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Surto em Américo acende alerta: veja como identificar a diarreia aguda e como se proteger

Cidade registra mais de dois mil casos e morte de idoso

Geisa Ferreira da Silva|· atualizado em 18/11/2025 às 06:00· 4 min de leitura
Surto em Américo acende alerta: veja como identificar a diarreia aguda e como se proteger
Casos de diarreia aguda aumentam em Américo; autoridades reforçam cuidados e seguem investigando origem Foto ilustrativa: Governo de SP.

 

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O surto de doença diarreica aguda (DDA) em Américo Brasiliense continua mobilizando autoridades de saúde e acendendo um alerta importante sobre prevenção, higiene e consumo seguro de água. A cidade, com cerca de 33 mil habitantes, contabiliza 2.111 casos e uma morte em 2025, segundo nota divulgada pelo Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) e pelo Centro de Vigilância Sanitária (CVS) do Estado de São Paulo. A vítima foi um idoso de 85 anos, com várias comorbidades. Ele deu entrada no Hospital José Nigro em 1º de novembro, foi transferido para Araraquara no dia 3 e morreu no dia 11, na Santa Casa. Enquanto a cidade ainda busca respostas sobre a origem exata do surto, especialistas reforçam que a DDA é uma doença comum, rápida e potencialmente perigosa, especialmente quando evolui para quadros de desidratação.

 

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O que é a doença diarreica aguda (DDA)?

 

Segundo o Ministério da Saúde, a DDA corresponde a um conjunto de infecções gastrointestinais caracterizadas pela ocorrência de, pelo menos, três episódios de diarreia em 24 horas. Ela provoca diminuição da consistência das fezes, aumento do número de evacuações e pode vir acompanhada de:

  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Febre;
  • Dor abdominal.

 

Na maior parte dos casos, a doença dura até 14 dias. Quando ultrapassa esse período, pode ser considerada persistente ou crônica. A diarreia aguda é frequentemente causada por vírus, bactérias ou parasitas, mas também pode ser desencadeada por medicamentos, alimentos contaminados ou intoxicações.

 

 

Risco de desidratação

 

A desidratação é a complicação mais preocupante e pode variar de leve a grave, exigindo atendimento médico imediato.

 

Sinais de alerta incluem:

  • Vômitos persistentes;
  • Febre alta;
  • Sangue nas fezes;
  • Boca seca, tontura ou diminuição do volume urinário.

 

 

E. coli: a bactéria encontrada em Américo Brasiliense

 

A Escherichia coli, detectada em uma das amostras de água coletadas no município em 21 de outubro, é uma bactéria que normalmente vive no intestino de organismos de sangue quente. Entretanto, algumas cepas podem causar intoxicações alimentares severas. A transmissão ocorre principalmente pela ingestão de água ou alimentos contaminados com material fecal.

 

 

Relatório estadual apontou falhas na cloração

 

O relatório técnico do Estado revelou deficiências graves na cloração do sistema de abastecimento em outubro. Além disso, identificou coliformes totais e confirmou a presença de E. coli no ponto analisado em 21 de outubro na área urbana.

 

Esses dados reforçaram a necessidade de cautela e levaram o governo estadual a enviar mil frascos de hipoclorito ao município, quantidade que, segundo a Prefeitura, deve ser ampliada com uma nova remessa de 6 mil unidades.

 

 

Prefeitura diz que análise estadual se baseia em apenas um ponto

 

A prefeita Terezinha Viveiros afirmou que os dados do Estado são importantes, mas ressaltou que foram construídos a partir de um único resultado positivo de outubro. “Eles vieram, fizeram um excelente trabalho, deram todo o suporte que a gente precisava. Porém, eles trabalharam nas investigações partindo da análise de outubro, ou seja, desse único ponto em 21 de outubro”, explicou.

 

Segundo ela, outra amostra coletada no mesmo dia, na mesma rede, “quatro casas depois”, não apresentou presença de E. coli. “Não assumimos que é a água, não porque estamos contrariando, mas porque ainda é um mistério”, disse. A prefeita reforçou que a relação entre o surto e o abastecimento ainda não está definida. “Pode ser da água, pode ser de um alimento. Nós não sabemos.”

 

 

Novas análises foram enviadas ao Instituto Adolfo Lutz

 

Para aprofundar a investigação, novas coletas foram encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz, que agora analisa amostras para identificar vírus, bactérias e protozoários. O resultado final ainda será divulgado.

 

 

O corpo técnico da prefeitura de Américo informou também que o monitoramento da qualidade da água é contínuo:

✔ As análises são realizadas todas as segundas e quintas-feiras.

✔ A água pode estar dentro dos parâmetros hoje e sair deles na semana seguinte, exigindo nova verificação.

 

 

Medidas de prevenção recomendadas

 

Enquanto a origem exata do surto não é conhecida, autoridades reforçam medidas simples, mas essenciais:

 

Higiene pessoal

✔ Lavar as mãos com água e sabão antes de preparar alimentos, após usar o banheiro ou trocar fraldas.

 

Consumo seguro de água

✔ Beber somente água tratada, filtrada ou fervida.

✔ Usar hipoclorito na proporção de duas gotas por litro, aguardando 30 minutos antes do consumo.

 

Cuidado com os alimentos

✔ Lavar bem frutas e verduras.

✔ Evitar alimentos crus ou mal cozidos.

 

Compartilhamento de utensílios

✔ Evitar dividir copos, pratos e talheres, especialmente quando houver doentes em casa.

 

Quando procurar atendimento

✔ Persistência dos sintomas;

✔ Febre alta;

✔ Sinais de desidratação;

✔ Sangue nas fezes.

 

🟡 Esta notícia foi publicada originalmente no grupo do portal Araraquara Agora do WhatsApp. Não está nele? Clique aqui e entre agora: https://encurtador.com.br/EVkIm

 

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