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Sindicato dos Bancários lança livro pró-Palestina em Araraquara

Evento debate obra que denuncia genocídios na Guatemala e na Palestina e critica a atuação da mídia internacional

Geisa Ferreira da Silva|· 4 min de leitura
Sindicato dos Bancários lança livro pró-Palestina em Araraquara
Livro de Leonardo Wexell Severo será lançado em Araraquara com debate sobre Palestina, Guatemala e direitos humanos Foto: Divulgação.

 

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O Sindicato dos Bancários de Araraquara e Região promove, nesta quarta-feira (4), às 19h, o lançamento do livro-reportagem “Guatemala e Palestina sob o tacão genocida de Israel – Uma história silenciada pela mídia hegemônica”, de autoria do jornalista Leonardo Wexell Severo. O evento integra a agenda “Fevereiro de Luta e Solidariedade” e acontece na sede da entidade, no Centro de Araraquara, com a presença do autor para debate com o público.

A obra propõe uma análise crítica sobre a atuação do Estado de Israel em territórios da Palestina e sua relação histórica com práticas repressivas na Guatemala, traçando paralelos entre os dois contextos.

O livro é resultado de uma extensa investigação jornalística baseada em fontes documentais, relatos históricos e depoimentos diretos, reunidos ao longo de décadas de atuação profissional de Severo em mais de 20 países. Segundo o autor, a publicação busca romper o silêncio imposto por grandes conglomerados de comunicação e expor crimes sistematicamente ocultados da opinião pública internacional.

 

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Experiência direta em zonas de conflito

 

Leonardo Wexell Severo esteve na Guatemala nos anos de 2013 e 2024, e na Palestina em 2000 e 2015, períodos em que acompanhou de perto a realidade vivida pelas populações locais. De acordo com o jornalista, há semelhanças estruturais entre as práticas adotadas contra o povo maia durante a ditadura guatemalteca e aquelas impostas atualmente aos palestinos na Faixa de Gaza e na Cisjordânia.

 

“Somente durante a ditadura da Guatemala, entre 1960 e 1996, foram oficialmente registrados cerca de 200 mil mortos e mais de 45 mil desaparecidos, incluindo aproximadamente cinco mil crianças”, denuncia o autor.

 

Para ele, os métodos utilizados naquele período guardam paralelos diretos com as ações militares observadas atualmente nos territórios palestinos, sempre com o apoio estratégico dos Estados Unidos.

 

Crítica à mídia hegemônica

Um dos eixos centrais do livro lançado em Araraquara é a crítica ao papel desempenhado pela chamada mídia hegemônica internacional. Segundo Severo, grandes veículos de comunicação “constroem narrativas que falseiam a realidade, minimizam violações de direitos humanos e, muitas vezes, invertem os papéis de vítimas e algozes”.

Com base em documentos históricos e entrevistas, o autor sustenta que há uma tentativa sistemática de silenciamento das populações oprimidas, enquanto crimes de Estado são relativizados ou justificados em nome de interesses geopolíticos. Essa abordagem, segundo ele, contribui para a perpetuação de conflitos e impede a responsabilização dos envolvidos.

 

“Palestinização do território maia”

Na apresentação da obra, o pesquisador Raúl Nájera, do Escritório de Direitos Humanos da Arquidiocese da Guatemala, utiliza a expressão “palestinização do território maia” para descrever a estratégia de repressão adotada no país centro-americano. De acordo com Nájera, há registros de que grupos paramilitares israelenses teriam atuado diretamente na formação e no comando de práticas de assassinatos em massa, racismo estrutural e desaparecimentos forçados na Guatemala.

 

“Esta é a história que une Guatemala e Palestina: um genocídio em curso contra nossos povos, mas também a memória das lutas pela vida e pelo direito ancestral de defendê-la”, afirma o pesquisador. O conceito reforça o elo traçado pelo livro e amplia o debate proposto no evento em Araraquara.

 

Apoio de entidades e lideranças

A publicação também recebe apoio de importantes lideranças políticas e sociais. Para o presidente da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal), Ualid Rabaj, o livro de Leonardo Severo é uma obra indispensável para compreender a dimensão do conflito no Oriente Médio.

Segundo Rabaj, ao explicitar o terrorismo de Estado e os “banhos de sangue” que sustentam a política internacional, a obra convoca a sociedade a uma postura ativa de resistência.

 

“Diante de tantos horrores, o livro nos chama a sermos companheiros de combate, coletivos e solidários, em defesa da humanidade”, destaca.

 

Importância do debate em Araraquara

Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Araraquara, Paulo Roberto Redondo, o lançamento do livro vai além da literatura e se consolida como um espaço de formação política e conscientização. Segundo ele, discutir o papel da mídia, das potências internacionais e a realidade dos povos oprimidos é uma necessidade urgente.

 

“Acreditamos que informar, conscientizar e dialogar também são formas concretas de transformar a realidade”, afirma Redondo. Ele destaca que Araraquara tem tradição em sediar debates críticos e ações solidárias, fortalecendo o engajamento popular em causas internacionais.

 

Evento aberto ao público

O lançamento do livro em Araraquara é aberto ao público e deve reunir sindicalistas, estudantes, militantes de movimentos sociais e interessados em política internacional e direitos humanos. Além da apresentação da obra, haverá espaço para debate e perguntas, promovendo a troca de ideias entre o autor e os participantes.

 

Anote!

📚 Lançamento de livro em Araraquara discute Palestina e Guatemala

🗓️ Quando

  • Quarta-feira, 4 de fevereiro
  • 19h

 

📍 Onde

  • Sede do Sindicato dos Bancários
  • Região Central de Araraquara

 

👤 Quem participa

  • Presença do autor Leonardo Wexell Severo
  • Debate aberto com o público após a apresentação

🟡 Esta notícia foi publicada originalmente no grupo do portal Araraquara Agora do WhatsApp. Não está nele? Clique aqui e entre agora: https://encurtador.com.br/EVkIm

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