Tribunal do Júri
Júri condena jovem a 16 anos de prisão por matar o pai a facadas em Araraquara
Luiz Fernando Domiciano Camboin foi sentenciado pelo assassinato de José Leite Alves Camboin Filho; defesa vai recorrer e pede anulação do julgamento

O Tribunal do Júri condenou nesta terça-feira (11), o jovem Luiz Fernando Domiciano Camboin, a 16 anos de prisão pelo assassinato do próprio pai, José Leite Alves Camboin Filho. O crime ocorreu em junho de 2023, no bairro Jardim Nova Araraquara e causou forte comoção na cidade.
Luiz Fernando de 29, foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio qualificado, com as agravantes de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima. Durante o julgamento, foram ouvidas cinco testemunhas arroladas pela acusação, entre elas os policiais militares responsáveis pela prisão do réu.
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A defesa também apresentou cinco testemunhas e após os debates em plenário, o Conselho de Sentença decidiu pela condenação. De acordo com a defesa, a decisão foi apertada, definida por quatro votos a três o que demonstra, a complexidade do caso.
O crime ocorreu no dia 30 de junho de 2023 e na ocasião, a Polícia Militar foi acionada após familiares não conseguirem contato com José Leite desde o dia 28. A ex-mulher de José Leite que na época tinha 59 anos, foi até a residência e encontrou o imóvel revirado.
O corpo estava dentro da casa, com marcas de facadas e duas facas com manchas de sangue foram apreendidas no local. O carro da vítima, um Hyundai HB20, não estava na garagem.
Três dias depois, o veículo foi localizado na Avenida Padre Francisco Salles Culturato (36), conduzido por Luiz Fernando, que estava acompanhado de outras duas pessoas. De acordo com a PM, o jovem apresentava comportamento alterado e possuía ferimentos nas mãos, ombro e pescoço.
No interior do carro, foram encontradas manchas de sangue e o jovem foi preso e deesde então estava respondendo o processo na penitenciária de Araraquara. Em nota, a advogada Josimara Veiga Ruiz que atuou com Miriã Rodrigues no Júri informou que o resultado “não foi exatamente o esperado”, pois a defesa sustenta a inocência do réu.
A defesa ainda destacou que o julgamento envolveu “uma tragédia familiar rara e de grande impacto emocional” e que duas qualificadoras inicialmente imputadas, foram afastadas durante o julgamento, o que influenciou na fixação da pena. Ela também afirmou que irá recorrer às instâncias superiores, buscando a anulação do julgamento e um resultado mais favorável ao acusado.
A família pediu respeito neste momento, ressaltando que todos os envolvidos sofrem intensamente com a tragédia.
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