Feminicídio
Feminicídio em Araraquara: polícia identifica vítima e autor
Francisca da Silva Lima, de 33 anos, foi morta a facadas; ex-companheiro fugiu pela rodovia e provocou colisão frontal ao invadir pista contrária

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Colaboração: Flavio Fernandes.
A vítima de femínicidio ocorrido na madrugada desta sexta-feira (5) em Araraquara foi identificada pela polícia. O crime foi registrado no bairro Parque São Paulo. Francisca da Silva Lima, de 33 anos, foi morta a facadas perto de sua residência pelo ex-companheiro. Minutos após o crime, o autor fugiu com um veículo, Volkswagen/Polo e acabou morrendo ao provocar um violento acidente na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-255).
De acordo com informações preliminares da Polícia Civil, o agressor, identificado como Luiz Fabiano Mendes, ex-namorado da vítima, teria ido até a residência de Francisca durante a madrugada. O relacionamento entre os dois era descrito como conturbado por pessoas próximas. As agressões aconteceram do lado de fora da casa. Ferida gravemente por golpes de faca, Francisca não resistiu e morreu ainda no local. Ela deixa um filho.


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Logo após o ataque, o autor fugiu sentido à SP-255, onde dirigiu em direção ao fluxo contrário, colidindo frontalmente contra um caminhão nas proximidades da Unesp. A batida foi tão intensa que o carro ficou destruído. O motorista do caminhão, que seguia pela pista sul, relatou que o veículo invadiu repentinamente sua faixa, impossibilitando qualquer manobra de desvio.

Acidente fatal na SP-255
O impacto deixou o agressor preso nas ferragens. Equipes de resgate foram acionadas imediatamente, mas o homem morreu no local. Já o caminhoneiro não sofreu ferimentos. A Polícia Técnica-Científica esteve na rodovia no início da manhã para realizar a perícia e coletar informações que ajudem a esclarecer a dinâmica da colisão. As investigações devem apontar se o autor provocou o acidente intencionalmente como forma de suicídio.

DIG assume investigação do feminicídio
A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) foi acionada para conduzir o inquérito referente ao feminicídio. O caso passa a ser tratado como crime de violência de gênero, caracterizado quando a mulher é morta em contexto de relação íntima, afetiva ou por motivação baseada em desigualdade e dominação masculina.
O feminicídio é considerado crime hediondo no Brasil, com penas que podem ultrapassar 30 anos. Dados recentes revelam que a cada dia, ao menos três mulheres são assassinadas por maridos, ex-companheiros ou parceiros atuais no país, segundo números consolidados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A tragédia ocorrida em Araraquara se soma a um cenário nacional de alerta para a escalada da violência doméstica.
Violência doméstica: como buscar ajuda
A morte de Francisca reacende a necessidade de reforçar canais de denúncia e proteção à mulher. Em situações de ameaça, a vítima pode acionar:
- 190 – Polícia Militar (emergência).
- 180 – Central de Atendimento à Mulher.
- Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).
- Aplicativo SOS Mulher, disponível para celulares.
O sigilo é garantido e o atendimento funciona 24 horas. Especialistas ressaltam que qualquer sinal de violência, mesmo verbal ou psicológica, deve ser denunciado imediatamente.
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