Paralisação de terceirizadas amplia impacto e pode afetar cerca de 20 escolas em Araraquara

Funcionárias terceirizadas da limpeza mantêm paralisação pelo segundo dia após atraso no benefício; unidades de saúde também podem sofrer alterações no atendimento

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Paralisação de terceirizadas amplia impacto e pode afetar cerca de 20 escolas em Araraquara
Funcionárias terceirizadas mantêm paralisação por atraso no vale-alimentação e comprometem funcionamento de escolas em Araraquara / Foto ilustrativa: Fernando Frazão por Agência Brasil.

Atualização – Na manhã desta sexta-feira (24), Cer Professora Honorina Comelli Lia informou aos pais e responsáveis que o atendimento aos alunos do período integral foi normalizado.

Segundo comunicado enviado às famílias, os estudantes dos berçários e da recreação puderam entrar excepcionalmente até as 9h, enquanto a saída está mantida para as 16h45. A orientação indica que, apesar da paralisação das funcionárias terceirizadas, algumas escolas conseguiram reorganizar o atendimento. A situação, no entanto, segue sendo monitorada e pode variar entre as unidades.

 

 

Entenda a paralisação 

A paralisação das funcionárias terceirizadas responsáveis pelos serviços de limpeza da rede municipal de Araraquara segue em seu segundo dia em Araraquara nesta sexta-feira (24) . A adesão aumentou em relação ao primeiro dia do movimento, quando dez creches tiveram as atividades comprometidas.

O movimento foi motivado pelo atraso no pagamento do vale-alimentação, benefício que deveria ter sido creditado em 15 de julho e que, até o momento, continua sem previsão de pagamento. Segundo as trabalhadoras, o benefício representa uma parte fundamental da renda familiar e é utilizado principalmente para a compra de alimentos.

Além da rede municipal de ensino, o Portal Araraquara Agora recebeu informações, que algumas Unidades de Saúde também poderão sofrer alterações no atendimento devido à ausência das equipes terceirizadas responsáveis pelos serviços de limpeza.

As escolas têm comunicado previamente pais e responsáveis sobre a possibilidade de suspensão das aulas presenciais, alegando que a falta das profissionais impossibilita o cumprimento das normas sanitárias exigidas para o funcionamento seguro das unidades.

 

Vale-alimentação em atraso provoca nova paralisação

De acordo com as trabalhadoras, o pagamento do salário foi realizado normalmente, mas o vale-alimentação permanece em atraso, sem qualquer previsão de quando será depositado. A situação levou as funcionárias a manterem a paralisação iniciada na quinta-feira (23). Para elas, o benefício é indispensável para garantir a alimentação das famílias durante o mês, tornando inviável continuar trabalhando enquanto a pendência não for resolvida.

Em comunicado enviado às famílias, a Secretaria Municipal da Educação informou que a Prefeitura mantinha negociações com a empresa terceirizada para tentar viabilizar o pagamento do benefício ainda na quinta-feira (23). No entanto, também alertou que, caso a equipe de limpeza não retornasse ao trabalho, seria necessário suspender o atendimento presencial por questões sanitárias.

 

Situação das unidades na manhã desta sexta-feira (24)

Com atendimento normalizado após comunicação às famílias:

  • CER Prof.ª Honorina Comelli Lia, no Jardim Imperador;
  • CER Dona Cotinha de Barros, no Jardim Brasil;
  • CER Dona Carmelita Garcez I e II, no São José;
  • CER Prefeito Clodoaldo Medina, no Valle Verde;
  • CER do CAIC Ricardo Monteiro, no Vale do Sol.

 

Unidades que comunicaram suspensão das atividades devido à paralisação das funcionárias terceirizadas:

  • CER Maria Aparecida de Azevedo Bozutti, no Jardim Indaiá;
  • CER Prof.ª Maria Enaura Malavolta Magalhães, no Vale do Sol;
  • CER Maria Pradelli Malara, no Selmi Dei;
  • CER Maria Renata Lupo Bó, na Cecap;
  • CER Adelina Leite Amaral, na Vila Vicentina;
  • CER Dr. Álvaro Waldemar Colino, no Jardim das Estações;
  • CER Prof.ª Lourdes Aparecida Carvalho Prada, no Valle Verde;
  • CER Angelo Lorenzeti, no Jardim Pinheiros;
  • Creche do Jardim Hortênsias;
  • CER Antônio Custódio de Lima, no Jardim Victorio Antonio de Santi II;
  • CER Maria Barcarolla Filié, no Melhado;
  • EMEF Olga Ferreira Campos, no Jardim Universal;
  • EMEF Altamira Amorim Mantese, no Selmi Dei;
  • CER Prof.ª Maria José Pahin da Porciúncula, no Jardim Iguatemy;
  • CER Waldyr Alceu Trigo, na Fazenda Bela Vista;
  • Centro de Educação Piaquara – Prof.ª Lectícia Vitta Filpi, na Vila Xavier;
  • EMEF Henrique Scabello, no Jardim Hortênsias.

Observação: Como a situação está sendo atualizada ao longo do dia, outras unidades podem normalizar o atendimento ou registrar alterações no funcionamento. O Portal Araraquara Agora acompanha o caso.

 

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Prefeitura afirma que realizou repasse financeiro

Na quinta-feira (23), a Prefeitura de Araraquara informou que havia efetuado, às 9h30 da quarta-feira (22), o repasse financeiro à empresa responsável pelos serviços terceirizados. Segundo a administração municipal, o recurso teria como finalidade possibilitar o pagamento do vale-alimentação das trabalhadoras.

Na ocasião, o Executivo informou que apenas dez unidades estavam sem atendimento e que outras 38 escolas permaneciam funcionando normalmente, acrescentando que a Secretaria Municipal da Educação continuava dialogando com a empresa para buscar a normalização dos serviços.

 

Empresa diz que valor recebido não cobre a dívida

Apesar do repasse anunciado pela Prefeitura, a situação não foi resolvida. Na manhã de quinta-feira, aproximadamente 30 funcionárias estiveram na sede da empresa terceirizada, acompanhadas pelo SIEMACO, sindicato que representa a categoria.

Segundo o sindicato, a empresa reconheceu ter recebido recursos da Prefeitura, mas alegou que o valor seria insuficiente para quitar toda a dívida existente relacionada ao contrato. Por esse motivo, informou que não realizaria o pagamento do vale-alimentação naquele momento.

O presidente do SIEMACO reforçou que, independentemente da situação financeira entre empresa e poder público, a responsabilidade pelo pagamento do benefício é exclusivamente da empregadora.

 

Ainda de acordo com o sindicato, não há previsão de encerramento da paralisação enquanto o vale-alimentação não for depositado.

 

Caso já havia sido discutido no Ministério Público

O impasse não é novidade. Segundo o SIEMACO, representantes da empresa e da Prefeitura participaram de uma mediação no Ministério Público, realizada no dia 25 do mês passado, quando foi firmado o compromisso de evitar novos atrasos até que uma reunião presencial tratasse definitivamente da situação.

Entretanto, cerca de duas semanas após esse entendimento, o benefício voltou a atrasar, provocando novamente mobilização das trabalhadoras e impactos na prestação dos serviços públicos.

A repetição do problema aumenta a preocupação entre pais, servidores e comunidade escolar, já que os serviços de limpeza são considerados essenciais para o funcionamento das unidades de ensino.

 

Unidades de Saúde também podem sentir os impactos

Além das escolas, algumas unidades da rede municipal de saúde poderão enfrentar alterações no atendimento em razão da paralisação, mas isso ainda não foi confirmado oficialmente.

Entre elas estão:

  • Centro de Referência de Saúde Mental do Adulto (CRASMA-A);
  • USF Laranjeiras II;
  • USF Vale do Sol;
  • USF Jardim Brasília;
  • USF Nair Damásio Claudino;
  • NGA-3 Doutor Francisco Logatti;
  • USF Santa Lúcia II;
  • USF Vila Biagioni.

 

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