INVASÃO | ESCOLA
EMEF Edmilson de Nola Sá retoma aulas após invasão, mas segurança preocupa: ‘chegamos ao limite’
Escola de Araraquara volta a atender cerca de 240 alunos. Direção e sindicato reforçam cobrança por segurança na escola

A EMEF Vereador Edmilson de Nola Sá, no Parque Residencial Laura Molina, região do Valle Verde, em Araraquara, retoma o atendimento aos alunos nesta quarta-feira (2), após a suspensão provocada por mais um episódio de invasão, furto e vandalismo. A Secretaria Municipal da Educação informou que a unidade terá funcionamento regular e que, enquanto não é divulgado o resultado da análise da água, galões foram disponibilizados para garantir o consumo e o preparo da alimentação.
A nota diz:
“A Secretaria Municipal da Educação informa que os atendimentos aos alunos da EMEF Edmilson de Nola Sá serão retomados no dia 2 de setembro, quarta-feira, com o funcionamento regular da unidade.
Em relação à caixa d’água, o DAAE realizou a limpeza do reservatório, e a previsão é de que o laudo com o resultado da análise seja emitido amanhã. Enquanto o resultado não é disponibilizado, a Secretaria Municipal da Educação providenciou galões de água para garantir o abastecimento da unidade e o atendimento aos alunos e profissionais.
Quanto à segurança da escola, como medida imediata, a Guarda Municipal realizará rondas na unidade escolar. Paralelamente, segue em andamento o processo para ampliação do muro da escola, com o objetivo de reforçar a segurança e dificultar novas invasões e atos de vandalismo.
A SME segue acompanhando a situação da unidade e adotando as providências necessárias para garantir condições adequadas de funcionamento, segurança e atendimento à comunidade escolar”.
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Insegurança gera revolta
A volta das atividades, entretanto, não encerra a discussão sobre a segurança da unidade. A direção da escola e representantes do SISMAR afirmam que os episódios recorrentes chegaram a uma situação considerada insustentável. O diretor Carlos Eduardo da Silva Ferreira, o Cadu, defendeu a adoção de medidas que impeçam novas invasões e explicou que a suspensão das aulas foi tomada diante da urgência do problema.
“A situação é que nós já chegamos a um limite de todos os negociáveis limites que possam acontecer.”
Segundo Cadu, em entrevista a uma emissora de rádio da cidade, a equipe escolar decidiu interromper o atendimento inicialmente mesmo sem autorização prévia da Secretaria Municipal da Educação. “Nós, escola, resolvemos, enquanto equipe, nos posicionar e suspender as aulas, num primeiro momento sem o aval da Secretaria de Educação, de modo urgente”, declarou o diretor.
Diretor pede vigilância e diz que escola chegou ao limite
A principal reivindicação apresentada pela direção é o reforço da segurança presencial na EMEF Edmilson de Nola Sá. Para Cadu, a escola precisa ser ouvida diante da repetição dos problemas.
“A gente gostaria que a gente fosse realmente escutado e efetivada a mudança de termos essa vigilância, de termos essa melhor segurança para que a gente não passe por isso mais uma vez e que as crianças possam retornar às suas aulas.”
A preocupação não surgiu apenas com o episódio desta semana. Em junho, o Araraquara Agora noticiou outra invasão à mesma escola, também com vandalismo e furto de alimentos destinados à merenda. Na ocasião, integrantes da comunidade organizaram um abaixo-assinado e cobraram reforço da segurança.
O diretor destaca ainda que a unidade desempenha papel importante na região e enfrenta outras dificuldades além das ocorrências envolvendo o patrimônio.
“É uma escola importante pro bairro, é uma escola que tá fazendo a diferença e que nós estamos aguentando várias problemáticas, como falta de funcionários e agora como essa questão de insegurança na nossa escola.”
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Invasão deixou danos em diferentes áreas da escola
A situação que levou à suspensão das aulas ocorreu após o fim de semana. Entre os problemas relatados estão tentativa de arrombamento do quadro de distribuição de energia, entrada na cozinha, furto e consumo de alimentos, danos no almoxarifado e preservativos descartados na quadra.
Também houve relatos de odor semelhante ao de urina nos bebedouros e a informação de que adolescentes teriam entrado na caixa-d'água da escola para nadar. A suspeita levou à interrupção das atividades até que fossem tomadas providências sanitárias.
O DAAE realizou a limpeza do reservatório. Segundo a Secretaria da Educação, o laudo com o resultado da análise estava previsto para esta quarta-feira. Até sua disponibilização, a pasta informou ter providenciado galões de água para estudantes e profissionais.
SISMAR questiona segurança oferecida aos servidores
Representantes do SISMAR acompanharam a situação e apoiaram a posição adotada pelos trabalhadores. Edgard Cervan, representante sindical, fez uma declaração contundente ao comentar a suspeita envolvendo a caixa-d'água.
“Se a prefeitura ou alguém aí for contra, eu peço que venha aqui então hoje e beba água, porque entraram aqui na caixa d'água e nadaram, fizeram as necessidades ali na caixa d'água. Então vem beber água aqui.”
A alegação de que teriam sido feitos dejetos dentro do reservatório não deve ser tratada como resultado da análise técnica, já que a própria Prefeitura informou que aguardava o laudo da água.
O sindicalista ainda relacionou a falta de segurança aos prejuízos enfrentados pelos estudantes da região norte. “Eu queria que os filhos do prefeito ou do secretário estudassem numa unidade escolar aqui pública e ver por que não tá tendo aula, por que tá tendo dificuldade no aprendizado da comunidade aqui da zona norte.”
Prefeitura anuncia rondas da Guarda Municipal
Como resposta imediata ao novo episódio, a Secretaria Municipal da Educação informou que a Guarda Municipal realizará rondas na escola. A administração também anunciou que está em andamento um processo para ampliar o muro da unidade, medida destinada a dificultar novas invasões e atos de vandalismo.
“Quanto à segurança da escola, como medida imediata, a Guarda Municipal realizará rondas na unidade escolar. Paralelamente, segue em andamento o processo para ampliação do muro da escola, com o objetivo de reforçar a segurança e dificultar novas invasões e atos de vandalismo”, informou a Secretaria da Educação.
A pasta acrescentou que continuará acompanhando a situação e adotando providências para assegurar o funcionamento da escola. A retomada nesta quarta ocorre depois de um dia sem atendimento, período em que foram realizados os procedimentos relacionados ao reservatório e à reorganização da unidade.
Confira a entrevista do diretor da escola e de representantes do SISMAR ao Jornal da EP e entenda as cobranças por mais segurança na unidade. @JornaldaEP
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