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Assassinato no Jardim Boa Vista: o que se sabe sobre o crime até agora

João Lucas Araújo Santos, de 35 anos, foi morto a tiros após discussão; dois suspeitos estão foragidos

Willian Oliveira|· 3 min de leitura
Viaturas da Polícia Militar com as luzes acesas em um cruzamento à noite, com o asfalto molhado
Viaturas da Polícia Militar no cruzamento do Jardim Boa Vista onde João Lucas Araújo Santos foi baleado na sexta-feira (16) Foto: Willian Oliveira

A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Araraquara investiga a morte de João Lucas Araújo Santos, de 35 anos, baleado na noite de sexta-feira (16) no Jardim Boa Vista, na zona norte da cidade. Até a manhã deste sábado (17), os dois homens que estavam com ele não tinham sido localizados.

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Eixo - Lettera

Segundo a Polícia Militar, os três se conheciam e chegaram juntos de carro ao local do crime, a poucos metros da casa da vítima. Uma discussão começou quando João Lucas desceu do veículo, e um dos homens atirou contra ele.

Veja abaixo, em ordem, o que se sabe sobre o caso até agora e o que ainda falta esclarecer. A primeira reportagem está nesta matéria.

Assassinato no Jardim Boa Vista: o que se sabe sobre o crime até agora

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A cronologia do crime no Jardim Boa Vista

  • Sexta-feira (16), por volta das 21h: João Lucas chega ao cruzamento da Rua Maria Apparecida Julianetti Tulio com a Avenida Arcílio Antônio Mascia em um Renault Mégane preto, dirigido por dois conhecidos que davam carona a ele, segundo a PM.

  • Ao descer do carro: ele começa a discutir com os dois ocupantes. De acordo com testemunhas ouvidas pelo site São Carlos Agora, a discussão evoluiu para agressões.

  • Em seguida: um dos homens saca uma arma, um revólver, segundo a versão inicial da PM, e atira. João Lucas cai ferido no meio da rua.

  • Logo depois: a dupla foge no Mégane. As placas do carro não foram anotadas.

  • Minutos mais tarde: o Samu chega com a unidade de suporte avançado, mas a equipe só pode confirmar a morte.

  • Durante a noite: a PM e a Força Tática fazem buscas pela região, sem encontrar os suspeitos. A Polícia Científica faz a perícia no cruzamento, e o corpo é levado ao Instituto Médico Legal (IML).

  • No Plantão Policial: o caso é registrado como homicídio, e a DIG assume a investigação.

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Quem era a vítima

João Lucas Araújo Santos tinha 35 anos e morava perto do local onde foi baleado. Segundo a Polícia Militar, um dos homens envolvidos na discussão era amigo de infância dele, e os dois já tinham sido sócios em um bar em Américo Brasiliense. O site não informa se essa pessoa é a que atirou.

O que ainda não se sabe

  • o motivo da discussão;

  • quem fez os disparos e quem são os dois homens;

  • quantos tiros atingiram a vítima, que o laudo do IML deve apontar;

  • se a arma foi apreendida;

  • onde está o Renault Mégane usado na fuga.

O que acontece agora

A DIG é a delegacia da Polícia Civil que cuida de investigações de crimes graves, como os homicídios. Ela abre um inquérito policial e reúne as provas: o laudo do IML, a perícia do local, depoimentos de testemunhas e imagens de câmeras.

Pelo Código de Processo Penal, o inquérito deve ser concluído em 10 dias quando o investigado está preso e em 30 dias quando está solto, prazo que a Justiça pode estender. Concluída a investigação, o caso vai ao Ministério Público, que decide se denuncia os suspeitos.

O homicídio está no artigo 121 do Código Penal, com pena de 6 a 20 anos de reclusão. Nos casos qualificados, a pena vai de 12 a 30 anos. Crimes contra a vida, como o homicídio, são julgados pelo Tribunal do Júri.

Como ajudar a investigação

Quem tiver informações ou imagens do crime pode avisar a polícia sem se identificar pelo Disque Denúncia (181). Em situações de emergência, o número é o 190, da Polícia Militar.

Fonte: araraquaraagora.com

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