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“Está bem apertada”, diz Manoel sobre situação financeira de Boa Esperança do Sul

Prefeito afirma que município está dentro do limite financeiro, mas tem dificuldades com atrasos em repasses e queda em arrecadação

Direto da Redação|· 2 min de leitura
“Está bem apertada”, diz Manoel sobre situação financeira de Boa Esperança do Sul

O prefeito de Boa Esperança do Sul, Manoel do Vitorinho, reconheceu nesta quarta-feira (12), durante entrevista ao Jornal da Morada, que a situação financeira do município “está bem apertada”. 

Em seu primeiro ano do novo mandato após a reeleição, Manoel explicou um pouco da atual situação do município, cenário econômico que pode dificultar novas melhorias e a realização de novas festividades.

“A saúde financeira de Boa Esperança do Sul está bem apertada. Estamos dentro do nosso limite financeiro”, afirmou o prefeito.

Apesar das dificuldades, o prefeito disse que o município não tem dívidas em atraso e que o planejamento fiscal tem permitido manter o equilíbrio.

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Repasses travados e impacto nas finanças

O prefeito também chamou atenção para a falta de repasses e atrasos no pagamento de emendas pelos governos estadual e federal, o que tem prejudicado o andamento de projetos e obras na cidade.

“A gente tem sofrido muito com o governo do Estado. Nós temos aproximadamente R$ 5 milhões de emendas para pagar. Hoje chegou uma mensagem do controle interno que foi paga uma emenda do Baleia Rossi de 2024. Temos também quase R$ 2 milhões de emendas do Governo Federal, que também neste ano mudou completamente”, explicou.

Arrecadação

Outro ponto abordado pelo prefeito foi o comportamento da arrecadação municipal e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), uma das principais fontes de recursos para cidades de pequeno porte.

“Em alguns meses, ela [a arrecadação] vem decrescente. Agora, o último FPM que recebemos, ele foi crescente, em uma quantidade muito significativa. Mas tem várias coisas que estão acontecendo que as prefeituras estão ficando, assim, como se fossem mão solo. Se continuar do jeito que está, as prefeituras vão colapsar.”

Financiamentos e investimentos futuros

Manoel reforçou que a Prefeitura não pretende recorrer a empréstimos para pagar contas. No entanto, não desconsiderou a opção de um financiamento para a construção de uma escola. 

“Até o presente momento não temos a intenção e nem a necessidade da gente fazer qualquer tipo de financiamento para pagar conta. O que a gente tem necessidade, talvez, é financiar a escola para a gente construir, que é um investimento. [...]

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