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REVOLTADA, E COM RAZÃO

"Buraco rasga pneu e moradora desabafa: 'Quem vai pagar?'"

Cratera na Av. Antônio Honório Real causa prejuízos diários há 4 meses

Willian Oliveira|· 3 min de leitura
"Buraco rasga pneu e moradora desabafa: 'Quem vai pagar?'"
"Buraco na rotatória da Av. Antônio Honório Real após GCM colocar cones. Problema persiste há mais de 4 meses causando prejuízos diários"

Você paga seus impostos religiosamente, mas na hora de voltar do trabalho, cai num buraco que rasga o pneu do seu carro. E aí? Quem paga a conta? Essa é a pergunta que uma moradora está fazendo depois de mais um episódio revoltante na Av. Antônio Honório Real, nº 27, na rotatória do Auto Posto Vale do Sol.

O relato é de ontem, 30 de janeiro, mas a história se arrasta há mais de quatro meses. Enquanto a cidade cobra impostos, as ruas viram campos minados de crateras que destroem veículos e colocam vidas em risco.

"Eu estava voltando de um dia cansativo de trabalho e caí no buraco. Rasguei o pneu que tinha trocado há um mês", desabafa a moradora.

Mas o pior nem foi o prejuízo financeiro imediato. Foi descobrir que ela é apenas mais uma vítima de um problema crônico que ninguém resolve.

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O buraco que virou ponto turístico (infelizmente)

Enquanto a moradora parava o carro para avaliar o estrago, funcionários do posto de combustível já vieram correndo. Não para ajudar com o pneu, mas para contar uma história que se repete todos os dias: "Vários veículos caem nesse buraco diariamente".

Os trabalhadores relataram que já fizeram pedidos de reparo, abriram protocolos, tentaram de tudo. Nada funcionou. A cratera continua lá, engolindo pneus, rodas e a paciência de quem passa.

E tem mais: não é só um buraco. São quatro crateras grandes ao redor da rotatória, transformando o local numa verdadeira roleta-russa para motoristas. Durante o tempo que a moradora esperou a Guarda Civil Municipal, ela viu três carros e um caminhão passando pelo mesmo buraco.

Quando a sinalização vira piada

A Polícia Militar orientou a moradora a fazer boletim de ocorrência online. A Guarda Civil Municipal foi ao local e fez o quê? Colocou cones em três dos quatro buracos. Sim, você leu certo: cones. Como se um cone fosse consertar anos de abandono.

As fotos que acompanham esta matéria foram tiradas depois que os cones foram colocados. Uma solução temporária para um problema que já dura quatro meses e não tem previsão de fim.

O perigo real: não é só dinheiro, é vida

"Se um motociclista cair nesse buraco, além do prejuízo financeiro, há risco real à vida", alerta a moradora. E ela tem razão. Em dias de chuva, o buraco fica praticamente invisível, virando uma armadilha mortal para quem está sobre duas rodas.

A rotatória é extremamente movimentada, o que aumenta ainda mais o risco de acidentes graves. Não estamos falando só de pneus rasgados e rodas amassadas. Estamos falando de vidas em jogo.

A conta que ninguém quer pagar

A pergunta da moradora ecoa: quem vai arcar com esse dano? Ela trocou o pneu há um mês e agora teve prejuízo por causa da incompetência do poder público. E não é um caso isolado. São dezenas, talvez centenas de motoristas que já passaram pelo mesmo sufoco.

A cidade está cheia de mato alto, buracos, vias em condições precárias. Os impostos são pagos, mas a contrapartida? Cadê? O dinheiro público vai para onde enquanto as ruas viram obstáculos?

"É um absurdo ver nossos impostos sendo pagos e, mesmo assim, termos ruas em situação precária, além de ainda sermos obrigados a arcar com prejuízos causados pela falta de manutenção", desabafa a motorista.

A indignação é legítima. A pergunta é legítima. E a resposta? Bom, essa continua no vácuo, enquanto os buracos só aumentam.

E aí, autoridades, vão esperar acontecer uma tragédia para agir? Ou vão continuar fingindo que cones resolvem crateras de quatro meses?

A população já deu o recado. Agora é esperar (mais uma vez) por uma solução que parece nunca chegar.

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