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Justiça solta dois moradores de rua suspeitos de estupro por falta de provas em Araraquara

Novas testemunhas surgiram, prisão temporária foi revogada e investigação segue em andamento na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher); caso aconteceu no sábado dia 6 de dezembro em uma construção abandonada na Via Expressa

Flávio Fernandes|· 3 min de leitura
Justiça solta dois moradores de rua suspeitos de estupro por falta de provas em Araraquara
Foto: Arquivo Araraquara Agora

 

A Justiça determinou na tarde da última quinta-feira (18), a soltura dos dois moradores de rua, de 23 e 30 anos, que haviam sido presos temporariamente sob suspeita de estuprar uma catadora de materiais recicláveis de 20, no Centro de Araraquara. A decisão foi tomada após o surgimento de novas testemunhas e da avaliação de que, neste momento não há provas suficientes para a manutenção da prisão.

O caso segue sob investigação da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), que ainda não concluiu o inquérito policial. Apesar da soltura, os investigados foram liberados com medidas cautelares, que incluem obrigações impostas pela Justiça enquanto as apurações continuam.

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A denúncia foi registrada após a jovem relatar que teria sido abordada pelos dois homens enquanto coletava materiais recicláveis na Praça da Independência, na noite do último sábado (6). Segundo o depoimento prestado à polícia, ela teria sido levada contra a vontade para uma construção abandonada na Avenida Maria Antônia Camargo de Oliveira (Via Expressa), onde afirma ter ocorrido o abuso sexual.

A vítima também declarou que houve agressão física durante o episódio e que ficou muito abalada após o ocorrido. Por medo e estado emocional, ela não procurou atendimento médico nem a polícia no mesmo dia.

O registro foi feito posteriormente, após o tio, de 41 anos, perceber mudanças no comportamento da sobrinha e acompanhá-la até a DDM. Com base no relato inicial e no reconhecimento feito pela jovem, a delegada Gabriella Parzewski solicitou apoio da Guarda Civil Municipal (GCM) para localizar os suspeitos, que foram encontrados no mesmo imóvel abandonado apontado como local dos fatos.

A dupla chegou a ser detida, ouvidos e liberados por não estarem em situação de flagrante, mas acabaram presos novamente após a Justiça autorizar a prisão temporária. No andamento da investigação, novos elementos e testemunhos foram apresentados, o que levou à revogação.

De acordo com a decisão judicial, neste momento não há provas suficientes que sustentem a manutenção da custódia, sem prejuízo à continuidade das investigações. Em entrevistas concedidas anteriormente, os dois investigados negaram a prática de estupro.

Um deles afirmou que não participou de qualquer relação sexual enquanto o outro admitiu ter mantido relação com a jovem, mas alegou que teria sido consensual. As versões apresentadas ,contradizem o relato da vítima.

O inquérito segue em curso, com análise detalhada dos depoimentos, verificação de novas testemunhas, diligências complementares e eventual realização de exames periciais e o processo continua em segredo de Justiça. Somente após a conclusão dessa etapa o caso será encaminhado ao Ministério Público para manifestação.

A DDM reforça que a soltura dos investigados, não representa o encerramento do caso e que todas as linhas de apuração seguem sendo tratadas com prioridade.

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