Absolvição
Mulher acusada de tentar matar o marido a facadas é absolvida em Araraquara
Decisão reconheceu legítima defesa em caso marcado por violência doméstica e Eloisa Helena de Souza ficou presa preventivamente por 8 meses em Mogi-Guaçu

O Tribunal do Júri absolveu nesta terça-feira (5), Eloisa Helena de Souza de 49 anos, acusada de matar o marido de 43, a facadas, em Araraquara. A decisão acolheu a tese de legítima defesa apresentada pela defesa, resultando na absolvição da ré.
O caso teve grande repercussão e envolvia um episódio ocorrido em setembro de 2025, no bairro do Carmo, durante uma discussão entre o casal dentro da residência onde viviam na Rua Comendador Pedro Morganti. Na ocasião, o homem foi atingido por golpes de faca e socorrido em estado grave.
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Segundo as investigações da Polícia Civil à época, a acusação apontava que a Eloisa teria desferido ao menos quatro facadas enquanto o companheiro dormia, atingindo regiões vitais. O Ministério Público denunciou a ré por tentativa de homicídio qualificado, alegando meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
O homem foi socorrido pelo Samu e levado inicialmente à UPA do Melhado, sendo posteriormente transferido para a Santa Casa devido à gravidade dos ferimentos, que atingiram pulmão, costas e braço. Ele, sobreviveu ao ataque e estava presente no plenário.
A mulher foi localizada pouco depois pela Polícia Militar, sentada no banco de uma praça no Centro da cidade. Ela estava ferida, nas mãos e com vestígios de sangue.
Durante a abordagem, confessou o crime e indicou para os policiais militares onde estava a faca utilizada. Apesar dos elementos iniciais, durante o julgamento em plenário os jurados entenderam que o caso ocorreu em contexto de violência doméstica e que a acusada agiu em legítima defesa, conforme sustentado pelos advogados Cairo Alexandre Bonfim Rigoldi e Catherina Vicentini Zacharias.
Em nota, a defesa destacou que a decisão “reafirma a importância da análise adequada de casos que envolvam violência de gênero e suas particularidades”, além de ressaltar que Eloisa, permaneceu presa preventivamente na penintenciária feminina de Mogi-Guaçu por oito meses até o julgamento. Com a absolvição, a acusada deverá ser colocada em liberdade.
O caso reforça o debate sobre a complexidade de ocorrências, envolvendo violência doméstica e a necessidade de avaliação detalhada das circunstâncias em cada situação.
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