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Alerta

Anvisa manda recolher molho de tomate suspeito de conter pedaços de vidro

Molho de tomate e suplementos irregulares têm venda e consumo proibidos pela Agência

Direto da Redação|· 4 min de leitura
Anvisa manda recolher molho de tomate suspeito de conter pedaços de vidro
Anvisa determina recolhimento de produtos alimentícios e suplementos por riscos à saúde Foto ilustrativa: Valter Campanato por Agência Brasil.

 

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento imediato de produtos alimentícios e suplementos após identificar riscos à saúde dos consumidores. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (7) e envolve um molho de tomate importado, além de suplementos alimentares de duas empresas diferentes, que tiveram comercialização, distribuição, fabricação, importação, divulgação e consumo suspensos em todo o país.

 

Entre os casos mais graves está o recolhimento de um lote específico de molho de tomate Passata de Pomodoro Di Puglia, da marca Mastromauro Granoro, após a suspeita da presença de pedaços de vidro no produto. A Anvisa alerta que o consumo pode representar risco físico imediato, como cortes internos e lesões no trato digestivo.

 

Além do molho, a agência também determinou a retirada do mercado de suplementos voltados à saúde ocular e ao controle do colesterol, após a constatação de irregularidades na composição, fabricação e divulgação, incluindo o uso de ingredientes não autorizados e alegações terapêuticas sem comprovação científica.

 

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Molho de tomate importado apresenta risco físico

 

O produto alvo da determinação é o molho de tomate Passata de Pomodoro Di Puglia, da marca Mastromauro Granoro, lote LM283. Segundo a Anvisa, a medida foi adotada após um alerta emitido pela RASFF (Rapid Alert System for Food and Feed) — sistema europeu de alerta rápido para alimentos e rações.

 

A notificação indicou que o lote do molho, importado e comercializado no Brasil, apresentava suspeita de contaminação por fragmentos de vidro. Diante da gravidade do risco, a Anvisa determinou a suspensão imediata de todas as atividades relacionadas ao produto, incluindo venda, distribuição e consumo.

 

O órgão orienta que consumidores que tenham adquirido o produto não o utilizem e procurem o estabelecimento onde foi comprado para obter informações sobre a devolução ou descarte adequado. A ingestão de alimentos contaminados com materiais rígidos, como vidro, pode causar ferimentos internos, perfurações e outras complicações graves à saúde.

 

 

Suplemento Neovite Visão também é recolhido

 

Outro produto incluído na ação da Anvisa é o Neovite Visão, suplemento alimentar indicado para a saúde dos olhos, fabricado pela empresa BL Indústria Ótica Ltda., ligada à marca Bausch Lomb. Neste caso, o recolhimento foi voluntariamente comunicado pela própria empresa, após a identificação de falhas no processo produtivo.

Estão proibidos os seguintes lotes do suplemento:

  • 25G073
  • S25C004
  • S25C003
  • S25C002
  • S25G072

 

De acordo com a Anvisa, os lotes foram fabricados com Capsicum annuum L., fruto conhecido como páprica, ingrediente não autorizado para uso em suplementos alimentares como fonte de zeaxantina, substância associada à saúde ocular.

 

Além disso, a análise identificou que a quantidade de Caramelo IV (processo sulfito-amônia) presente nos produtos estava acima do limite permitido pela legislação sanitária, o que pode representar riscos quando consumido de forma contínua.

 

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Ervas Brasil tem suplementos apreendidos

 

A fiscalização sanitária também atingiu produtos da empresa Ervas Brasil Indústria Ltda.. Foram determinados o recolhimento e a apreensão dos suplementos Vitamina C Sucupira com Unha de Gato Ervas Brasil e Suplemento Alimentar Colesterol Ervas Brasil.

 

Segundo a Anvisa, a empresa apresenta irregularidades graves, como:

✔ Ausência de licença sanitária e alvará de funcionamento;

✔ Uso de ingredientes não autorizados em alimentos;

✔ Divulgação irregular, com promessas de efeitos terapêuticos e benefícios à saúde sem comprovação científica.

 

A agência destaca que a legislação brasileira proíbe a atribuição de propriedades medicinais a suplementos alimentares, já que esses produtos não passam pelos mesmos testes clínicos exigidos para medicamentos.

 

 

Risco ao consumidor e orientação da Anvisa

 

A Anvisa reforça que ações de recolhimento têm como principal objetivo proteger a saúde da população e evitar que produtos irregulares permaneçam no mercado. Em casos como o do molho de tomate, o risco é imediato e físico, enquanto nos suplementos os danos podem estar associados ao uso prolongado de substâncias não autorizadas.

 

O órgão orienta que os consumidores:

✔ Verifiquem os lotes dos produtos em casa;

✔ Suspendam imediatamente o uso dos itens citados;

✔ Entrem em contato com os fabricantes ou pontos de venda;

✔ Denunciem produtos irregulares por meio dos canais oficiais da Anvisa ou da vigilância sanitária local.

 

 

Fiscalização reforçada em alimentos e suplementos

 

Nos últimos anos, a Anvisa tem intensificado a fiscalização sobre suplementos alimentares, um mercado em expansão no Brasil, impulsionado pela busca por produtos ligados à saúde e bem-estar. Segundo o órgão, parte das irregularidades envolve uso indevido de ingredientes, rotulagem enganosa e promessas terapêuticas ilegais.

 

No caso de alimentos importados, como o molho de tomate, a atuação integrada com sistemas internacionais de alerta, como a RASFF, permite respostas mais rápidas para evitar que produtos contaminados cheguem à mesa do consumidor brasileiro.

Com informações: Agência Brasil.

 

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