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Tribunal do Júri

Mulher acusada de matar idoso a facadas será julgada nesta terça em Araraquara

Elizabeth dos Santos Soares responde por homicídio triplamente qualificado e a motivação seria por causa de dinheiro; crime ocorreu dia 10 de fevereiro do ano passado no Jardim Brasília

Flávio Fernandes|· 3 min de leitura
Mulher acusada de matar idoso a facadas será julgada nesta terça em Araraquara
Foto: Flavio Fernandes/Araraquara Agora

 

A mulher acusada de matar Antônio Ferreira de Souza, de 75 anos, será julgada pelo Tribunal do Júri nesta terça-feira (2), em Araraquara. Elizabeth dos Santos Soares de 35, está presa preventivamente desde a época do crime que ocorreu dia 10 de fevereiro de 2025. 

Durante a sessão de julgamento, serão ouvidas uma testemunha de acusação, uma de defesa e outras testemunhas, entre elas a filha da vítima, investigadores da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e policiais militares que participaram da ocorrência. O crime aconteceu, na residência de Antônio, no Jardim Brasília e o corpo só foi encontrado 2 dias depois. 

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O Ministério Público de São Paulo denunciou a mulher por homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, emprego de meio cruel e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. A promotoria destacou a violência do ataque, a quantidade de golpes desferidos, a utilização de arma branca e a condição de vulnerabilidade do aposentado, que tinha 75 anos.

Segundo a denúncia, a acusada matou o aposentado com golpes de arma branca, sobretudo no pescoço. O laudo necroscópico apontou que a morte decorreu de hemorragia causada por ferimentos na região cervical, que atingiram a artéria carótida e a veia jugular.

As investigações conduzidas pela DIG apontaram que horas antes do crime, Elizabeth e Antônio foram vistos juntos tomando cerveja em um bar na Alameda Paulista. Imagens de câmeras de segurança registraram os dois conversando e deixando o estabelecimento juntos. De acordo com o inquérito após o crime a acusada teria trancado a porta da residência, na Avenida Egisto Gandolfi impedindo que a vítima buscasse ajuda.

Marcas de sangue encontradas próximas à porta indicaram que o idoso ainda tentou deixar o imóvel para pedir socorro, mas não conseguiu. A motivação, segundo a acusação, teria sido uma discussão relacionada a dinheiro: para o Ministério Público, Elizabeth buscava recursos para sustentar o vício em álcool e drogas, o que teria provocado o desentendimento que culminou no homicídio.

Durante as investigações, a mulher foi localizada pela DIG e confrontada com as evidências reunidas. Ela apresentava ferimentos no pescoço e na mão, compatíveis com luta corporal e confessou a autoria do crime na presença da autoridade policial.

Na ocasião, afirmou que considerava Antônio como um pai e negou qualquer relacionamento amoroso com ele. Antônio havia namorado a mãe de Elizabeth anos antes, relação por meio da qual os dois passaram a conviver — não havia, porém, vínculo familiar formal entre eles.

A defesa sustenta versão oposta à da acusação e em memoriais apresentados ao juízo, o advogado Mário Sérgio Ota, indicado pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo, afirma que a mulher agiu em legítima defesa, alegando que teria sido atacada primeiro pela vítima com um facão e pede a absolvição sumária ou alternativamente a desclassificação do crime e a exclusão das qualificadoras. A expectativa é que o julgamento reúna familiares da vítima, testemunhas e representantes da acusação e da defesa.

No final da sessão, caberá aos jurados decidir sobre a pronúncia e o futuro da acusada.

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