DADOS DO INFOSIGA
Boa Esperança do Sul registra salto de 300% em mortes no trânsito em 2025
Município lidera taxa de mortalidade viária na região central de SP, com 31 óbitos por 100 mil habitantes em 2025

Boa Esperança do Sul registrou um aumento alarmante de 300% nas mortes no trânsito durante o ano de 2025, saltando de apenas 1 óbito em 2024 para 4 vítimas fatais no período analisado.
Os dados, divulgados pelo sistema Infosiga SP do Departamento Estadual de Trânsito, revelam que o município, de cerca de 14 mil habitantes, apresentou a maior taxa de mortalidade viária entre as cidades da região central paulista, com 31,22 óbitos para cada 100 mil habitantes.
O número preocupa especialmente quando comparado à média regional e ao percentual de fatalidade registrado na cidade: 28,57% dos sinistros com vítimas resultaram em morte, índice consideravelmente superior ao observado nas cidades vizinhas.
Ao longo de 2025, foram contabilizados 14 sinistros de trânsito no município, sendo que quatro tiveram desfecho fatal.

Perfil das vítimas em Boa Esperança do Sul
A análise do perfil das vítimas fatais em Boa Esperança do Sul revela aspectos importantes sobre a violência no trânsito local. Todos os quatro óbitos registrados foram de condutores, não havendo registro de mortes entre pedestres ou passageiros.
A predominância masculina é marcante: 75% das vítimas eram homens, enquanto 25% eram mulheres.
Quanto à faixa etária, os dados mostram concentração significativa em três grupos: pessoas entre 20 e 24 anos, entre 45 e 49 anos, e entre 55 e 59 anos.
A distribuição indica que a violência no trânsito atinge tanto jovens adultos quanto pessoas em idade madura, não se restringindo a um perfil etário específico.
Em relação aos tipos de veículos envolvidos nas mortes, a cidade registrou um óbito de ciclista (representando um aumento de 100% em relação ao ano anterior), um óbito de motociclista e dois óbitos de ocupantes de automóveis.
A rodovia SP-255 concentrou metade das mortes fatais do município, com dois óbitos registrados na via, que atravessa a região e é conhecida pelo intenso fluxo de veículos.
Araraquara: aumento de 34,6% e motociclistas no topo
Em Araraquara, maior cidade da região com 246.641 habitantes, o cenário também preocupa autoridades de trânsito. O município encerrou 2025 com 35 mortes no trânsito, representando um crescimento de 34,6% em comparação com as 26 vítimas fatais de 2024.
A taxa de mortalidade ficou em 14,19 óbitos por 100 mil habitantes, abaixo da registrada em Boa Esperança do Sul, mas ainda assim expressiva.

Os motociclistas foram as principais vítimas do trânsito araraquarense, representando 51,4% de todas as mortes, com 18 óbitos registrados ao longo do ano.
O número representa um aumento de 50% em relação ao ano anterior, quando foram contabilizadas 12 mortes de motociclistas. Pedestres aparecem em segundo lugar, com 7 óbitos (aumento de 75%), seguidos por ocupantes de automóveis, com 9 mortes (crescimento de 50%).
A faixa etária mais afetada em Araraquara concentra-se entre 20 e 24 anos, seguida pelos grupos de 30 a 34 anos e 40 a 44 anos. O perfil masculino predomina drasticamente: 85,7% das vítimas eram homens. Quanto aos dias da semana, os finais de semana mostram-se mais letais, com sábado registrando o maior número de óbitos (cinco mortes), seguido por domingo (quatro mortes) e sexta-feira (cinco mortes).
A rodovia SP-255 também lidera as estatísticas de mortalidade em Araraquara, concentrando 7 óbitos fatais e 14 sinistros não fatais, totalizando 161 pontos no índice UPS (Unidade Padrão de Severidade) do Infosiga.
A Avenida Washington Luís aparece em segundo lugar, com 19 sinistros não fatais, enquanto a Rua Castro Alves registrou 1 morte e 10 sinistros. Ao todo, a cidade contabilizou 448 sinistros de trânsito em 2025, com percentual de fatalidade de 7,59%.

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São Carlos reduz mortes em 16,1%
Contrapondo a tendência regional de crescimento nas mortes no trânsito, São Carlos conseguiu reduzir em 16,1% o número de vítimas fatais. A cidade encerrou 2025 com 26 óbitos, ante 31 mortes registradas em 2024. Com população de 258.874 habitantes, o município apresentou taxa de mortalidade de 10,04 óbitos por 100 mil habitantes, a menor entre as cidades analisadas.
São Carlos registrou 512 sinistros de trânsito ao longo do ano, com percentual de fatalidade de 4,88%. Os motociclistas também lideram as estatísticas na cidade, com 10 óbitos (38,5% do total), seguidos por pedestres com 7 mortes (26,9%) e ocupantes de automóveis com 5 óbitos (19,2%). Houve ainda um registro de morte de ciclista, representando queda de 75% em relação ao ano anterior, quando foram contabilizadas 4 mortes nesta categoria.

O perfil das vítimas em São Carlos mostra concentração na faixa etária entre 25 e 29 anos, seguida pelos grupos de 40 a 44 anos. A predominância masculina é ainda mais acentuada: 88,5% das vítimas eram homens. A quinta-feira foi o dia da semana com maior número de mortes (seis óbitos), seguida por sexta-feira e domingo (cinco óbitos cada).
A rodovia SP-310 concentrou o maior número de mortes em São Carlos, com 7 óbitos e 22 sinistros não fatais. Em segundo lugar aparece a rodovia SP-318, com 4 mortes e 16 sinistros não fatais. A Avenida Washington Luís, que também corta São Carlos, registrou 44 sinistros sem vítimas fatais.
Matão e Américo Brasiliense: números estáveis
Matão, cidade com 78.965 habitantes, registrou 16 mortes no trânsito em 2025, representando leve queda de 5,9% em relação ao ano anterior. A taxa de mortalidade ficou em 20,26 óbitos por 100 mil habitantes, segunda maior da região. Os motociclistas foram as principais vítimas, com 8 óbitos (50% do total), enquanto pedestres representaram 3 mortes e ocupantes de automóveis totalizaram 4 óbitos.
Em Matão, a distribuição etária das vítimas foi mais heterogênea, com concentração nas faixas de 15 a 19 anos, 30 a 34 anos, 35 a 39 anos, 45 a 49 anos e 65 a 69 anos. O perfil masculino representou 81,3% das mortes. A Avenida Baldan concentrou o maior número de ocorrências graves na cidade, com 1 óbito e 14 sinistros não fatais, seguida pela Rua São Lourenço, com 17 sinistros sem mortes.
Já Américo Brasiliense, menor município analisado com 32.478 habitantes, manteve estável o número de mortes no trânsito, registrando 4 óbitos tanto em 2024 quanto em 2025. A taxa de mortalidade foi de 12,32 óbitos por 100 mil habitantes. Todos os óbitos ocorreram na primeira metade do ano, com dezembro de 2025 encerrando sem vítimas fatais, representando queda de 100% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
As vítimas em Américo Brasiliense foram distribuídas igualmente entre pedestre, ciclista, motociclista e ocupante de automóvel. O perfil das vítimas concentrou-se em faixas etárias mais elevadas, entre 65 anos ou mais, com predominância masculina. A rodovia SPA 004/257 concentrou as ocorrências mais graves, com 2 óbitos e nenhum sinistro não fatal.
Custos econômicos e impactos regionais
Além do impacto humano irreparável, os sinistros de trânsito representam custos econômicos expressivos para os municípios da região. Em Araraquara, o custo estimado dos sinistros em 2025 alcançou R$ 60,2 milhões. São Carlos registrou custo de R$ 57,2 milhões, enquanto Matão contabilizou R$ 26,4 milhões. Boa Esperança do Sul teve custo estimado de R$ 3,5 milhões, e Américo Brasiliense de R$ 5,1 milhões.
A análise regional mostra que 53,2% dos óbitos ocorreram em vias urbanas municipais, enquanto 43,9% aconteceram em estradas e rodovias estaduais. Quanto aos horários, o período entre 17h e 19h concentrou o maior número de sinistros fatais, seguido pela faixa das 18h às 20h, coincidindo com os horários de maior movimentação nas cidades.
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