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Um Passeio no Bosque

Peça sobre Guerra Fria chega a Araraquara com entrada grátis

Duas sessões gratuitas no Teatro do SESI Araraquara trazem para o palco o impasse nuclear da Guerra Fria

Geisa Ferreira da Silva|· 3 min de leitura
Peça sobre Guerra Fria chega a Araraquara com entrada grátis
Os atores Beto Bellini e Gustavo Merighi em cena de "Um Passeio no Bosque", peça sobre a corrida nuclear da Guerra Fria, no Teatro do SESI Araraquara. Imagem: Divulgação
RESUMOver em 37 segundos
  • A peça "Um Passeio no Bosque", de Lee Blessing, chega a Araraquara nesta sexta-feira (6) e sábado (7), com entrada gratuita no Teatro do SESI Araraquara.
  • As sessões são às 19h na sexta-feira e às 17h no sábado, horário de Brasília.
  • A montagem mostra dois diplomatas, um americano e um russo, que se encontram em segredo em um bosque perto de Genebra para discutir limites de armas nucleares durante a Guerra Fria.
  • O espetáculo tem direção de Marcelo Lazzaratto e elenco formado por Beto Bellini e Gustavo Merighi, com tradução de Bárbara Heliodora.
  • A obra estreou na Broadway em 1988 e já recebeu indicações ao Prêmio Aplauso Brasil de Teatro em 2019, nas categorias de Melhor Elenco, Melhor Direção e Melhor Espetáculo.

Araraquara recebe nesta sexta-feira (6) e no sábado (7) o espetáculo "Um Passeio no Bosque", montagem teatral que leva ao palco um dos maiores impasses da história recente: a corrida nuclear entre as duas superpotências da Guerra Fria. As sessões acontecem no Teatro do SESI Araraquara, sempre com entrada gratuita.

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A apresentação de sexta-feira começa às 19h. No sábado, o horário muda para as 17h. O texto é assinado pelo dramaturgo norte-americano Lee Blessing, que estreou a obra na Broadway em 1988 e viu a peça ganhar projeção internacional ao tratar das tensões diplomáticas entre Estados Unidos e União Soviética.

No elenco da montagem brasileira estão os atores Beto Bellini e Gustavo Merighi, sob direção de Marcelo Lazzaratto. A tradução do texto é assinada por Bárbara Heliodora.

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O enredo: um encontro secreto na Suíça

A trama se desenrola em um bosque nos arredores de Genebra, onde dois diplomatas se encontram em segredo para discutir um acordo de limitação de armas nucleares.

John é o representante dos Estados Unidos: jovem, idealista, convencido de que a diplomacia pode construir a paz. Do outro lado está Andrey, diplomata russo experiente e cético, que desconfia tanto das negociações políticas quanto da capacidade dos acordos internacionais de serem cumpridos.

Apesar de defenderem interesses opostos, os dois personagens são empurrados a buscar pontos em comum diante de uma ameaça que não respeita fronteira nenhuma: o risco de uma guerra nuclear. O diálogo entre eles avança como um jogo de estratégias e provocações, com reviravoltas que misturam tensão, ironia e humor, expondo as contradições da política internacional e os limites da própria diplomacia.

Um clássico que atravessa quase quatro décadas

Encenada pela primeira vez há quase 40 anos, a peça continua atual. A corrida armamentista, as disputas entre potências e a dificuldade de fechar acordos duradouros seguem fazendo parte do noticiário internacional.

Ao colocar dois representantes de lados opostos frente a frente, a montagem questiona até que ponto diferenças ideológicas e interesses nacionais travam a construção de soluções conjuntas. A peça também contrapõe idealismo e ceticismo, mostrando que a busca pela paz exige tanto disposição para o diálogo quanto a capacidade de reconhecer os limites de cada lado.

Cenário enxuto, foco na interpretação

A direção de Marcelo Lazzaratto optou por um cenário minimalista para dar protagonismo à palavra e à atuação dos dois intérpretes. Poucos objetos de cena entram em ação, entre eles um banco que representa o bosque onde os diplomatas se encontram.

A iluminação marca a passagem do tempo e a mudança das estações ao longo da história, enquanto o figurino ajuda a diferenciar os dois personagens. A trilha sonora soma uma canção de Patti Smith, usada nas transições entre cenas.

A proposta da encenação é fazer o público acompanhar o avanço das negociações sobretudo pelo diálogo e pelas nuances da interpretação, transformando uma conversa entre dois homens em retrato das tensões e das possibilidades da política internacional.

Trajetória dos atores

Beto Bellini e Gustavo Merighi têm caminho consolidado no teatro e no audiovisual. Bellini integrou elencos de novelas como "O Rei do Gado", "O Clone" e "Mulheres Apaixonadas". Merighi participou de produções como "Minha Mãe é uma Peça 2" e "Turma da Mônica: Lições".

A montagem já recebeu indicações ao Prêmio Aplauso Brasil de Teatro em 2019, nas categorias de Melhor Elenco, Melhor Direção e Melhor Espetáculo.

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