Foi Presa Novamente
Mulher acusada de matar homem a facadas é presa pela PM com drogas e dinheiro no Jardim São Rafael ll
Suspeita havia ficado 45 dias detida pela morte de Éder Milani no Parque Gramado ll em agosto mas foi colocada em liberdade após a Justiça entender que ela agiu em legítima defesa; cabo Victor e o soldado Moisés apreenderam 99 pinos de cocaína

Uma mulher de 53 anos, acusada de matar Éder Milani, de 45, a facadas em agosto deste ano, no Parque Gramado II, foi presa com drogas e dinheiro pela Polícia Militar na tarde desta quinta-feira (1º), em Araraquara.
Segundo relatório policial, o cabo Victor e o soldado Moisés faziam patrulhamento pela Avenida Sociólogo Herbert de Souza após uma denúncia anônima apontar que a suspeita estava vendendo entorpecentes e escondendo nas roupas em um ponto de tráfico.
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A mulher estava próxima a uma esquina e teria demonstrado nervosismo ao perceber a aproximação da viatura, tentando deixar o local. Durante a abordagem, os policiais militares localizaram 5 pinos de cocaína no top dela.
No bolso da calça, a equipe apreendeu R$ 30 e um celular e ao ser indagada sobre o motivo de estar naquela região já que reside no Parque Gramado ll. Ela teria admitido, que estava traficando e alegou que seria a primeira vez.
Os PMs então fizeram buscas nas proximidades e localizaram, dentro de uma lixeira, uma pochete contendo outros 94 pinos de cocaína. Na sequência, a suspeita foi levada para o Plantão Policial.
Diante dos fatos, o delegado registrou um boletim de ocorrência como tráfico de drogas e ratificou a prisão em flagrante. Em seguida, a mulher foi encaminhada ao Centro de Triagem de São Carlos.
ACUSADA PELA MORTE DE EDER MILANI
A presa é a mesma mulher acusada de envolvimento na morte de Éder Milani, de 45 anos, ocorrida após um ataque a faca no Parque Gramado II.
O caso aconteceu na manhã de 6 de agosto, na Avenida Santa Catarina e Éder foi encontrado gravemente ferido e chegou a ser socorrido para a Santa Casa, onde passou por cirurgia e permaneceu internado. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu na madrugada do dia 8 daquele mês, dois dias depois do crime.
Durante o atendimento da ocorrência, a Polícia Militar apreendeu uma faca com vestígios de sangue, apontada na investigação como a arma utilizada no crime. A DIG (Delegacia de Investigações Gerais), assumiu as investigações e identificou a suspeita.
Após representação da Polícia Civil, a Justiça expediu um mandado de prisão temporária contra ela. No dia 7, um dia após o ataque, a mulher se apresentou espontaneamente na DIG acompanhada de um advogado e foi presa.
A suspeita ficou 45 dias no Centro de Triagem de São Carlos, até ser colocada em liberdade por decisão judicial. De acordo com as informações do caso, a Justiça entendeu que a acusada teria agido em legítima defesa.
Na época, quando foi interrogada durante a investigação da morte, a mulher declarou aos investigadores que a discussão teria começado por causa de um celular que a vítima havia pegado. A versão apresentada por ela é de que o homem teria sacado uma faca durante o desentendimento.
A mulher afirmou que conseguiu tomar a arma e em legítima defesa, desferiu os golpes. Na época, a DIG informou que as circunstâncias do episódio seriam investigadas.
Imagens de câmeras de segurança foram recolhidas pelos policias civis e vídeos que circularam pelas redes sociais mostraram Éder caído na rua após ser ferido, enquanto aguardava atendimento. Agora, pouco tempo depois de deixar a prisão pelo caso da morte do homem, a mulher volta a ser presa, desta vez em uma ocorrência distinta por tráfico de drogas.
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