LITERATURA | INDEPENDENTE
Entre estantes e páginas: a trajetória da escritora independente de Araraquara Kamilla Gomes
Autora relembra o início da relação com os livros, fala sobre os desafios da publicação independente e apresenta os próximos capítulos da carreira literária

“Eu estava gritando, ainda não sabia o motivo.”
A frase que abre “MAD: Maldição das Joias” já entrega ao leitor o clima de suspense, tensão e mistério que conduz a narrativa criada pela escritora de Araraquara, Kamilla Gomes, que decidiu transformar sua paixão por histórias em um projeto independente.
Lançado no ano passado, o livro marca a estreia literária da autora, que construiu sua trajetória longe das grandes editoras e apostou na publicação independente para apresentar ao público uma trama que mistura romance, fantasia, suspense e acontecimentos sobrenaturais. “Sempre soube que meu primeiro livro seria um romance intenso”, diz.
Além de “MAD: Maldição das Joias”, Kamilla já prepara outros dois lançamentos para este ano, ampliando um universo criativo construído com pesquisa, planejamento e muita imaginação. Em entrevista ao Araraquara Agora, a escritora falou sobre o início da carreira, os desafios de publicar um livro, a influência da cidade em sua formação e os próximos passos na literatura.
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Ela criou uma maldição, um romance e uma saga: ‘nada é exatamente o que parece’

A história acompanha Mad, uma jovem que está prestes a deixar a cidade onde vive para recomeçar a própria vida e deixar para trás marcas do passado. Porém, antes da mudança, um colar misterioso cruza seu caminho e transforma aquilo que parecia ser uma nova fase em uma sequência de acontecimentos assustadores.
Após encontrar a joia, a personagem passa a enfrentar uma série de situações inexplicáveis. Pesadelos, bilhetes anônimos, mortes misteriosas e uma antiga maldição passam a fazer parte da sua rotina.
Ao mesmo tempo em que tenta entender o que está acontecendo, Mad encontra novas amizades e conhece Oliver, um personagem enigmático que também carrega uma ligação com o sobrenatural. A relação entre os dois cresce em meio ao caos, criando um romance marcado por intensidade, dúvidas e riscos. Para sobreviver, eles precisam descobrir a origem das joias e encontrar uma maneira de quebrar a maldição que parece controlar seus destinos.

Da pandemia ao primeiro livro publicado
A história de MAD: Maldição das Joias nasceu em um período inesperado. Durante a pandemia, quando muitas pessoas precisaram desacelerar suas rotinas, Kamilla Gomes encontrou espaço para transformar ideias antigas em uma narrativa completa. Segundo ela, personagens que antes existiam apenas na imaginação começaram a ganhar personalidade e vida própria.
“A paixão pela escrita surgiu durante a pandemia, quando as histórias que existiam apenas na minha cabeça começaram a ganhar forma. Aos poucos, os personagens foram criando vida própria, e percebi o quanto era prazeroso produzir algo que eu sempre admirei como leitora”, conta.
O desejo de publicar veio justamente da vontade de compartilhar esse universo com outras pessoas. “Foi nesse momento que decidi transformar esse sonho em realidade e publicar meu primeiro livro”, afirma.
Apesar da realização de lançar uma obra própria, a autora explica que o processo independente trouxe desafios que vão muito além da escrita. Para ela, criar a história foi apenas uma etapa diante de todas as responsabilidades que envolvem divulgação, lançamento e contato com leitores.
“Escrever foi a parte mais fácil. O verdadeiro ‘monstro embaixo da cama’ é o lançamento e a divulgação”, destaca.
A publicação independente, explica Kamilla, oferece liberdade para tomar decisões criativas, mas também exige dedicação em diversas áreas.
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'Araraquara me acolheu': Kamilla relaciona cidade à sua trajetória literária
Moradora de Araraquara desde a adolescência, a autora afirma que a cidade teve papel importante na formação de sua identidade como leitora e escritora. Nascida em Minas Gerais, ela chegou ao município aos 12 anos e passou a construir novas experiências no local que se tornou sua casa.
Entre as lembranças mais importantes estão as tardes dedicadas à leitura na Biblioteca Municipal, período que ajudou a fortalecer sua relação com os livros.
“Minha adolescência foi marcada por muitas tardes na Biblioteca Municipal, e tenho certeza de que essa bagagem como leitora foi essencial para que eu me tornasse escritora”, relata.
Para ela, desenvolver uma carreira literária em Araraquara também representa uma forma de valorizar a cultura local e retribuir o acolhimento recebido ao longo dos anos.
A Kamilla Gomes acredita que a cidade possui espaço para o crescimento de novos autores e destaca a importância de incentivar produções independentes.
Joias amaldiçoadas foram inspiração para a trama

A ideia central de MAD: Maldição das Joias surgiu da união entre duas grandes paixões da autora. Os romances intensos e histórias cercadas por mistérios. Ela conta que sempre teve interesse por teorias, curiosidades históricas e relatos envolvendo objetos cercados por lendas.
As histórias de joias famosas associadas a supostas maldições despertaram sua curiosidade e serviram como ponto de partida para criar o universo da obra.
“Há muitos relatos sobre joias da realeza cercadas por supostas maldições, capazes de provocar tragédias e mudar destinos. Achei esse tema fascinante e decidi transformá-lo no centro da história”, explica.
A protagonista Mad também recebeu influências de experiências reais e observações feitas pela escritora ao longo da vida. Segundo ela, detalhes de pessoas, comportamentos e sentimentos ajudam na construção de personagens mais humanos.

Processo criativo envolve pesquisa e planejamento
Apesar de a inspiração surgir de diferentes fontes, a criação de um livro exige organização. A autora revela que utiliza planilhas, mapas, imagens de referência e playlists para estruturar suas histórias. Kamilla explica que costuma planejar os principais acontecimentos antes de iniciar a escrita, mas permite que os próprios personagens influenciem alguns caminhos da narrativa.
A pesquisa também ocupa uma parte importante do processo, principalmente na continuação de MAD, que terá acontecimentos ambientados no passado. Para isso, a escritora precisou estudar aspectos como arquitetura, costumes, alimentação, vestimentas e linguagem da época retratada.
Entre suas principais referências literárias estão autores como Stephen King, Agatha Christie, Colleen Hoover, Stephenie Meyer e Suzanne Collins.
Novos livros ampliam trajetória literária
Além da continuação de MAD: Maldição das Joias, prevista para o fim do ano, a escritora prepara outro lançamento chamado “Dizem Que o Ceifador Não Leva Cinzas”.
A nova obra apresenta uma história independente, mas mantém elementos presentes no estilo da autora, como suspense, mistério e acontecimentos inexplicáveis. A trama acompanha Raven Morrigan, uma universitária que morre em um incêndio e retorna à vida de maneira misteriosa. A partir disso, ela passa a investigar segredos envolvendo pessoas próximas enquanto enfrenta situações que desafiam sua compreensão da realidade.
A autora explica que o novo livro não faz parte do mesmo universo de MAD, mas mantém a atmosfera que conquistou seus leitores. Sobre o futuro de MAD: Maldição das Joias, ela confirma que a história será uma trilogia.
“A recepção dos leitores me surpreendeu tanto que percebi que havia muitas perguntas e possibilidades para explorar.”
'O que mais me emociona é encontrar leitores'
Para Kamilla, o crescimento da literatura independente mostra que novos autores podem encontrar caminhos para chegar aos leitores. Ela acredita que Araraquara possui um cenário cultural favorável e que ainda existe muito potencial para fortalecer escritores locais.
“Vejo uma cidade que valoriza a cultura e incentiva artistas locais. Sempre me senti acolhida, embora acredite que a literatura independente ainda tenha muito espaço para crescer e conquistar cada vez mais leitores.”
Como próximo passo, pretende realizar encontros com leitores na cidade para aproximar ainda mais o público de seu trabalho. Aos escritores que ainda guardam uma história, ela deixa uma mensagem de incentivo:
“Se você tem uma história para contar, tenha certeza de que existe alguém esperando para lê-la. Escrever é como subir uma escada: cada pequeno passo aproxima você do sonho.”
Ao definir sua primeira obra, a autora resume a experiência:
“Em MAD: Maldição das Joias, nada é exatamente o que parece. Entre mistérios, perigo e um romance intenso, a única certeza é que você vai começar a duvidar da própria realidade.”
Com um livro publicado e outros dois previstos para este ano, a escritora amplia sua atuação na literatura independente e leva adiante uma carreira construída em Araraquara.
Confira a entrevista com Kamilla Gomes:
Araraquara Agora: Como surgiu sua paixão pela escrita e quando decidiu publicar seu primeiro livro?
Kamilla Gomes: A paixão pela escrita surgiu na pandemia, quando as histórias na minha cabeça começaram a tomar forma e personagens começaram a ganhar vida! Percebi como era prazeroso poder criar algo que eu sempre consumi e admirei.
Araraquara Agora: Qual foi o maior desafio de lançar "MAD: Maldição das Joias" de forma independente?
Kamilla Gomes: Foi muito desafiador não saber como funcionava o mercado. Por incrível que pareça, a parte mais fácil é a escrita. O verdadeiro monstro embaixo da cama é, na verdade, o lançamento e divulgação. Grande parte das decisões, ficam por conta do autor, o que é ótimo, porém gera sensação de insegurança.
Araraquara Agora: Como tem sido a receptividade dos leitores desde o lançamento?
Kamilla Gomes: Fui muito acolhida desde o lançamento. Comecei divulgando para amigos, muitos não tinham o hábito da leitura acabaram entrando nesse universo, e tornando a leitura parte do seu dia, além de indicar o livro para outras pessoas que se interessaram e também começaram a indicar o livro.
Fiquei muito emocionada quando vi pessoas que até então eu não conhecia, me enviando mensagens ou vindo falar comigo nas ruas sobre partes do livro que estavam lendo no momento.
Araraquara Agora: O que significa construir uma carreira literária morando em Araraquara?
Kamilla Gomes: Vim de uma cidade no interior de Minas Gerais, aos doze anos. Araraquara me acolheu, me mostrou cenários que eu ainda não conhecia e me deu oportunidades.
Desde a mudança, Araraquara se tornou um sinônimo de crescimento para mim, em vários aspectos. E crescer como escritora aqui significa que a escolha da minha família de se mudar para a Morada Do Sol, foi totalmente certeira.
Minha adolescência inteira foi frequentando a Biblioteca Municipal, e sem essa bagagem de leitora, não estaria tão preparada para criar histórias.
Sobre "MAD: Maldição das Joias"
Araraquara Agora: Como nasceu a ideia da história e da maldição envolvendo as joias?
Kamilla Gomes: Adoro romances, e sabia que o meu primeiro livro falaria sobre um que fosse intenso. No meu tempo livre, adoro ver conteúdos sobre teorias da conspiração, mistérios e curiosidades... Já conhecia matérias sobre maldições relacionadas às joias da Realeza, que destruíram reinados e tudo o que tocavam.
Achei muito intrigante, e continuei pesquisando mais a fundo ao longo dos anos. Acabei decidindo incluir no romance para dar ainda mais intensidade na história.
Araraquara Agora: A personagem Mad tem alguma inspiração em pessoas ou experiências reais?
Kamilla Gomes: Tudo no livro tem inspiração em pessoas e experiências reais, ou também personagens fictícios. A personagem principal, Mad, começou sua trajetória assim como eu, se mudando de cidade, precisando aprender a se adaptar a uma rotina diferente.
Sou muito observadora, então coloco nas personagens características que me chamam a atenção, como a introspecção de alguém, ou até mesmo a maneira de resolver algum problema. Tudo se torna combustível para a criação, até mesmo, sentar em uma cafeteria ou praça e observar as pessoas vivendo.
Araraquara Agora: O suspense ou o romance vieram primeiro durante a construção da narrativa?
Kamilla Gomes: O suspense veio primeiro na construção da narrativa. Queria que o romance fosse algo que chegasse logo após e mantivesse a personagem principal motivada e que não enfrentasse tudo sozinha.
Araraquara Agora: Sem dar spoilers, qual momento do livro você mais gostou de escrever?
Kamilla Gomes: O final do livro foi o momento que mais gostei de escrever, porque gosto de surpreender o leitor. Foi muito divertido construir algo que faz a pessoa sentir emoções completamente diferentes em poucas páginas (medo, aflição, ternura e surpresa ao mesmo tempo).
Essa transição de emoções e proximidade dos leitores com as personagens torna a leitura viciante.
Araraquara Agora: O que você espera que o leitor sinta ao terminar a leitura?
Kamilla Gomes: Ao terminar a leitura, quero que os leitores sintam que precisam ter certeza de que leram tudo mesmo, e até duvidem de tudo o que leram desde a primeira página.
Geralmente, é o que acontece. Quando alguém termina de ler, costumo receber mensagens como "preciso de respostas, a continuação tem que sair amanhã". Essa incerteza é o que eu sempre espero do leitor ao ler a última página e fechar o livro.
Processo criativo
Araraquara Agora: Como funciona sua rotina de escrita? Você escreve todos os dias?
Kamilla Gomes: Minha rotina de escrita costuma variar. Em alguns dias, faço pesquisa sobre cenário ou vocabulário. Em outros dias, tento fazer a estrutura e planejamento do livro e desenrolar da história. Também construo e modifico a minha estrutura de personagens, preciso ter uma tabela com suas informações (por exemplo, características físicas, psicológicas, motivações, etc.).
Quando tudo isso está organizado sinto que consigo ser mais produtiva e escrever mais páginas. Às vezes acontece da inspiração chegar de repente, então eu abro o bloco de notas do celular e já escrevo ali mesmo onde eu estiver.
Como a continuação de "Mad: Maldição Das Joias" vai se passar no passado, precisei fazer uma pesquisa bem ampla sobre como eram as casas naquela época, o tipo de linguagem, vestimentas, alimentação, etc. Então a pesquisa muitas vezes, demanda mais tempo do que a escrita de fato.
Araraquara Agora: De onde vêm as inspirações para criar personagens e universos tão cheios de mistério?
Kamilla Gomes: As principais fontes de inspiração são personalidades reais, mas que podem ser ampliadas, reduzidas ou até fragmentadas. Por exemplo, se eu estiver vendo algo na TV e perceber que aquela pessoa é muito diplomática, posso pegar esse traço dela e transferir pra algum personagem que faça sentido. Mas ter uma boa bagagem é essencial para criação, seja uma bagagem de interações sociais com pessoas diferentes, observação, leitura, ver muitos filmes, séries e documentários, consumir conteúdos diferentes além dos que eu gosto. Sair da própria bolha e da zona de conforto.
Araraquara Agora: Você costuma planejar toda a história antes de escrever ou deixa que os personagens conduzam a narrativa?
Kamilla Gomes: Costumo planejar muito bem a história, tenho várias planilhas, quadros de imagens e músicas representando alguma cena que vou escrever.
As personagens têm vida própria e me contam a história, então primeiro preciso organizar e ver se tudo faz sentido antes de transferir tudo em capítulos.
Araraquara Agora: Quais autores mais influenciam seu estilo?
Kamilla Gomes: Sou uma leitora bem eclética, então meu estilo foi formado por vários fragmentos de característica que eu gostei muito de ler em outras obras. Escritores que me inspiram são Stephen King, Colleen Hoover, Agatha Christie, Stephenie Meyer e Suzanne Collins.
Próximos lançamentos
Araraquara Agora: Você anunciou mais dois livros para este ano. O que pode adiantar sobre eles?
Kamilla Gomes: Um dos livros será a continuação de Mad, que se passará no passado, contando sobre como surgiu a maldição e o que aconteceu após o final do primeiro livro (a previsão de lançamento será no Natal).
O outro livro, se chama "Dizem Que O Ceifador Não Leva Cinzas" que será lançado em outubro deste ano, contará a história de Raven Morrigan, uma jovem universitária que morre em um incêndio e acaba voltando a vida, seu grupo de amigos parece diferente, misterioso, e ela morre outras vezes e volta novamente.
Sem entender o que está acontecendo, Raven tenta terminar a faculdade e manter seu grupo de amigos unidos, o que vai parecer quase impossível!
Araraquara Agora: O próximo lançamento tem ligação com "MAD"?
Kamilla Gomes: O próximo livro "Dizem Que O Ceifador Não Leva Cinzas" será uma história sem ligação com Mad, será um universo totalmente novo, mas tão misterioso quanto!
Araraquara Agora: Existe a possibilidade de "MAD" se transformar em uma série?
Kamilla Gomes: A recepção de Mad e curiosidade dos leitores me pegou de surpresa, por isso, para conseguir responder tantas questões que os leitores trouxeram e incluir coisas importantes para o desfecho da história, será uma trilogia!
Araraquara Agora: Pretende explorar novos gêneros?
Kamilla Gomes: Pretendo explorar outros gêneros, como Thriller Psicológico, amo histórias surpreendentes que quebram qualquer tipo de expectativa que temos enquanto lendo a história.
Araraquara e literatura
Araraquara Agora: Pode contar um pouco da sua história com Araraquara?
Kamilla Gomes: Nasci em Minas Gerais e me mudei com a família para Araraquara aos doze anos, é uma fase de muitas descobertas e estar em uma cidade como esta, fez tudo ser especial.
Lembro-me de levar para a escola uma troca de roupas, me trocar ao sair e ir direto para a Biblioteca Municipal com colegas de classe.
Araraquara Agora: Como a cidade influencia seu processo criativo?
Kamilla Gomes: É muito importante para o processo criativo ter lugares diferentes para ir. Viver coisas novas é essencial para destravar a criatividade. Seja conhecer algum lugar novo, ou apenas caminhar no parque.
Araraquara Agora: Você acredita que Araraquara oferece espaço para escritores independentes?
Kamilla Gomes: Sinto que Araraquara é uma cidade receptiva e que valoriza a arte no geral. Vejo movimentos e pessoas que incentivam artistas locais, e dentro da minha experiência pessoal me sinto acolhida.
Ao mesmo tempo, gostaria de ver a literatura independente crescendo cada vez mais e ocupando ainda mais espaços na cidade.
Araraquara Agora: Pretende realizar encontros com leitores na cidade?
Kamilla Gomes: Pretendo realizar o próximo lançamento em um encontro com leitores na cidade, hoje com a internet, sinto que acaba tendo um certo distanciamento com o leitor.
Quero muito encontrar todos, tirar fotos e conversar sobre leitura! Já estou fazendo planejamento sobre como será cada detalhe.
Araraquara Agora: Que conselho daria para quem sonha em publicar um livro?
Kamilla Gomes: Se você que contar uma história, saiba que tem alguém que gostará muito de ler. Parece uma escadaria, cada pequeno passo que você dá, e cada degrau que você constrói, te deixa mais perto de realizar aquilo que sonha.
Quando menos esperar, já estará no último degrau olhando lá para baixo orgulhoso(a) de tudo o que construiu.
Araraquara Agora: Se pudesse definir "MAD: Maldição das Joias" em apenas uma frase, qual seria?
Kamilla Gomes: Em Mad: Maldição das Joias, nada é exatamente o que parece. Entre mistérios, perigo e um romance intenso, a única certeza é que você vai começar a duvidar da realidade.

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