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Educação em debate!

SISMAR denuncia condições precárias em refeitórios escolares de Araraquara

Decreto municipal obriga profissionais a se alimentarem fora do espaço dos alunos, mas escolas não oferecem estrutura mínima, diz sindicato

Cassiane Chagas|· atualizado em 09/10/2025 às 06:00· 4 min de leitura
SISMAR denuncia condições precárias em refeitórios escolares de Araraquara
Sindicato relata improvisos e falta de condições básicas para alimentação nas escolas municipais Foto: SISMAR.

 

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O Sindicato dos Servidores Municipais de Araraquara e Região (SISMAR) iniciou um levantamento detalhado nas unidades da rede municipal de Educação para apurar as condições dos refeitórios destinados aos profissionais da área. A medida foi adotada após um decreto do governo Lapena que proíbe professores e agentes educacionais de fazerem refeições com os alunos, obrigando-os a usar espaços alternativos dentro das escolas.

 

Logo nas primeiras visitas, a realidade encontrada revelou-se alarmante, segundo o sindicato. Muitos profissionais estão sendo obrigados a almoçar em locais completamente inadequados, como próximos a banheiros ou até mesmo utilizando tanques de lavar roupas como pias para higienizar seus utensílios.

 

 

“Almoçar sentindo o cheiro do banheiro ou lavar a louça no tanque de lavar roupas é rotina de muitos servidores da rede municipal de Educação de Araraquara”, diz levantamento realizado pela diretoria.

 

 

SAIBA MAIS

 

 

Descumprimento de normas de higiene

 

O SISMAR reforça a Norma Regulamentadora nº 24 (NR-24) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que define as condições mínimas de higiene e conforto para trabalhadores, determina que “os empregadores devem oferecer aos seus trabalhadores locais em condições de conforto e higiene para tomada das refeições por ocasião dos intervalos concedidos durante a jornada de trabalho”.

 

 

No entanto, o sindicato constatou que a realidade nas unidades escolares é justamente o oposto. O SISMAR destacou ainda que a NR-24 exige que os locais para refeição sejam destinados exclusivamente a esse fim, e não improvisados, como ocorre em grande parte das escolas. Com a continuidade das inspeções, o sindicato detalhará a situação unidade por unidade e encaminhará os relatórios ao Ministério Público do Trabalho (MPT).

 

 

Servidores relatam dificuldades nas redes sociais

 

Nas redes sociais, diversos servidores compartilharam suas experiências e relataram as condições atuais. “Desde quando está assim, desde sempre. E por isso não podemos lutar para que mude? Afinal, o direito de comer junto com as crianças foi tirado na atual administração!”, escreveu uma servidora.

 

Outra afirmou: “Tem unidades que nem geladeira e micro-ondas entregaram”. E mais desabafos surgiram: “Uma vergonha, desrespeito total com os servidores da educação. Tem que ter um local apropriado para se fazer a refeição”.

 

Outro comentário destacou: “Tiraram a refeição e nem café preto temos direito. Nem a fruta! Servidor de barriga vazia numa unidade que fornece comida fica com fome e fome gera distúrbio mental”.

 

 

Críticas também foram direcionadas ao próprio sindicato: “E o SISMAR não viu antes essa situação? A situação é péssima mesmo, mas não começou hoje”.

 

 

Posicionamento da Prefeitura

 

Em nota oficial, a Secretaria da Educação reconheceu a importância de garantir condições adequadas e higiênicas para a alimentação dos profissionais da rede municipal. Segundo a prefeitura, das 71 unidades escolares do município, apenas seis Centros de Educação e Recreação (CERs), que funcionam em prédios mais antigos, ainda não contam com refeitórios exclusivos.

 

Nessas unidades, a prefeitura afirma que dialogou com as equipes gestoras e propôs alternativas como a instalação de divisórias em lavanderias ou refeitórios. Em alguns casos, a sugestão foi aceita. Em outros, as escolas optaram por manter o espaço exclusivo para os alunos, citando limitações físicas e alta demanda.

 

Ainda de acordo com a gestão municipal, a reforma dessas seis unidades já foi incluída no Plano Plurianual (PPA) e na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025, com o objetivo de construir novas lavanderias e adaptar espaços para refeitórios destinados aos servidores.

 

Além disso, a Secretaria se comprometeu a apresentar um cronograma de melhorias e está aberta ao diálogo com o Ministério Público, inclusive para discutir ações emergenciais, como a instalação temporária de divisórias nos refeitórios dos alunos, até que as obras de reforma sejam finalizadas.

 

Veja a nota completa:

 

“A Secretaria Municipal da Educação reconhece a importância de garantir condições adequadas e higienizadas para a alimentação dos servidores da Rede Municipal de Ensino.

Das 71 unidades escolares do município, apenas seis Centros de Educação e Recreação (CERs), que funcionam em prédios com plantas arquitetônicas mais antigas, ainda não contam com espaços exclusivos para as refeições dos educadores.

Nas unidades em que não foi possível estruturar um ambiente separado, a Prefeitura dialogou com as equipes gestoras e sugeriu alternativas, como a instalação de divisórias para delimitar espaços nos refeitórios ou lavanderias. Em alguns casos, a proposta foi aceita; em outros, as direções optaram por manter o espaço integral para o atendimento das crianças, alegando limitações de espaço e alta demanda.

A Prefeitura já incluiu no Plano Plurianual (PPA) e na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025 a reforma dessas seis unidades. O objetivo é construir novas lavanderias e, nos espaços atuais, adaptar refeitórios exclusivos para os servidores.

Além disso, a Secretaria se compromete a apresentar um cronograma de melhorias e está aberta ao diálogo com o Ministério Público para avaliar medidas emergenciais, como a instalação provisória de divisórias nos refeitórios dos alunos, garantindo mais dignidade aos profissionais da educação até a conclusão das reformas”.

 

 

🟡 Esta notícia foi publicada originalmente no grupo do portal Araraquara Agora do WhatsApp. Não está nele? Clique aqui e entre agora: https://encurtador.com.br/EVkIm

 

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