OBRAS E SEGURANÇA | VIA EXPRES
Comerciantes relatam prejuízos com obras na Via Expressa e reclamam de lentidão: ‘Movimento despencou’
Empresários afirmam que intervenções afetaram o acesso aos estabelecimentos e provocaram queda nas vendas na região central de Araraquara

Comerciantes da avenida Maria Antônia Camargo de Oliveira, a Via Expressa e da região central de Araraquara se reuniram nesta quinta-feira (14) com o prefeito Lapena para cobrar soluções diante dos impactos causados pelas obras de macrodrenagem e pelos problemas de segurança registrados nas áreas comerciais da cidade.
O encontro aconteceu na sala de reuniões da Prefeitura e reuniu empresários, representantes da administração municipal, técnicos da obra e integrantes da Guarda Municipal. Durante a reunião, comerciantes relataram queda no movimento, prejuízos financeiros e dificuldades de acesso aos estabelecimentos, principalmente nos trechos afetados pelas intervenções da Via Expressa.
Além dos impactos econômicos, empresários também demonstraram preocupação com o aumento da presença de dependentes químicos e andarilhos, especialmente nas proximidades da rodoviária e da região central, situação que, segundo eles, contribuiria para o crescimento da insegurança e afastamento de clientes.

Participaram da reunião o secretário municipal de Obras e Serviços Públicos, Laxixa; secretário de Governo, Leandro Guidolin; representantes da empresa Gradux, responsável pela execução da obra; além de integrantes das secretarias de Comunicação, Desenvolvimento Social e da Guarda Municipal.
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Comerciantes relatam prejuízos e queda no movimento
Durante o encontro, empresários afirmaram que as obras têm provocado dificuldades para clientes acessarem lojas e estabelecimentos comerciais. Segundo os relatos apresentados ao Executivo, o impacto já atinge diretamente o faturamento de muitos comerciantes da região central e da Via Expressa. Alguns empresários alegam redução significativa no fluxo de consumidores desde o início das intervenções.
Outro ponto levantado foi a sensação de abandono em determinados trechos próximos à rodoviária, onde comerciantes afirmam existir aumento da circulação de pessoas em situação de vulnerabilidade social.
A principal cobrança feita ao prefeito foi por mais agilidade na execução da obra e ações imediatas de segurança pública.
Prefeitura diz que obra enfrenta dificuldades
O prefeito Lapena afirmou que a obra de macrodrenagem é financiada pelo Governo Federal e fiscalizada pela Caixa Econômica Federal e pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo ele, cabe ao município acompanhar a execução técnica, realizar medições e encaminhar relatórios necessários para a liberação dos recursos federais.
O prefeito também explicou que problemas de planejamento ocorridos no início da obra ainda refletem diretamente no cronograma atual da intervenção. “Herdamos uma obra com dificuldades técnicas, financeiras e de planejamento, mas nossa obrigação é buscar soluções, cobrar agilidade e manter o diálogo aberto com comerciantes e moradores”, afirmou.
Secretário explica por que obra parece lenta
Uma das principais reclamações apresentadas pelos comerciantes foi o número reduzido de trabalhadores visíveis nos trechos em obras. Laxixa explicou que a intervenção possui alta complexidade técnica e depende principalmente de maquinários pesados e trabalhos subterrâneos.
“Essa não é uma obra simples de pavimentação. Estamos falando de uma intervenção de macrodrenagem, com galerias profundas e estruturas que exigem equipamentos específicos e equipes técnicas especializadas”, destacou.
Segundo ele, parte significativa dos serviços ocorre embaixo da Rodovia Washington Luís, em áreas que não são facilmente visualizadas pela população.
Estrutura subterrânea é considerada etapa mais delicada
De acordo com a Prefeitura, um dos pontos mais críticos da obra está localizado após a Rodovia Washington Luís, onde está sendo construída a estrutura de recepção das águas pluviais.
Essa etapa é considerada essencial para o funcionamento correto de todo o sistema de drenagem da Via Expressa.
A administração municipal informou que alguns trechos devem ser concluídos entre junho e agosto, permitindo o avanço das obras para outras regiões.
Nova reunião discutirá segurança no Centro
Ao final do encontro, também ficou definida uma nova reunião entre comerciantes da região central e a Guarda Municipal, prevista para a próxima semana. O foco será discutir estratégias para reforço da segurança, combate a furtos e roubos e ações voltadas aos problemas relacionados à vulnerabilidade social no Centro de Araraquara.

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