cinco testemunhas de acusação e cinco de defesa, incluindo os policiais militares que realizaram a prisão do homem. Procurada a defesa, feita pelos advogados Ariovaldo Moreira e Matheus Moreira, afirmou que não concorda com o resultado e que vai recorrer.
Durante todo o julgamento, sustentaram a tese de legítima defesa, alegando que Márcio atirou após ser agredido dentro do estabelecimento. O homicídio ocorreu no fim de maio do ano passado, em uma lanchonete localizada no cruzamento da Rua Armando Salles de Oliveira com a Avenida Doutor João Pires de Camargo.
Ao chegarem no estabelecimento, policiais militares encontraram o aposentado saindo rapidamente do banheiro, apresentando um “olhar distante” e ignorando a primeira ordem de parada. Só depois ele se rendeu, virou de costas e levantou as mãos.
O homem informou ser CAC (Colecionador, Atirador e Caçador) e portava uma pistola calibre 9 mm, apreendida com um carregador contendo nove munições intactas. Alan foi localizado caído no banheiro da lanchonete, já sem vida e a equipe da USA (Unidade de Suporte Avançado) do Samu constatou o óbito no próprio local.
Mesmo respondendo ao homicídio em liberdade, Márcio voltou a ser preso em março deste ano após uma ação do SIG (Setor de Investigações Gerais) da CPJ (Central de Polícia Judiciária) Na residência dele, os investigadores apreenderam 238 munições de calibre 9 mm e dois carregadores escondidos no guarda-roupa.
O aposentado afirmou que o material, pertencia à mesma pistola usada no crime e foi autuado em flagrante por posse ilegal de munição. Ele foi encaminhado, para Cadeia Pública de Santa Ernestina e solto após audiência de custódia no dia seguinte.
Com a condenação o caso agora segue para a fase recursal, enquanto a defesa tenta reverter a decisão no Tribunal de Justiça.
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