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Prisões Mantidas

Justiça mantém prisão de investigados na Operação “Acerto de Contas” da DISE em Araraquara

Audiência de custódia realizada na tarde desta quarta-feira (11), converteu em prisões preventivas todos os suspeitos incluindo o dono da garagem de veículos alvo principal da ação

Flávio Fernandes|· 3 min de leitura
Justiça mantém prisão de investigados na Operação “Acerto de Contas” da DISE em Araraquara
Foto: Flavio Fernandes/Araraquara Agora
    A Justiça converteu em prisão preventiva as detenções realizadas durante a Operação “Acerto de Contas”, deflagrada pela DISE (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) na manhã de terça-feira (10), em Araraquara e Américo Brasiliense. A decisão ocorreu na tarde desta quarta-feira (11), após audiência de custódia.   A ação teve como principal alvo uma garagem de veículos localizada na Avenida Maria Antônia Camargo de Oliveira (Via Expressa), no Centro de Araraquara. Os investigadores cumpriram nove mandados de busca e apreensão, sendo oito na cidade e um em Américo Brasiliense.  
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Foto: Flavio Fernandes/Araraquara Agora/Veículos Apreendidos Na Garagem
Foto: Flavio Fernandes/Araraquara Agora/Veículos Apreendidos Na Garagem
    Ao todo, três homens foram presos em flagrante entre eles está o empresário de 34 anos, apontado como proprietário do estabelecimento. Também foram detidos, um serralheiro de 24, envolvido com tráfico de drogas e um homem de 55.    Segundo as investigações foram apreendidos cerca de 70 veículos, entre carros e motocicletas, que agora passarão por análise detalhada para verificar possíveis vínculos com atividades criminosas. Durante as buscas no apartamento do dono da garagem na Rua Carlos Gomes (R.6) no Centro, os policiais civis apreenderam duas pistola 9 mm, de uso restrito e a o outra de calibre 6,35 mm e um revólver calibre 38.  
Foto: Flavio Fernandes/Araraquara Agora/Armas Apreendidas Na Casa do Empresário
Foto: Flavio Fernandes/Araraquara Agora/Armas Apreendidas Na Casa do Empresário
  De acordo com a investigação, uma das armas era produto de furto ocorrido em Araraquara em 2020 e também foram apreendidos munições, celulares, dinheiro em espécie e cheques. No endereçõ vinculado, ao serralheiro foi encontrado grande quantidade de drogas em seu apartamento na Av. Domingos Ferrari Junior no utilizado como ponto de armazenamento e distribuição de entorpecentes no Jardim dos Manacás.    No local foram localizados grande quantidade de cocaína, tijolos e porções de maconha, dry, balanças de precisão, anotações com a contabilidade do tráfico e materiais para embalo. Já no endereço de outro, em Américo Brasiliense somente os celulares dele foram apreendidos.   
Foto: Flavio Fernandes/Araraquara Agora/Grande Quantidade de Drogas e Materiais Para Embalo Apreendidos No Apartamento do Serralheiro
Foto: Flavio Fernandes/Araraquara Agora/Grande Quantidade de Drogas e Materiais Para Embalo Apreendidos No Apartamento do Serralheiro
  De acordo com o relatório da investigação que começou em 2024, a organização criminosa possuía estrutura definida de atuação e dois homens de 43 e 28 anos, que seriam responsáveis por transportar drogas entre cidades da região, não foram encontrados. Já o empresário dono da garagem e um outro jovem de 25, que também não foi preso são acusados de ter um núcleo financeiro, cuidando da lavagem de dinheiro.    Uma idosa de 60 e um jovem de 30 alvos da operação, também não foram localizados nos locais visitados pelos policiais civis. Eles, são citados nas investigações que apontam que o grupo negociava drogas, inclusive com traficantes da região incluindo Américo Brasiliense.    Os investigadores analisaram durante todo esse tempo dados nos sistemas policiais, quebra de sigilo telefônico, monitoramento de movimentações financeiras e levantamentos periciais além de diligências de campo. A partir das provas reunidas, os delegados da DIG/DISE Renato Candido Soares e o adjunto Francisco de Assis representaram á Justiça pela expedição dos mandados de busca e apreensão que foram autorizados pela 2ª Vara Criminal de Araraquara.   O advogado Gláucio Mattioli, que representa o proprietário da garagem investigada, afirmou que a defesa ainda não teve acesso completo ao inquérito policial, mas disse que irá demonstrar a legalidade das atividades do cliente. De acordo com ele, o empresário não possui antecedentes criminais.    
“O único ponto são três armas que não possuíam registro e foram apreendidas na residência dele. Isso será esclarecido no decorrer da investigação”, afirmou.
    A defesa também destacou que todos os veículos comercializados pelo estabelecimento possuem nota fiscal e contrato, ressaltando que um comerciante não tem como prever se algum comprador pode estar envolvido em atividades ilícitas. Apesar das prisões preventivas decretadas, a DISE informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes da associação criminosa e aprofundar a apuração sobre o fluxo financeiro e a distribuição das drogas na região.
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