Tribunal do Júri
Mulher acusada de tentar matar o marido a facadas será julgada nesta terça em Araraquara
Eloísa Helena de Souza responde pelo crime de tentativa de homicídio e foi denunciada pelo Ministério Público; crime ocorreu em setembro de 2025 no Carmo

Uma mulher de 49 anos, acusada de tentar matar o marido de 43, a facadas será julgada nesta terça-feira (5), pelo Tribunal do Júri, em Araraquara. O crime ocorreu durante uma briga em uma residência, em setembro de 2025 no bairro do Carmo.
O inquérito feito pela Polícia Civil aponta que Eloísa Helena de Souza, desferiu ao menos quatro golpes no homem enquanto dormia e agiu de forma intencional ao atingir regiões vitais assumindo o risco de provocar a morte. A investigação considerou que além da confissão dela, laudos médicos comprovaram a gravidade das lesões e que foram colhidos depoimentos de testemunhas pelos investigadores.
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O Ministério Público de São Paulo denunciou a ré por tentativa de homicídio, com meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. A acusação sustenta que houve intenção de matar, mas a real motivação do crime não foi esclarecida tendo em vista que o casal era usuário de drogas e álcool.
O crime aconteceu na Rua Comendador Pedro Morganti, após uma discussão entre o casal na residência. O homem socorrido pelo Samu até a UPA do Melhado com ferimentos no pulmão, costas e braço e devido à gravidade precisou ser transferido para a Santa Casa.
A vítima sobreviveu ao ataque e a Polícia Militar encontrou Eloísa pouco tempo depois, sentada em um banco da Praça Pedro José Neto próximo a um bar no Centro. Ela apresentava, ferimentos nas mãos e vestígios de sangue.
Durante a abordagem, a mulher confessou o crime aos policiais militares e indicou que a faca utilizada estava em sua mochila. De acordo com o relato da equipe, a acusada teria dito: “me leve presa, eu queria matá-lo”.
Para o julgamento, foram arroladas testemunhas tanto de defesa quanto de acusação, incluindo os PMs responsáveis pela prisão de Eloísa. Ela segue presa preventivamente, na penitenciária feminina de Mogi-Guaçu.
A defesa da mulher representada pelo advogado Cairo Rigoldi, informou que não irá se manifestar antes do júri. O caso será analisado pelo Conselho de Sentença, que decidirá se a ré deve ser condenada ou absolvida.
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