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RECLAMAÇÃO | PROBLEMAS

Ruas sem saída, lixo e mato alto geram queixas em bairros de Araraquara

Moradores do São Rafael II e Jardim Higienópolis relatam abandono, descarte irregular e insegurança; vereador cobra respostas da Prefeitura

Cassiane Chagas|· 3 min de leitura
Ruas sem saída, lixo e mato alto geram queixas em bairros de Araraquara
Mato alto, lixo acumulado e áreas sem manutenção geram reclamações em bairros de Araraquara Imagem: Google/ Maps.

Lixo descartado irregularmente, mato alto, entulho acumulado e ruas sem definição urbanística estão entre os problemas apontados por moradores do Jardim São Rafael II e do Jardim Higienópolis, em Araraquara.

As reclamações motivaram a apresentação de dois requerimentos, de números 1221 e 1222/2026, protocolados pelo presidente da Câmara Municipal, vereador Rafael de Angeli (Republicanos), cobrando informações e providências da Prefeitura sobre áreas que, segundo moradores, convivem há meses com sinais de abandono.

As demandas envolvem uma área na Rua Luiz Rodrigues, no São Rafael II, e terrenos localizados na Avenida Alberto Santos Dumont, entre a Avenida Ulisses Brancini e a Rua Arquiteto Walter Logatti, no Jardim Higienópolis.

 

“A população cobra respostas e soluções para problemas que afetam diretamente a qualidade de vida e a segurança dos moradores”, afirmou o parlamentar.

 

Rua parcialmente aberta e descarte de lixo preocupam moradores

No Jardim São Rafael II, moradores questionam a situação da Rua Luiz Rodrigues. Segundo relatos encaminhados ao gabinete do vereador, parte da via teria sido aberta, enquanto outros trechos da região permanecem fechados, sem continuidade e sem definição clara sobre o futuro do espaço.

Além das dúvidas envolvendo o planejamento urbano, o local passou a registrar descarte irregular de lixo e entulho, agravando a sensação de abandono na região. De acordo com Rafael de Angeli, moradores querem entender qual a finalidade da área e se existe previsão para conclusão das intervenções.

 

“Os moradores querem saber por que a rua foi aberta dessa forma e qual será a destinação do espaço. Hoje, a área sofre com descarte irregular e sensação de abandono”, disse.

 

No Requerimento nº 1221/2026, encaminhado ao Executivo, o parlamentar pede esclarecimentos sobre a abertura parcial da via, questiona a existência de projetos urbanísticos, viários ou de mobilidade para a região e solicita informações sobre cronograma de obras, previsão orçamentária e ações de fiscalização e limpeza.

Entre os pontos levantados também está a possibilidade de fechamento definitivo da área caso não exista planejamento previsto para o local.

 

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Mato alto e terrenos sem manutenção no Jardim Higienópolis

Já no Jardim Higienópolis, o foco das reclamações são terrenos localizados na Avenida Alberto Santos Dumont. Segundo denúncias apresentadas por moradores, os imóveis apresentam mato alto, acúmulo de lixo e falta de manutenção das calçadas, cenário que traria transtornos à vizinhança.

Além do aspecto visual, moradores relatam preocupação com possíveis impactos na saúde pública, especialmente pela proliferação de insetos e animais peçonhentos.

 

“Quando os terrenos ficam sem conservação, toda a vizinhança sofre com sujeira, insegurança e riscos à saúde pública”, declarou o vereador.

 

No Requerimento nº 1222/2026, o parlamentar questiona a titularidade dos imóveis, o estado de regularidade das áreas e a possibilidade de enquadramento dos terrenos na Lei Municipal nº 7.733/2012, conhecida como Lei do Abandono.

O requerimento também solicita informações sobre fiscalizações realizadas, eventuais processos administrativos já abertos e possíveis medidas previstas pela Prefeitura, como notificações, multas, limpeza compulsória e demais instrumentos previstos na legislação municipal.

 

Cobrança por planejamento urbano

Segundo o vereador, os problemas registrados nos dois bairros mostram a necessidade de reforço na fiscalização e de planejamento urbano contínuo para evitar a degradação de áreas da cidade.

 

“Quando uma área fica abandonada, sem manutenção e tomada por lixo e mato alto, surgem riscos à saúde pública, à segurança e à qualidade de vida dos moradores. Nosso papel é ouvir quem vive nessas regiões e cobrar ações concretas do poder público”, afirmou.

 

A Prefeitura deverá responder oficialmente aos questionamentos apresentados por meio dos requerimentos legislativos.

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Fonte: Câmara Araraquara.

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