Cólicas
UFSCar oferece tratamento gratuito para cólica menstrual online; saiba como participar
Pesquisa da UFSCar busca mulheres com cólica menstrual para estudo com atendimento remoto e estratégias de alívio da dor

Uma pesquisa desenvolvida pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) está recrutando mulheres que sofrem com cólica menstrual intensa para participar de um estudo inovador que oferece tratamento gratuito e acompanhamento online. A iniciativa faz parte de um projeto de doutorado em Fisioterapia e propõe uma abordagem diferenciada, combinando treinamento do assoalho pélvico com uma cartilha educativa voltada ao alívio da dor.
O estudo é conduzido pela doutoranda Sabrina Gonzaga, sob orientação da professora doutora Patricia Driusso, do Departamento de Fisioterapia da instituição. A pesquisa é realizada no Laboratório de Pesquisa em Saúde da Mulher (Lamu) e tem como foco oferecer alternativas mais duradouras para mulheres que convivem com a dismenorreia — termo clínico para a cólica menstrual.
A proposta surge porque muitas mulheres ainda recorrem a soluções imediatas, como medicamentos, bolsas de água quente ou automassagens. Apesar de eficazes no curto prazo, essas estratégias nem sempre resolvem o problema de forma contínua. Segundo a pesquisadora, o objetivo é justamente oferecer uma intervenção que traga benefícios a longo prazo, reduzindo a intensidade e a frequência das dores.
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Como funciona o tratamento para cólica menstrual
O projeto prevê um acompanhamento completo das participantes ao longo de 12 semanas. Inicialmente, as voluntárias passam por uma avaliação presencial no laboratório da universidade. Após essa etapa, todo o tratamento é realizado de forma remota, com sessões online duas vezes por semana.
Durante o período, as participantes recebem orientações e realizam exercícios voltados ao fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico. Além disso, têm acesso a uma cartilha educativa com informações e práticas que podem ajudar no controle da dor menstrual. A combinação dessas estratégias é o diferencial do estudo.
O fortalecimento muscular pode contribuir para melhorar a circulação e reduzir tensões na região pélvica, enquanto a cartilha amplia o conhecimento das participantes sobre o próprio corpo e formas de lidar com os sintomas.
Quem pode participar da pesquisa?
A pesquisa está aberta para mulheres com idade entre 18 e 45 anos que tenham apresentado cólica menstrual intensa nos últimos três meses. A participação é gratuita e inclui tanto a avaliação inicial quanto o acompanhamento ao longo do tratamento.
As interessadas devem se inscrever por meio do formulário online ou entrar em contato diretamente com a equipe responsável. O projeto também disponibiliza atendimento para esclarecimento de dúvidas por telefone e e-mail.
A iniciativa reforça a importância da participação da população em estudos científicos, que além de contribuírem para o avanço da ciência, também oferecem acesso a tratamentos inovadores e acompanhamento especializado.
Alternativas para aliviar a cólica menstrual
A cólica menstrual é uma das queixas mais frequentes entre mulheres em idade reprodutiva. Em muitos casos, a dor pode interferir significativamente na rotina, afetando atividades profissionais, acadêmicas e pessoais. Entre as alternativas mais comuns para alívio estão o uso de analgésicos, anti-inflamatórios, calor local e repouso. No entanto, especialistas apontam que práticas como exercícios físicos regulares, técnicas de relaxamento e fortalecimento muscular podem trazer resultados mais consistentes ao longo do tempo.
Nesse contexto, o estudo da UFSCar se destaca por unir diferentes estratégias em um único protocolo, ampliando as possibilidades de tratamento e oferecendo uma abordagem mais completa.
Pesquisas voltadas à saúde da mulher têm ganhado cada vez mais relevância, especialmente quando abordam condições que impactam diretamente a qualidade de vida, como a cólica menstrual. Apesar de comum, o problema ainda é subestimado em muitos casos, sendo tratado apenas como algo rotineiro.
Como se inscrever?
As interessadas podem se inscrever por meio deste formulário ou entrar em contato diretamente com a responsável pelo estudo. O atendimento é feito pela pesquisadora Sabrina Gonzaga, que também fornece mais informações sobre o projeto, pelo telefone (15) 99799-7819 ou pelo e-mail [email protected]. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da UFSCar (CAAE: 79960524.0.0000.5504).
A iniciativa oferece não apenas acesso a tratamento gratuito, mas também a oportunidade de contribuir para o avanço de novas abordagens terapêuticas na saúde feminina.

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