CASO JOÃO VITOR | PARÁ
Empresário assassinado no Pará havia denunciado desaparecimento de piloto de Araraquara
Colombiano foi morto em Belém semanas após procurar a polícia sobre o sumiço de João Vitor de Lima Franco

A morte do empresário colombiano Ivan Adel Gois de Los Rios, registrada na madrugada do último sábado (16), em Belém (PA), trouxe novos desdobramentos ao caso do desaparecimento do piloto agrícola João Vitor de Lima Franco, de 25 anos, morador de Araraquara. Ivan era apontado como proprietário da empresa responsável pela aeronave utilizada pelo piloto araraquarense, desaparecido desde março deste ano após viajar ao Pará em busca de uma oportunidade profissional. Agora, a Polícia Civil do Pará investiga se existe alguma conexão entre os dois casos.
Segundo as informações preliminares, o empresário colombiano estava dentro de um veículo no cruzamento da Rua Oliveira Belo com a Avenida Alcindo Cacela, no bairro Umarizal, em Belém, quando foi surpreendido por homens armados que chegaram em outros carros. Os criminosos efetuaram diversos disparos e fugiram logo após o ataque. Até o momento, nenhum suspeito foi identificado ou preso.
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Empresário havia denunciado desaparecimento do piloto
O assassinato ganha ainda mais relevância porque o próprio Ivan Adel havia procurado a Polícia Civil semanas antes para relatar o desaparecimento da aeronave e do piloto João Vitor de Lima Franco. Em abril, o empresário prestou depoimento às autoridades informando que o jovem piloto teria seguido viagem rumo ao interior do Pará acompanhado de um homem natural de Belém, com destino a uma fazenda localizada na região de Itaituba, no sudoeste paraense.
De acordo com o registro policial, João Vitor viajou ao estado para assumir uma possível vaga de trabalho no setor da aviação agrícola. Antes de seguir para o interior, ele ficou hospedado em Belém. Foi justamente na capital paraense que ocorreu o último contato confirmado com a família.
Desaparecimento de João Vitor mobiliza família de Araraquara
O desaparecimento de João Vitor de Lima Franco ganhou repercussão nacional nas últimas semanas e continua cercado de dúvidas. O piloto, natural de Araraquara, embarcou para o Pará no início de março motivado por uma oportunidade profissional. Conforme depoimentos registrados em boletim de ocorrência, entre os dias 11 e 12 de março ele ainda conversava normalmente com os familiares. No entanto, em 14 de março, a comunicação foi interrompida.
A partir daquela data, o jovem deixou de responder mensagens, chamadas telefônicas e qualquer tentativa de contato realizada pela família. Segundo o relato da mãe do piloto às autoridades, foram feitas inúmeras tentativas para localizar o filho. Familiares procuraram empresas ligadas à contratação, buscaram informações sobre voos e contatos profissionais, mas não obtiveram respostas conclusivas.
Diante do desaparecimento, o caso foi registrado inicialmente na Delegacia de Polícia de Plantão de Araraquara como desaparecimento de pessoa. Posteriormente, a investigação foi encaminhada para a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Araraquara, que acompanha o caso em conjunto com as autoridades paraenses.
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Polícia investiga possível relação entre os casos
Agora, com a morte do empresário colombiano, a investigação entra em uma nova fase. A Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Pará conduz o inquérito sobre a execução de Ivan Adel Gois de Los Rios e, paralelamente, também atua na apuração envolvendo o sumiço do piloto araraquarense. Embora as autoridades ainda não tenham confirmado qualquer ligação direta entre o homicídio e o desaparecimento de João Vitor, a coincidência envolvendo o empresário responsável pela aeronave chama atenção dos investigadores.
Em nota, a Polícia Civil informou que perícias foram requisitadas, testemunhas serão ouvidas e diligências seguem em andamento para esclarecer o assassinato. As investigações também permanecem abertas em relação ao paradeiro do piloto.
Caso segue sem respostas
Mais de dois meses após o desaparecimento, familiares continuam sem notícias sobre João Vitor de Lima Franco. O caso passou a mobilizar moradores de Araraquara, profissionais da aviação agrícola e usuários das redes sociais, que acompanham o andamento das investigações e cobram esclarecimentos.
A Polícia Civil reforça que informações que possam contribuir com as investigações podem ser repassadas anonimamente por meio do Disque-Denúncia 181.
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