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SEGURANÇA | ESCOLA

Sem vigilantes, escola no Valle Verde sofre nova invasão e suspende aulas após suspeita na caixa-d’água

Invasão à escola em Araraquara deixou alimentos furtados, estruturas danificadas e suspeita de contaminação da caixa-d’água

Redação Araraquara Agora|· 5 min de leitura
Sem vigilantes, escola no Valle Verde sofre nova invasão e suspende aulas após suspeita na caixa-d’água
Vandalismo na EMEF Vereador Edmilson de Nola Sá, em Araraquara, provocou danos, furtos e suspensão das aulas para cerca de 240 estudantes Reprodução: Redes Sociais.

 

Atualização para incluir a resposta da Prefeitura de Araraquara

Cerca de 240 alunos da EMEF Vereador Edmilson de Nola Sá, no Parque Residencial Laura Molina, região do Valle Verde, em Araraquara, ficarão sem aulas após mais um episódio de invasão, furto e vandalismo registrado na unidade. Diante dos danos encontrados depois do fim de semana, a escola decidiu suspender o atendimento aos estudantes a partir desta terça-feira, 1º de setembro.

A situação mais preocupante envolve a água utilizada pela comunidade escolar. Segundo comunicado encaminhado aos pais e responsáveis, existe suspeita de contaminação da caixa-d’água, após informações de que adolescentes utilizaram o reservatório para nadar. A unidade informou que será necessário esvaziar e higienizar o equipamento, além de verificar as condições para utilização segura da água.

Os problemas, porém, não se restringem ao reservatório. Conforme relatos obtidos pela reportagem, foram constatados arrombamentos, furto de alimentos destinados aos estudantes, danos em portas e paredes, preservativos descartados na quadra e odor de urina em bebedouros. A situação aumentou a preocupação de funcionários e famílias e voltou a colocar em debate a segurança do patrimônio escolar.

 

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Vandalismo em escola de Araraquara deixa série de danos

O quadro de distribuição de energia foi novamente alvo de uma tentativa de arrombamento. Este seria o quarto episódio envolvendo o equipamento nos últimos seis meses. Na cozinha, funcionários encontraram marcas de pés com barro e sinais de que pessoas permaneceram no ambiente e consumiram alimentos.

Entre os produtos que teriam sido levados estão peças de muçarela, caixas de suco, requeijão e melancia. Facas e panelas também teriam sido furtadas.

As imagens mostram danos em diferentes pontos da unidade. É possível observar, por exemplo, estruturas danificadas e sinais de arrombamento. Os registros visuais ajudam a dimensionar parte dos prejuízos deixados após a invasão.

Outro problema relatado pela comunidade escolar foi encontrado na quadra, onde teriam sido deixados diversos preservativos usados. Nos bebedouros, funcionários relataram sentir odor semelhante ao de urina. O almoxarifado também foi atingido. Houve arrombamento com danos tanto na porta quanto em parte da parede.

 

Suspeita na caixa-d’água preocupa comunidade escolar

A possível alteração das condições sanitárias da água é um dos principais fatores que impedem a retomada imediata das atividades. A direção informou aos responsáveis ter recebido relatos de que adolescentes entraram no reservatório de água da unidade para nadar. Diante disso, há preocupação com uma possível contaminação por dejetos humanos.

A suspeita, por si só, exige cautela. Até que sejam realizados os procedimentos de limpeza e as verificações necessárias, a unidade afirma não ter condições adequadas para manter o atendimento regular. Não há, até o momento, confirmação de contaminação da água; o que existe é uma suspeita relatada pela escola, que motivou a necessidade de higienização e avaliação do reservatório.

Além da questão sanitária, será preciso executar reparos nas áreas danificadas e restabelecer condições consideradas seguras para estudantes e profissionais.

 

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Problema de invasões já havia sido denunciado

O caso deste fim de semana não é isolado. Em junho de 2026, o Araraquara Agora já havia noticiado uma invasão à mesma EMEF, também acompanhada de furto de alimentos da merenda e depredação. Na ocasião, moradores e familiares cobraram reforço na segurança e iniciaram um abaixo-assinado pelo retorno de vigilantes à unidade.

A repetição dos episódios aumenta a insatisfação entre integrantes da comunidade escolar. Pais e responsáveis voltam a questionar os impactos da retirada de vigilantes e defendem a adoção de medidas capazes de impedir novas entradas no prédio fora do horário de funcionamento.

A EMEF Vereador Edmilson de Nola Sá é uma escola da rede municipal localizada na Avenida Leonardo Gomes, 1183, no Parque Residencial Laura Molina.

 

Suspensão das aulas atinge cerca de 240 estudantes

Inicialmente, as informações obtidas pela reportagem apontam que aproximadamente 240 estudantes serão afetados pela interrupção das aulas. Embora tenha circulado entre familiares a informação de que a unidade poderia permanecer fechada entre os dias 1º e 9 de setembro, o comunicado da própria escola informa suspensão por tempo indeterminado, condicionando a retomada à solução dos problemas encontrados.

A paralisação também provoca impacto na rotina das famílias. Pais e responsáveis que trabalham precisam reorganizar compromissos e encontrar alternativas para permanecer com as crianças enquanto a escola estiver impossibilitada de recebê-las.

 

Prefeitura de Araraquara é questionada sobre segurança

O Araraquara Agora procurou a Prefeitura de Araraquara para pedir esclarecimentos sobre o novo episódio. Segundo a nota oficial, o DAAE realiza, nesta terça-feira, trabalhos de "limpeza, higienização e inspeção na EMEF Edmilson de Nola Sá, após uma suspeita de possível contaminação da água".

Segundo a pasta, uma análise será feita até o fim do expediente para verificar as condições da água. Caso o resultado não fique pronto a tempo, a unidade receberá 20 galões de 20 litros de água potável, que serão utilizados no preparo de alimentos e no consumo de estudantes e profissionais.

A medida, segundo a Secretaria, tem o objetivo de garantir o atendimento na quarta-feira. “Caso o resultado não fique pronto a tempo, a Secretaria enviará à unidade 20 galões de 20 litros de água potável”, informou.

Nesta terça-feira, a falta de água também levou à dispensa de professores e funcionários. De acordo com a Secretaria, os profissionais foram informados de que o dia será reposto posteriormente para garantir o cumprimento do calendário letivo.

A pasta afirmou ainda que acompanha a situação e adota as medidas necessárias para garantir a segurança da comunidade escolar e o funcionamento da unidade.

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