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Preocupação

Sem remédios nos postos e sem prazo para normalizar: Prefeitura de Araraquara fala em herança

Questionada pela Câmara, Saúde afirma que desabastecimento de remédios como sinvastatina, omeprazol e dipirona depende de processos de compra e entrega

Direto da Redação|· 4 min de leitura
Sem remédios nos postos e sem prazo para normalizar: Prefeitura de Araraquara fala em herança
Secretaria da Saúde explica que abastecimento depende de processos de compra e logística Foto ilustrativa: Arquivo Agência Brasil.

 

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A falta de medicamentos em Araraquara voltou a gerar questionamentos na Câmara Municipal após pacientes relatarem dificuldades para retirar remédios de uso contínuo na rede pública. Em documento enviado à Prefeitura, o vereador Marcelinho (Progressistas) solicitou esclarecimentos formais sobre a indisponibilidade de itens considerados essenciais no mês de janeiro.

A resposta veio por meio da Secretaria de Saúde, que atribuiu as oscilações no estoque a fatores administrativos e logísticos que, segundo a pasta, não dependem exclusivamente da gestão local. O órgão destacou que o processo de abastecimento envolve etapas complexas, como aquisição, entrega por fornecedores e trâmites contratuais.

De acordo com o posicionamento oficial, débitos de exercícios anteriores, atrasos na entrega por parte das empresas contratadas e entraves logísticos — especialmente quando os produtos são comprados de fornecedores sediados em outros estados — estão entre os principais motivos para as falhas no fornecimento.

A Secretaria reforça que “não é possível estabelecer previsão precisa, uma vez que o tempo de indisponibilidade varia conforme a dinâmica de fornecimento e a conclusão dos processos de aquisição, ressaltando-se que todos os itens permanecem com solicitações ativas e monitoramento permanente para viabilizar o reestabelecimento o mais breve possível”. Veja o documento completo, AQUI.

 

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Questionamento sobre medicamentos na rede pública

O pedido de informações apresentado pelo vereador teve como foco medicamentos de uso comum e contínuo, amplamente prescritos na atenção básica. A preocupação, segundo o parlamentar, está relacionada ao direito constitucional à saúde e à necessidade de garantir que pacientes não tenham seus tratamentos interrompidos.

Entre os itens citados estão medicamentos como Ácido Fólico 5 mg, Diazepam 5 mg, Dipirona Sódica 500 mg, Omeprazol 20 mg, Sinvastatina 20 mg e Tramadol Cloridrato 100 mg/ml, além de soluções de glicose. Conforme a listagem atualizada em 6 de fevereiro, alguns desses produtos aguardam trâmites de compra, enquanto outros dependem da regularização de fornecedores.

A Secretaria detalhou que determinadas aquisições estão sendo realizadas por meio de ata de registro de preços — modalidade que permite compras conforme a demanda — e também por compras diretas emergenciais, quando necessário. Em alguns casos, há registro de que o fornecedor está dentro do prazo de entrega; em outros, a aquisição ainda está em fase administrativa.

 

Como funciona o abastecimento de medicamentos

A gestão municipal explicou que o abastecimento da rede pública envolve um fluxo que passa pelo almoxarifado, setor de compras e licitações, área financeira e contratos. Esse ciclo, segundo a pasta, exige planejamento prévio com base na demanda mensal e no histórico de consumo da população atendida.

O monitoramento dos estoques ocorre de forma contínua. As reposições, afirma a Secretaria, são programadas antes do esgotamento total dos produtos, respeitando níveis de segurança estabelecidos tecnicamente. No entanto, imprevistos na cadeia de fornecimento podem impactar o cronograma.

 

Prazo para normalização é considerado imprevisível

Um dos pontos que mais preocupa a população é a falta de previsão concreta para a regularização total do abastecimento. No documento oficial, a Secretaria Municipal de Saúde afirma que não é possível estabelecer uma data exata para normalização.

Isso ocorre porque o tempo de indisponibilidade varia conforme a dinâmica de entrega dos fornecedores e a conclusão dos processos administrativos de compra. Mesmo assim, a pasta garante que todos os itens mencionados permanecem com solicitações ativas e sob acompanhamento permanente.

 

A administração municipal ressalta que o objetivo é viabilizar o reabastecimento no menor prazo possível, mantendo contato constante com empresas contratadas e monitorando prazos de entrega.

 

Impacto da falta de medicamentos na população

A interrupção no fornecimento de medicamentos pode gerar consequências significativas, especialmente para pacientes com doenças crônicas que dependem de tratamento contínuo. Remédios como Sinvastatina, utilizada para controle do colesterol, e Omeprazol, indicado para problemas gástricos, fazem parte da rotina de milhares de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Para o vereador que apresentou o questionamento, a cobrança de informações é uma forma de fiscalização e de defesa do interesse público. Ele destaca que garantir o acesso regular aos medicamentos é essencial para preservar a qualidade de vida da população araraquarense.

A Secretaria reforça que as solicitações seguem em andamento e que o planejamento de compras está sendo mantido com base na demanda real. O acompanhamento constante busca evitar novas rupturas de estoque.

🟡 Esta notícia foi publicada originalmente no grupo do portal Araraquara Agora do WhatsApp. Não está nele? Clique aqui e entre agora: https://encurtador.com.br/EVkIm

 

Fonte: Câmara Araraquara.

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