Caso é investigado
Educação apura denúncia de agressão envolvendo professora e aluno em escola de Araraquara
Caso foi registrado na Polícia Civil após denúncia da mãe do estudante

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A Secretaria Estadual da Educação de São Paulo informou que apurará a conduta de uma professora envolvida em uma denúncia registrada dentro de uma escola estadual em Araraquara. O caso ganhou repercussão após a Polícia Militar ser acionada e um boletim de ocorrência ser registrado na Polícia Civil, relatando uma suposta agressão envolvendo uma docente e um estudante do ensino fundamental. Veja a matéria, AQUI.
Segundo a pasta, a Unidade Regional de Ensino de Araraquara abrirá uma apuração preliminar para verificar o que de fato ocorreu durante o episódio. A Secretaria também informou que a responsável pelo estudante foi chamada à escola para prestar esclarecimentos, em um procedimento de escuta conduzido pela gestão da unidade.
Além disso, foi colocado à disposição do aluno um psicólogo do programa Conviva, iniciativa do governo estadual voltada à promoção da convivência escolar e do bem-estar dos estudantes. O atendimento poderá ser realizado caso a família considere necessário. A direção da escola informou ainda que está colaborando com as autoridades policiais responsáveis pela investigação, “fornecendo as informações necessárias para esclarecer o caso”.
Nota completa da secretaria
“A Unidade Regional de Ensino de Araraquara abrirá uma apuração preliminar para verificar a conduta da professora.
A responsável pelo estudante foi chamada à escola para escuta e esclarecimentos.
Um psicólogo do programa Conviva está à disposição do estudante para atendimento, caso a responsável considere necessário.
A gestão da unidade está colaborando com as autoridades policiais responsáveis pelo caso”.
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Ocorrência foi registrada na delegacia
O episódio foi registrado oficialmente na segunda-feira (9) no Plantão da Delegacia Seccional de Araraquara, após policiais militares serem acionados para verificar uma denúncia de agressão em ambiente escolar. A situação teria ocorrido na Escola Estadual Professora Luisa Rolfsen Petrilli, localizada no Parque Residencial Iguatemi.
De acordo com o boletim de ocorrência, a equipe da Polícia Militar foi chamada pelo Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM) para atender a uma situação envolvendo uma professora e um aluno do 5º ano do ensino fundamental. A denúncia foi feita pela mãe da criança, que procurou esclarecimentos após tomar conhecimento de um episódio ocorrido durante o período de aula.
Mãe relatou possível agressão
Segundo o relato registrado no boletim de ocorrência, a mãe afirmou que a professora teria pressionado uma carteira escolar contra o peito do aluno durante a aula realizada no período da manhã. Após receber a informação sobre o ocorrido, a responsável decidiu ir até a escola para conversar com a direção e buscar esclarecimentos sobre a situação.
Ainda conforme o relato apresentado aos policiais, a mãe afirmou que já havia procurado a direção da unidade cerca de 15 dias antes para relatar comportamentos da docente que, segundo ela, não considerava adequados. Na data do episódio, ao saber do que teria ocorrido com o filho, a responsável retornou à escola para discutir o caso com a gestão da unidade. A direção informou que os fatos seriam analisados internamente. Diante da preocupação com a situação, a mãe decidiu acionar a Polícia Militar, que compareceu ao local para verificar a denúncia e registrar a ocorrência.
Professora nega agressão
Durante o atendimento da ocorrência, os policiais também ouviram a versão da professora mencionada na denúncia. De acordo com o boletim registrado na Polícia Civil, a educadora negou qualquer tipo de agressão contra o aluno. A professora afirmou aos policiais que apenas chamou a atenção do estudante durante a aula, com o objetivo de manter a disciplina e a ordem dentro da sala de aula.
Diante das versões diferentes apresentadas pelas partes envolvidas, os policiais orientaram todos os presentes e encaminharam o caso para registro formal na delegacia, para que os fatos possam ser analisados pelas autoridades competentes.
Aluno não apresentava lesões
Outro ponto destacado no boletim de ocorrência é que, segundo relato da própria mãe, o aluno não apresentava lesões físicas aparentes no momento em que a ocorrência foi registrada. O documento policial também aponta que não havia testemunhas que confirmassem a suposta agressão durante o atendimento inicial.
Diante desse cenário, a Polícia Civil registrou a ocorrência com possíveis naturezas jurídicas, permitindo que a investigação seja conduzida de forma adequada.
Caso será investigado
A ocorrência foi encaminhada ao 4º Distrito Policial de Araraquara, responsável pela área onde está localizada a escola. A partir de agora, caberá à Polícia Civil analisar os relatos apresentados, ouvir possíveis testemunhas e reunir elementos que permitam esclarecer o que realmente ocorreu dentro da sala de aula.
Paralelamente, a Secretaria Estadual da Educação seguirá com a apuração administrativa, que poderá avaliar eventuais responsabilidades no âmbito disciplinar da rede estadual de ensino. Até o momento, as autoridades informam que o caso segue em fase inicial de investigação.

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