05/08/2021 às 11h12min - Atualizada em 05/08/2021 às 11h12min

Araraquara registra alta nas contratações pelo terceiro mês consecutivo

Avanço da vacinação e a continuidade das flexibilizações das atividades econômicas são fundamentais, diz especialista

Direto da Redação
Foto: Prefeitura

Araraquara encerrou o mês de junho com a abertura de 437 vagas formais de trabalho. De acordo com o levantamento do Núcleo de Economia do Sincomercio, baseado em dados do Novo Caged, a cidade registrou 2.559 admissões e 2.122 desligamentos no período. No mês anterior, foram 2.537 admissões, 2.422 desligamentos e saldo positivo de 115 vagas. Já em junho de 2020, foram 1.615 admitidos, 2.056 desligados e saldo negativo de 441 postos formais de trabalho.

 

A análise revela ainda, na comparação mensal, que as admissões apresentaram leve alta de 0,9%, enquanto as demissões caíram 12,4%. Sendo assim, o mês de junho registrou expansão do mercado de trabalho em Araraquara pelo terceiro mês consecutivo, com aumento de 0,57% no total de trabalhadores ativos.

 

No primeiro semestre de 2021, o setor de serviços recebeu a maior parcela das novas vagas (895), seguido da indústria (627), da construção (539) e da agropecuária (139). Quanto ao encerramento de vagas no período, o único setor registrado foi o de comércio ampliado, que agrega as atividades de reparação de veículos e motocicletas”, avalia João Delarissa, economista da instituição.

 

Já a média salarial para o município de Araraquara segue em trajetória descendente pelo segundo mês consecutivo, chegando a R$ 1.897,14, uma redução de R$ 95,51, ou 4,8%, em relação à média salarial de maio, que era de R$ 1.992,65.


PNAD contínua

 

Além do Novo Caged, outra importante pesquisa sobre o mercado de trabalho brasileiro foi divulgada na última sexta-feira(30).  A PNAD Contínua, que é elaborada pelo IBGE desde 2012, acompanha as flutuações da força de trabalho no Brasil e produz, a cada trimestre, informações sobre a inserção da população no mercado de trabalho.

Para isso, a pesquisa investiga em torno de 211 mil domicílios trimestralmente e aplica uma metodologia que atende às recomendações de organizações internacionais, como a Comissão de Estatística das Nações Unidas e a Organização Internacional do Trabalho.

 

Esses dados mostram alguma melhora na comparação com o trimestre anterior da população ocupada (que são aqueles que têm algum tipo de ocupação remunerada), que aumentou em 400 mil pessoas, e também do desalento (que é aquele grupo de pessoas que não têm emprego, mas desistiram de procurar uma oportunidade de trabalho), que diminuiu em 42 mil pessoas. No entanto, a situação do mercado de trabalho no Brasil ainda é muito delicada.

 

A taxa de desemprego, medida pela PNAD, vem numa trajetória crescente desde o início de 2020, atingindo a máxima histórica no trimestre encerrado em abril e se manteve estável na última divulgação, que traz os resultados do trimestre encerrado em maio de 2021.

 

Para Delarissa, um dos fatores que explica o resultado está diretamente relacionado à forma como ele é calculado.

 

A taxa de desemprego nada mais é do que a relação entre as pessoas que estão sem trabalho e o total de pessoas que estão procurando emprego, então, se o número de pessoas querendo trabalhar aumentar mais rápido que a geração de emprego, o desemprego vai continuar alto. É o que tem acontecido atualmente no país”, pontua.

 

Diferentemente da PNAD, o Caged tem como fonte de análise os registros de admissões e desligamentos de empregados contratados no regime CLT pelas empresas, que enviam essas informações todos meses ao Governo Federal por meio do eSocial. Portanto, o Caged apresenta um retrato do mercado de trabalho formal, que, hoje, compreende aproximadamente 41 milhões de trabalhadores, mas desconsidera os quase 35 milhões de brasileiros que estão na informalidade – de acordo com a PNAD – além de uma série de outras especificidades características de cada estudo, que impedem comparações entre as duas pesquisas.

 

Entretanto, fazendo uma avaliação das duas divulgações, é possível enxergar uma evolução do mercado de trabalho brasileiro.

 

A queda do número de desalentados, o aumento da população à procura de emprego e o crescimento das contratações trazem boas perspectivas para os próximos meses. Mas, para que isso aconteça, a estabilidade da pandemia, o avanço da vacinação e a continuidade das flexibilizações das atividades econômicas são fundamentais”, afirma o economista.

 

Fonte Sincomércio Araraquara


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