Guarda e festas de fim de ano: como organizar a rotina dos filhos de pais separados

Convivência com ambos os pais é fundamental para o desenvolvimento emocional da criança, diz especialista

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Guarda e festas de fim de ano: como organizar a rotina dos filhos de pais separados
Foto Ilustrativa/Do Portal do Governo SP

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As festas de fim de ano são momentos de celebração e união familiar, mas para pais separados, organizar a guarda dos filhos durante esse período pode se tornar um desafio emocional e logístico.

 

Segundo o advogado especialista em direito de família, Guilherme Galhardo, o segredo para evitar conflitos e garantir que as crianças aproveitem as comemorações está em priorizar o diálogo, o planejamento e o bem-estar dos pequenos.

 

A convivência com ambos os pais é fundamental para o desenvolvimento emocional da criança. Nas festas de fim de ano, que têm um peso emocional tão grande, é importante que os pais coloquem de lado os atritos pessoais e busquem acordos que permitam que os filhos vivenciem momentos felizes com ambos, de forma equilibrada”, explica Galhardo.
 


O advogado sugere que o planejamento para as festas de fim de ano comece com antecedência, considerando tanto as preferências das crianças quanto a logística das famílias. “O ideal é que as datas sejam alternadas ou divididas de maneira justa. Por exemplo, um dos pais pode passar o Natal com os filhos, enquanto o outro fica com eles no Ano Novo, alternando no ano seguinte. Outra opção é dividir o dia, permitindo que as crianças celebrem com as duas famílias”, propõe.


Quando se trata de viagens, é essencial que as decisões sejam compartilhadas e respeitem os direitos de ambos os pais.
“Se um dos responsáveis pretende viajar com as crianças, é necessário comunicar o outro com antecedência”, alerta Galhardo.


A comunicação aberta e clara é outro ponto crucial para evitar desentendimentos
. “Manter um canal de diálogo saudável ajuda a resolver questões práticas, como horários de entrega e busca, ou ajustes de última hora. Se a comunicação direta for difícil, aplicativos específicos para organização da guarda podem ser úteis”, orienta o especialista.


Galhardo também enfatiza que as necessidades e os desejos das crianças devem ser sempre o foco das decisões. “Ouvir os filhos sobre como gostariam de passar o Natal ou o Ano Novo pode trazer insights valiosos para organizar a guarda de forma mais sensível e harmoniosa. O mais importante é que eles se sintam incluídos e respeitados nesse processo.”


Por fim, o advogado reforça a importância de respeitar os acordos firmados, sejam eles informais ou estabelecidos judicialmente.
“Desrespeitar um acordo de guarda pode gerar conflitos desnecessários e até repercussões legais. Se houver divergências graves, o ideal é buscar mediação ou orientação jurídica para ajustar os termos da convivência.”


Para Guilherme Galhardo, o período das festas deve ser uma oportunidade de fortalecer os laços familiares, mesmo diante das complexidades de uma guarda compartilhada.

 

 

Com empatia, planejamento e boa comunicação, é possível transformar as festas de fim de ano em momentos de felicidade e união para as crianças, que são sempre a prioridade nessa equação”, conclui.
 

 


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