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POLÊMICA | POLÍTICA

Coronel Prado é denunciado após episódio com cerimonialista em Araraquara; veja o que se sabe

Denúncia contra vereador envolve evento da Prefeitura de Araraquara

Cassiane Chagas|· 4 min de leitura
Coronel Prado é denunciado após episódio com cerimonialista em Araraquara; veja o que se sabe
Érica Alexandre denunciou o vereador Coronel Prado após episódio em evento da Prefeitura; o parlamentar, que nega ter sido grosseiro e o vereador João Clemente aborda o caso na Câmara e cobra apuração e posicionamento do Executivo.

 

Uma denúncia envolvendo o vereador Coronel Prado (Novo) e a cerimonialista da Prefeitura de Araraquara Érica Alexandre repercutiu na Câmara Municipal e provocou manifestações durante a última Sessão, realizada nesta terça-feira (1º).

A profissional afirma ter sido tratada de forma grosseira e desrespeitosa pelo parlamentar durante uma edição do programa "Cuidando da Nossa Morada", realizada no Parque São Paulo. Prado nega a acusação e sustenta que apenas solicitou que sua presença fosse anunciada no evento como vereador.

Segundo informações inicialmente divulgadas pela página Alternativa016 e confirmadas pela própria Érica ao veículo, a cerimonialista formalizou uma reclamação relacionada ao episódio. O relato apresentado é de que o desentendimento teria ocorrido depois que o nome de Prado não foi anunciado durante a cerimônia. O vereador, que também disputa uma vaga de deputado estadual nas eleições de 2026, questionou a ausência da menção.

A justificativa apresentada para o procedimento adotado pelo cerimonial estaria relacionada aos cuidados exigidos durante o período eleitoral. A acusação de tratamento grosseiro, entretanto, é contestada integralmente pelo vereador. Em manifestação pública, Prado afirmou que não utilizou o evento como ato de campanha, não discursou e não ocupou o palco, alegando que compareceu na condição de parlamentar em exercício.

 

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Érica formaliza denúncia após episódio

A versão apresentada pela cerimonialista sustenta que Prado teria adotado uma postura considerada desrespeitosa ao questioná-la sobre a ausência de seu nome no protocolo do evento.

A denúncia passou a ganhar repercussão política justamente porque o episódio ocorreu enquanto Érica desempenhava sua atividade profissional em uma ação promovida pelo poder público. A apuração deverá considerar a versão da profissional, a defesa do vereador, eventuais testemunhas e outros elementos disponíveis. O próprio Prado abordou o assunto publicamente e apresentou uma versão completamente diferente sobre o encontro.

 

Coronel Prado confirma pedido, mas nega ter sido grosseiro

Durante sua manifestação, Coronel Prado confirmou que pediu para ter seu nome anunciado, mas negou qualquer comportamento ofensivo contra a profissional.

 

"Como vereador eleito do povo, apenas solicitei que meu nome fosse anunciado durante o evento, assim como foi feito com os demais vereadores e vereadoras lá e autoridades lá presentes."

 

Na interpretação do parlamentar, informar ao cerimonial sobre sua presença seria uma medida protocolar normal para uma autoridade pública presente em uma solenidade oficial.

Prado também afirmou que as primeiras manifestações públicas sobre o episódio foram precipitadas e criticou vereadores e profissionais da imprensa que comentaram o caso.

 

"Quero lamentar os comentários levianos feitos por colegas vereadores e também por jornalistas de uma rádio local sobre o episódio, sem que ao menos tivessem conhecimento de todos os detalhes do que aconteceu."

 

Para o vereador, houve um "pré-julgamento" sobre sua conduta. "Em nenhum momento fui grosseiro", afirma Prado Ao entrar especificamente na acusação feita pela profissional, o vereador foi categórico ao negar ter adotado comportamento desrespeitoso.

 

"Em nenhum momento fui grosseiro com a profissional de comunicação que estava trabalhando no local e, muito menos, utilizei aquela situação como propaganda eleitoral ou palanque político."

 

Em nota pública divulgada após a repercussão do caso, o parlamentar também recorreu à própria trajetória profissional para rebater os questionamentos sobre sua postura. "Não aceito que um episódio seja distorcido ou utilizado para colocar em dúvida meu caráter, minha educação ou minha postura."

 

"Minha trajetória de vida e profissional fala por mim. E continuo trabalhando, com respeito, responsabilidade, honestidade e firmeza. O resto, é mimimi."

 

As declarações representam a versão apresentada pelo próprio vereador e contrapõem diretamente o relato que motivou a denúncia.

O caso também foi abordado pelo vereador João Clemente (Progressistas), que fez críticas durante a sessão da Câmara. Ao tratar da situação, Clemente afirmou que uma trabalhadora teria sido "vilipendiada no final de semana enquanto estava trabalhando" e destacou a existência de uma denúncia formal.

O parlamentar disse, entretanto, que não pretendia antecipar uma conclusão sobre responsabilidade.

 

"Já houve aqui uma denúncia formal."

 

Clemente acrescentou que pretende "acompanhar minuciosamente para onde vai a questão".

A manifestação é relevante porque coloca a necessidade de apuração antes de uma conclusão definitiva sobre as versões apresentadas. O vereador também direcionou críticas ao Executivo municipal pela ausência, até aquele momento, de manifestação pública sobre o episódio.

 

"A Prefeitura de Araraquara está até agora silente sobre esse caso, o que é inadmissível."

 

Clemente cobrou um posicionamento do governo municipal e defendeu uma manifestação em relação à servidora.

 

Leia Ainda:

 

Prado diz não temer Conselho de Ética

Ao responder à repercussão política, Coronel Prado declarou que está disposto a prestar esclarecimentos caso seja chamado pelas instâncias da Câmara responsáveis pela análise do episódio. "Realmente não tenho medo do Conselho de Ética."

A Prefeitura de Araraquara ainda não se manifestou oficialmente sobre a denúncia envolvendo a servidora pública.

O Portal Araraquara Agora acompanha o caso.

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