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EDUCAÇÃO | VOLTA PARCIAL

Prefeitura de Araraquara promete retorno parcial das creches e escolas e nesta sexta-feira (11)

Plano emergencial prevê uso de cooperativas para recuperar serviços afetados pela paralisação da Soluções em Araraquara

Cassiane Chagas|· 4 min de leitura
Prefeitura de Araraquara promete retorno parcial das creches e escolas e nesta sexta-feira (11)
Prefeitura de Araraquara prepara plano emergencial para garantir retorno parcial das escolas após paralisação da Soluções Imagem: reprodução: Rádio EP FM.

 

A Prefeitura de Araraquara afirma que trabalha para garantir o retorno parcial das escolas e creches municipais nesta sexta-feira (11), após a paralisação dos serviços terceirizados de limpeza da empresa Soluções. A medida foi anunciada pelo secretário de Governo, Leandro Guidolim, durante coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (10), no Paço Municipal.

Segundo Guidolim, a administração montou um plano emergencial para reduzir os impactos provocados pela ausência dos trabalhadores responsáveis pela limpeza das unidades. A estratégia inclui a possibilidade de contratação emergencial de profissionais por meio de cooperativas e deverá começar pelas unidades da rede de ensino.

O secretário afirmou que a intenção da Prefeitura é conseguir recuperar gradualmente a capacidade de atendimento.

 

“Eu afirmo que amanhã parcialmente vamos retornar a rede de ensino, com o plano B caso a empresa não queira negociar”, declarou.

 

A paralisação começou na quarta-feira (9), depois que a Soluções informou aos funcionários que poderia suspender a execução dos serviços devido a atrasos nos pagamentos por parte da Prefeitura. A falta dos trabalhadores afetou escolas, Centros de Educação e Recreação (CERs) e outras unidades municipais.

 

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Escolas podem voltar de forma parcial

O retorno não deve ocorrer de maneira uniforme em toda a rede. De acordo com o secretário, a administração está organizando uma força-tarefa para garantir o atendimento inicialmente nas unidades consideradas prioritárias.

 

“Montamos uma contenção para saúde. Temos um plano B para que amanhã a gente consiga o retorno parcial nas escolas”, afirmou Guidolim.

 

O planejamento considera a necessidade de equipes mínimas para que as unidades possam funcionar. Segundo o secretário, Araraquara possui 48 CERs, e a Prefeitura trabalha com a necessidade de, pelo menos, dois profissionais em cada unidade para assegurar a limpeza necessária ao atendimento.

A situação preocupa principalmente famílias que dependem das escolas e creches públicas para trabalhar. Desde o início da paralisação, algumas unidades precisaram interromper o atendimento ou pedir que os responsáveis buscassem as crianças.

A ausência dos profissionais de limpeza impede o funcionamento regular das unidades porque as atividades educacionais dependem das condições sanitárias dos prédios.

 

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Prefeitura busca alternativa emergencial

Uma das alternativas apresentadas pela administração é recorrer a cooperativas. A proposta está sendo discutida como uma forma de colocar trabalhadores em atividade rapidamente enquanto o impasse com a Soluções permanece.

 

“A cooperativa é mais ágil. O cooperado é sócio e não tem carteira assinada. A própria cooperativa convoca os cooperados e coloca para trabalhar, por isso pensamos nisso”, explicou Guidolim.

 

O secretário afirmou que já existem conversas com entidades do setor e que a Prefeitura teria identificado um número inicial de profissionais que poderiam começar a atuar.

 

“Estamos conversando com diversas cooperativas de Araraquara, já temos um número mínimo para profissionais começarem amanhã. Durante a semana que vem vamos tentar assumir todos os serviços, com os cooperados, em que a Soluções fazia”, declarou.

 

A proposta, porém, abre uma nova frente de discussão política, porque a atual administração vinha adotando uma postura de redução ou encerramento de contratos com cooperativas, dentro do esforço anunciado para contenção de despesas.

 

Impasse com a Soluções continua

Enquanto tenta colocar o plano emergencial em prática, a Prefeitura ainda precisa resolver a disputa financeira com a empresa Soluções. Guidolin afirmou que a Prefeitura teria proposto R$ 500 mil para pagamento imediato e outros R$ 1,5 milhão até o fim de setembro, além da promessa de quitar o contrato até dezembro e iniciar, a partir de janeiro, a amortização das dívidas.

Segundo o secretário, a empresa teria recusado a proposta e apresentado uma contraproposta considerada inviável pela administração, que incluiria juros de 1,5% ao mês. “Isso não existe no poder público. Taxa de banco”, afirmou.

Guidolin disse ainda que a Prefeitura notificou a empresa e aguarda um retorno para tentar avançar nas negociações. Vale lembrar que anteriormente a Soluções teria apresentado uma cobrança de R$ 5 milhões para retomar imediatamente os serviços e informou aos trabalhadores que a suspensão dos serviços estaria relacionada aos pagamentos pendentes feitos pela Prefeitura. Em comunicado divulgado antes da paralisação, a Soluções afirmou existir “um atraso significativo e reiterado nos pagamentos que lhe são devidos pela Prefeitura de Araraquara”.

A terceirizada também destacou que a situação não estaria relacionada à qualidade do trabalho executado pelos funcionários.

 

Prefeitura promete recuperação da rede

Além do retorno parcial previsto para sexta-feira, a Prefeitura afirma que pretende ampliar gradualmente o atendimento durante a próxima semana. A meta, segundo Guidolim, é recuperar a capacidade completa da rede municipal.

 

“Estamos montando o plano de contenção e que na próxima semana a gente consiga retomar a capacidade toda da rede”, afirmou.

 

O secretário também pediu desculpas às famílias prejudicadas pela paralisação e reconheceu o impacto provocado pela interrupção das atividades. A recomendação é que pais e responsáveis acompanhem as orientações de cada escola ou CER, já que o funcionamento poderá variar de acordo com as condições de cada prédio.

 

Veja a coletiva:

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