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SAÚDE | PREVENÇÃO

Ombros desalinhados e cintura torta? Sinais podem indicar escoliose; entenda

Especialista alerta que a identificação precoce é fundamental para evitar a progressão da curvatura da coluna e tratamentos mais complexos no futuro

Redação Araraquara Agora|· 3 min de leitura
Ombros desalinhados e cintura torta? Sinais podem indicar escoliose; entenda
Campanha Junho Verde alerta para a importância do diagnóstico precoce da escoliose durante a infância e adolescência Foto ilustrativa: Freepik.

 

O mês de junho é marcado pela campanha Junho Verde, iniciativa dedicada à conscientização sobre a escoliose, condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que, quando não identificada precocemente, pode provocar alterações importantes na postura, na mobilidade e na qualidade de vida.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de sociedades internacionais de ortopedia, a escoliose afeta cerca de 2% a 4% da população mundial, sendo mais comum durante a infância e adolescência, especialmente nos períodos de crescimento acelerado. Embora muitos casos sejam leves, parte dos pacientes pode desenvolver curvaturas progressivas que exigem acompanhamento especializado e, em algumas situações, tratamento cirúrgico.

Segundo a fisioterapeuta Gisela Alves Ferreira, o principal desafio da escoliose está justamente no diagnóstico tardio. “Muitas vezes a escoliose não causa dor, o que faz com que pais e pacientes não percebam a evolução da curvatura. Quando identificada precocemente, as chances de controle são muito maiores, principalmente em crianças e adolescentes em fase de crescimento”, explica.

A especialista destaca que sinais como ombros em alturas diferentes, assimetria na cintura, inclinação do tronco e desalinhamento do quadril podem ser indicativos da condição. Em casos mais avançados, a escoliose pode causar dor nas costas, fadiga muscular e, dependendo da gravidade, impacto na função respiratória.

O diagnóstico geralmente é feito por meio de exame clínico e confirmado por exames de imagem, como radiografia panorâmica da coluna. A partir da avaliação do grau da curvatura, idade do paciente e potencial de crescimento, é definido o tratamento mais adequado, que pode incluir fisioterapia especializada, uso de coletes ortopédicos ou, em casos mais severos, intervenção cirúrgica.

 

“A fisioterapia especializada tem papel fundamental no tratamento da escoliose, especialmente em casos leves e moderados. O objetivo é evitar a progressão da curva, melhorar o alinhamento postural e fortalecer a musculatura de sustentação da coluna”, ressalta Gisela Alves Ferreira.
 

 

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Nos últimos anos, exercícios específicos de reabilitação postural têm ganhado destaque no manejo da escoliose, com abordagens personalizadas que consideram o padrão de curvatura de cada paciente. O acompanhamento contínuo é considerado essencial, especialmente durante a fase de crescimento, quando há maior risco de progressão da deformidade.

Além do tratamento, a campanha Junho Verde também reforça a importância da prevenção secundária, por meio de triagens escolares e avaliações posturais regulares. Especialistas defendem que a identificação precoce ainda na infância pode reduzir significativamente a necessidade de intervenções mais invasivas no futuro.
 

“A conscientização é uma das ferramentas mais importantes no combate à escoliose. Quanto mais cedo a condição é identificada, maiores são as possibilidades de tratamento conservador e melhores são os resultados funcionais a longo prazo”, afirma a fisioterapeuta.
 

 

Com o avanço das campanhas educativas e o aumento do acesso à informação, a expectativa é ampliar o diagnóstico precoce e reduzir os casos de escoliose não tratados adequadamente. O Junho Verde reforça, assim, a importância do olhar atento de pais, educadores e profissionais de saúde para alterações posturais que podem parecer simples, mas que exigem avaliação especializada.

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