LEMBRA DELES?
Mais de 100 orelhões devem desaparecer das ruas de Araraquara; entenda
Com o fim das concessões da telefonia fixa, telefones públicos deixam de ser obrigatórios e permanecem apenas em locais sem outro serviço de voz

Símbolo marcante das cidades brasileiras por décadas, os orelhões, oficialmente chamados de Telefones de Uso Público (TUPs), estão em processo de desativação em Araraquara e municípios da região, acompanhando a transição definitiva da telefonia pública para as redes móveis.
A nova geração, inclusive, talvez nunca tenha utilizado, ou sequer visto, um orelhão em funcionamento. Isso porque muitos equipamentos já foram retirados das ruas nos últimos anos. Ainda assim, cerca de 38 mil orelhões seguem espalhados pelo Brasil, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e do Governo Federal.
A mudança ocorre após o encerramento das concessões do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC), finalizadas em dezembro de 2025. Com isso, a partir de 1º de janeiro de 2026, as empresas de telefonia fixa deixaram de ter obrigação legal de manter orelhões em funcionamento, com exceção de localidades consideradas sem competição adequada de serviços de voz.
Os antigos contratos de concessão foram adaptados para o regime de autorização, conforme previsto na Lei Geral de Telecomunicações, consolidando a migração do modelo de telefonia pública para soluções móveis e digitais.
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Situação em Araraquara e região
De acordo com dados oficiais, em dezembro de 2025, foram declarados 118 orelhões em Araraquara, 15 em Boa Esperança do Sul e 15 em Trabiju. Os números são da própria Anatel e podem variar, conforme apurado pelo Araraquara Agora, por conta de retiradas já feitas anteriormente. No entanto, a partir de janeiro de 2026, a Telefônica Brasil S.A. (Vivo), responsável pelo serviço no Estado de São Paulo, não é mais obrigada a manter esses equipamentos em funcionamento, com exceção de uma localidade específica.
Em Araraquara, apenas a Agrovila do PA Monte Alegre III permanece com a obrigatoriedade de atendimento por orelhão, por ser considerada uma localidade sem serviço de voz substituto, como telefonia móvel ou soluções equivalentes.
Onde os orelhões ainda serão obrigatórios
Na região de Araraquara, os orelhões continuarão sendo obrigatórios nas seguintes localidades:
- Agrovila do PA Monte Alegre III (Araraquara)
- Monte Alegre I e Monte Alegre V (Motuca)
- Vila Orestina (Borborema)
Essas áreas foram classificadas como localidades sem competição adequada, ou seja, onde não há oferta regular de serviços de voz por outras operadoras.
Ao todo, a Telefônica deverá manter orelhões em 373 localidades no país até 31 de dezembro de 2028, conforme estabelecido em termo firmado com a Anatel.
Retirada pode ser solicitada pelos moradores
Segundo a Anatel, não existe norma específica que regulamente a retirada dos orelhões não obrigatórios, mas a agência avalia solicitar às operadoras a apresentação de um plano de desativação.
Moradores que desejarem a retirada de orelhões podem fazer a solicitação diretamente às centrais de atendimento das operadoras. Caso não haja resposta, o consumidor pode registrar reclamação junto à Anatel pelo telefone 1331 ou pelo portal oficial da agência na internet, utilizando o número de protocolo fornecido pela prestadora.
No Estado de São Paulo, o atendimento com telefones de uso público é de responsabilidade da Telefônica Brasil S.A. (Vivo), com exceção de localidades isoladas, a mais de 30 quilômetros de centros urbanos com mais de 300 habitantes, que são atendidas pela Claro S.A.
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