Perigo e Insegurança
Moradores voltam a denunciar mato alto, presença de animais peçonhentos, lixo e tráfico no Vistas do Horto
Comunidade afirma que problemas denunciados há mais de um ano continua sem solução e pede ação urgente da Prefeitura

Moradores do bairro Vistas do Horto, na zona norte de Araraquara, afirmam estar cansados de conviver com o abandono de áreas públicas e particulares da região. As principais reclamações envolvem mato alto, presença constante de animais peçonhentos, descarte irregular de lixo, falta de iluminação, tráfico de drogas e a presença frequente de usuários nas proximidades da praça na Avenida Yolanda Acaccio Campani.
Segundo os moradores, o problema se arrasta há anos e apesar das reclamações, pouca coisa mudou. Em fevereiro de 2025, o Araraquara Agora já havia publicado uma reportagem mostrando a situação enfrentada pela comunidade e a Prefeitura informou que iria resolver.
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Um ano depois, os moradores afirmam que o cenário continua praticamente o mesmo e além da praça sem manutenção, eles denunciam que terrenos particulares abandonados, sem os devidos cuidados, contribuem para a proliferação de cobras, escorpiões, aranhas e outros animais peçonhentos. Nas últimas semanas, registros feitos pelos próprios populares mostram cobras circulando pela vegetação e até próximas às residências e o receio é ainda maior para famílias com crianças e idosos.
“A gente não pode nem deixar as crianças brincarem na praça porque já apareceu cobra lá mais de uma vez. Isso sem falar nos escorpiões que estamos encontrando dentro de casa. É um absurdo viver assim”, desabafa uma moradora.

A falta de iluminação também é apontada como um dos principais problemas e durante a noite, a praça fica praticamente às escuras, o que segundo os moradores, favorece a presença de usuários de drogas e atividades ligadas ao tráfico. Outro ponto de preocupação é a Rua Dalvo Antônio de Souza, nos fundos da Avenida Yolanda Acaccio Campani.
Moradores relatam que o local tem sido utilizado para o comércio de entorpecentes, aumentando a sensação de insegurança.
“Chegamos do trabalho e encontramos pessoas usando drogas na praça. Nossos filhos não podem aproveitar um espaço que deveria servir para lazer. Estamos abandonados”, afirmou um morador.

A situação é agravada pelo descarte irregular de lixo e entulho e de acordo com relatos pessoas de outros bairros estariam utilizando a região para despejar resíduos, contribuindo para o aumento da sujeira e para a proliferação de insetos e animais.
“Virou terra de ninguém. Tem gente que vem de outros bairros para jogar lixo aqui. O mato cresce, o lixo acumula e ninguém faz nada. A população está cansada de esperar”, disse outro morador.
Diante da falta de respostas, moradores já discutem a realização de um mutirão comunitário para cuidar da praça, realizar a limpeza do entorno e minimizar os impactos do abandono.
“Nós pagamos nossos impostos e não deveríamos precisar fazer o trabalho que é obrigação do poder público. Mas estamos chegando ao limite. Se ninguém fizer nada, vamos nos unir para tentar recuperar o bairro”, afirmou um dos moradores.
A comunidade pede que o executivo realize a roçagem do mato, a limpeza da praça, melhorias na iluminação pública, fiscalização dos terrenos abandonados e ações de segurança da Polícia Militar e Guarda Municipal para combater o tráfico de drogas e a presença constante de usuários de entorpecentes na região.
NOTA DA PREFEITURA
“A Prefeitura informa que a demanda já foi encaminhada à Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos e a limpeza da área deverá ser realizada em um prazo entre sete e dez dias. Em relação aos terrenos particulares abandonados, os proprietários serão notificados para realizar a manutenção necessária.
Caso a determinação não seja cumprida, os responsáveis poderão ser multados e a Prefeitura informou ainda que, se necessário, executará os serviços e posteriormente cobrará os custos dos proprietários, além das penalidades previstas na legislação”.
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