VIOLÊNCIA
Mistério e brutalidade: corpo encontrado no Pará pode ser de piloto de Araraquara desaparecido
João Vittor de Lima Franco, de 25 anos está desaparecido desde o dia 14 de março

O caso do piloto João Vittor de Lima Franco, de 25 anos, natural de Araraquara (SP), ganhou um desdobramento nesta terça-feira (09) com a localização de um corpo em uma área de mata no município de Viseu, no nordeste do Pará. O jovem estava desaparecido desde o dia 14 de março, após viajar para Belém em busca de uma oportunidade de emprego na aviação agrícola.
O cadáver foi encontrado às margens de um córrego, em adiantado estado de decomposição, apresentando sinais de extrema violência. A vítima foi decapitada e teve os braços removidos, o que a polícia investiga como uma tentativa deliberada de dificultar a identificação, uma vez que o piloto possuía tatuagens marcantes nos braços.
- Boulos e Edinho acompanham Feira do GovBR na Rua em Araraquara nesta quarta
- Novo comandante do 3º Batalhão Rodoviário projeta reforço no combate ao crime organizado em Araraquara
- Sem salários, terceirizados da Prefeitura entram em greve a partir de amanhã
Em entrevista ao programa Balanço Geral, da Record TV Interior SP, o advogado da família, Rômulo Dias, detalhou a brutalidade do achado. Segundo ele, a equipe do Corpo de Bombeiros foi ao local após uma denúncia, de que um braço havia sido encontrado.
"Chegando lá, esse braço já não estava mais e aí, fazendo buscas na área do igarapé, encontraram primeiro a cabeça e posteriormente, a 50 ou 70 metros de distância, o corpo. O corpo teve os braços retirados... e a cabeça foi decepada, o que nos leva a crer, pelo modus operandi e a brutalidade, que tentaram de alguma forma dificultar o trabalho da polícia", afirmou o advogado.
Dias ressaltou ainda que a ausência dos braços impediu uma confirmação imediata: "O João Vittor tinha os dois braços todos tatuados. Se nós tivéssemos encontrado os braços, certamente teríamos uma resposta de imediato".
Conexões com o crime organizado
A investigação aponta para um cenário complexo. O advogado mencionou ao Balanço Geral que a aeronave que João Vittor pilotaria estaria envolvida em esquemas de desvio de valores e que o dono da empresa que o contratou, identificado como Ivan, também foi executado. Além disso, houve a execução de outro piloto colombiano na região de Itaituba.
Esses fatores levam as autoridades a suspeitar do envolvimento de organizações criminosas, dada a "assinatura" de crueldade no crime. A aeronave que o piloto utilizaria continua desaparecida.
Próximos passos e exame de DNA
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Castanhal, no Pará. Devido ao forte impacto emocional, os familiares de João Vittor não têm condições de viajar até o estado do norte. Por isso, a coleta de material genético será realizada no IML de Araraquara e encaminhada para o Pará para a realização do exame de DNA.
João Vittor deixou Araraquara no dia 10 de março. De acordo com a família, o último contato ocorreu no dia 14, quando ele ligou para a mãe demonstrando preocupação com a situação em que se encontrava e manifestando o desejo de retornar para casa.
As investigações agora aguardam os laudos periciais para confirmar oficialmente a identidade e buscar os responsáveis pelo crime.
Leia também
- Tráfico

VÍDEO: Força Tática prende homem com 2 tijolos de maconha no Parque São Paulo
- Faturamento mensal

Área Azul arrecada R$ 370 mil por mês em Araraquara
- Preso no litoral

Líder PCC de Araraquara é preso em academia no Guarujá
- Educação

CAIC tem falta de professores, diz Secretaria de Educação
- Caso João Vitor

DNA descarta que corpo achado no Pará seja piloto de Araraquara


