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Investigação

CEI do assédio é prorrogada em Araraquara; relatório ‘vai surpreender muita gente’, diz vereador

Comissão ganha mais tempo para analisar novos depoimentos e documentos

Cassiane Chagas|· 4 min de leitura
CEI do assédio é prorrogada em Araraquara; relatório ‘vai surpreender muita gente’, diz vereador
Comissão investiga denúncias de assédio e amplia apurações após novos relatos em Araraquara Foto ilustrativa: Arquivo Câmara Araraquara.

 

A Comissão Especial de Inquérito (CEI) que apura denúncias de assédio no serviço público de Araraquara terá mais tempo para concluir os trabalhos. O pedido de prorrogação por 90 dias foi aprovado pela Câmara Municipal nesta terça-feira (5), após a constatação de um alto volume de denúncias e novos fatos que ampliaram o escopo das investigações.

O Requerimento nº 988/2026, apresentado pelos vereadores que compõem a comissão, Aluisio Boi (MDB), Alcindo Sabino (PT), Cristiano da Silva (PL), Guilherme Bianco (PCDdoB) e João Clemente (Progressistas), destaca a necessidade de aprofundar a análise de documentos, ouvir novos depoimentos e garantir a elaboração de um relatório final completo. Conforme o documento oficial, a medida se justifica pela complexidade crescente dos casos investigados e pela necessidade de assegurar uma apuração responsável.

A CEI foi criada em outubro de 2025 com o objetivo de investigar práticas de assédio moral e perseguição contra servidores municipais. Desde então, os trabalhos vêm sendo ampliados, e esta já é a segunda prorrogação do prazo, indicando que a dimensão do problema pode ser maior do que o inicialmente previsto.

 

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Volume de denúncias preocupa comissão

O presidente da comissão, vereador Aluisio Boi, destacou o crescimento significativo no número de relatos recebidos. “Somente nesta segunda-feira (4), foram mais seis denúncias”, afirmou, mostrando a continuidade do fluxo de queixas.

 

Segundo ele, algumas irregularidades já foram identificadas, mas ainda há muito a ser apurado. “Já foram constatadas, mas tem outras ações que essa comissão precisa avançar”, disse. O parlamentar também reforçou a necessidade de cautela na condução dos trabalhos.

 

“Temos que ouvir e acolher as denúncias, mas também dar o direito do contraditório para os órgãos envolvidos. Muito cuidado e muita responsabilidade”.

 

A postura da comissão busca equilibrar a apuração rigorosa com o respeito à privacidade dos denunciantes e dos investigados, evitando exposições indevidas durante o processo.

 

Relatório final pode surpreender

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Os integrantes da CEI indicam que o conteúdo final pode revelar novos elementos do caso. O vereador Guilherme Bianco afirmou que o documento completo mostrará a dimensão real dos problemas encontrados.

 

“Vamos surpreender muita gente quando divulgarmos o relatório completo”, declarou.

 

Ele também ressaltou que, apesar da divulgação de relatórios parciais, o panorama completo ainda não foi apresentado à população. “Quando for apresentado o relatório completo, a população irá ver a magnitude da CEI”, acrescentou.

A vereadora Fabi Virgílio (PT) também destacou a profundidade das investigações. “Mostra o buraco que a CEI encontrou e o quão delicadas têm sido as situações relatadas”, afirmou. Para ela, o trabalho da comissão deixou de ser pontual e passou a revelar problemas estruturais.

 

“É uma ação que começa de maneira pontual, mas que está se enveredando para outro caminho, de profundidades maiores”, completou.

 

Prorrogação da CEI gerou debate na sessão da câmara
Prorrogação da CEI gerou debate na sessão da câmara

 

Caso da Guarda Municipal entra na investigação

Entre os temas que ganharam destaque nas apurações está o uso de armamento pela Guarda Civil Municipal (GCM). O vereador Alcindo Sabino afirmou que há irregularidades na utilização dessas armas.

 

“A instituição continua a utilizar armamento desrespeitando a Câmara Municipal e desrespeitando o Ministério Público”, declarou. Segundo ele, o problema não está no uso em si, mas na falta de regulamentação. “Não é uma questão de ser a favor ou contra, é uma questão de regularizar o uso da arma”, explicou.

 

Vereador Alcindo Sabino

 

A vereadora Fabi Virgílio também comentou o tema, apontando que a situação segue acontecendo de forma visível. “Nós vemos no Instagram de alguns servidores utilizando armas por aí, na frente das próprias viaturas da GCM”, disse.

 

Ela alertou para a naturalização da prática: “Isso segue acontecendo a olhos vistos, sendo naturalizado e ainda não foi regulamentado”.

 

Diante disso, a parlamentar sugeriu medidas mais rigorosas. “A CEI pode buscar uma suspensão imediata junto ao Ministério Público ou até judicializar a questão”, afirmou.

 

Motivos da prorrogação da CEI

 

A decisão de estender o prazo da comissão está diretamente ligada a uma série de fatores que impactaram o andamento das investigações. Entre eles estão:

📌 O surgimento de novos fatos e denúncias, que exigem análise detalhada;

📌 A necessidade de ouvir mais depoimentos, ampliando a base de informações;

📌 O grande volume de documentos recebidos, que ainda precisam ser avaliados;

📌 A garantia do direito ao contraditório, assegurando defesa aos envolvidos;

📌 A complexidade de casos específicos, como o uso de armamento na GCM.

 

De acordo com o requerimento oficial, a prorrogação é essencial para que a comissão consiga concluir os trabalhos com responsabilidade e profundidade.

 

Expectativa para conclusão dos trabalhos

Com o novo prazo, a CEI terá mais três meses para consolidar as investigações e apresentar o relatório final. A expectativa é que o documento reúna não apenas as denúncias, mas também provas, depoimentos e análises detalhadas sobre as irregularidades encontradas. A comissão reforça que o objetivo é entregar um material completo e transparente, que permita à população compreender a real situação do serviço público municipal.

🟡 Esta notícia foi publicada originalmente no grupo do portal Araraquara Agora do WhatsApp. Não está nele? Clique aqui e entre agora: https://encurtador.com.br/EVkIm

 

 

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