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A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) informou nesta quarta-feira (8) que está investigando casos suspeitos de intoxicação por metanol nos municípios de Rincão e Rio Claro. A atualização faz parte do balanço estadual sobre a contaminação pela substância, que é altamente tóxica e pode causar cegueira, falência de órgãos e até a morte.
De acordo com o levantamento mais recente, o total de casos registrados de intoxicação por metanol chegou a 201, sendo 181 ainda em investigação e 20 já confirmados. O boletim também aponta 11 óbitos relacionados à substância — cinco confirmados e seis sob investigação.
As mortes confirmadas ocorreram nos dias 25 e 28 de setembro, segundo a pasta estadual. Já os casos descartados totalizam 111, com 26 novos descartes realizados nas últimas 24 horas, após análises clínicas e epidemiológicas.
Na cidade de Rincão, um paciente foi internado no sábado (4) com suspeita de intoxicação por metanol, mas já recebeu alta médica. O resultado dos exames laboratoriais que confirmarão ou descartarão a contaminação ainda não foi divulgado pela Secretaria.
Em Rio Claro, a Prefeitura confirmou que há um paciente sob suspeita, mas não informou se ele está hospitalizado. O município também aguarda o resultado dos exames oficiais para definir se o caso será confirmado ou descartado.
A Secretaria da Saúde reforça que todos os casos suspeitos estão sendo analisados em laboratórios de referência, seguindo protocolos clínicos e epidemiológicos para garantir a precisão dos resultados.
Em Ribeirão Preto, dois pacientes haviam sido internados com suspeita de terem consumido bebida adulterada com metanol, mas as análises laboratoriais descartaram completamente a contaminação. Os exames de sangue realizados nas duas pessoas testaram negativo para a presença da substância.
De acordo com o balanço estadual divulgado nesta quarta (8), os cinco óbitos confirmados por intoxicação por metanol ocorreram nas seguintes cidades:
✔ São Paulo (3 casos) — pacientes com 45, 48 e 54 anos;
✔São Bernardo do Campo (1 caso) — paciente de 30 anos;
✔Osasco (1 caso) — paciente de 23 anos.
Já os seis óbitos ainda em investigação estão distribuídos da seguinte forma:
✔São Paulo (3 casos) — vítimas de 36, 50 e 51 anos;
✔São Bernardo do Campo (2 casos) — pacientes de 49 e 58 anos;
✔Cajuru (1 caso) — jovem de 26 anos.
Esses dados colocam o Estado em alerta máximo, uma vez que o metanol é uma substância altamente perigosa, usada em combustíveis e solventes industriais, e proibida para consumo humano. Mesmo pequenas quantidades podem causar danos irreversíveis ao sistema nervoso central.
A Secretaria de Saúde reforçou a importância da colaboração da população para identificar bebidas adulteradas que possam conter metanol.
Denúncias sobre irregularidades e suspeitas de adulteração podem ser feitas pelos canais oficiais do Estado:
Além disso, o Procon-SP também recebe denúncias de bebidas suspeitas. Os canais disponíveis são:
O órgão de defesa do consumidor criou, inclusive, um atalho específico no site para o envio de denúncias relacionadas a casos de intoxicação por metanol.
Autoridades de saúde orientam que os consumidores evitem bebidas de procedência duvidosa e não comprem produtos sem rótulo, lacre ou informações de fabricação. A ingestão de bebidas contaminadas pode causar náuseas, vômitos, dor de cabeça intensa, confusão mental, visão turva e perda de consciência — sintomas que exigem atendimento médico imediato.
A SES-SP informa que continua monitorando o avanço dos casos em todo o Estado e que mantém cooperação direta com as prefeituras e órgãos de segurança para identificar as origens das bebidas adulteradas.
Com informações: Agência SP.
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