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Operação em Américo

Câmara de Américo diz que nenhum vereador atual está envolvido em fraude

Câmara deve esperar a polícia antes de abrir CEI ou pedir afastamento de servidores

Willian Oliveira|· 3 min de leitura
Fachada azul da Câmara Municipal de Américo Brasiliense, com pessoas em fila na entrada
Fachada da Câmara Municipal de Américo Brasiliense; presidente diz que a Casa vai aguardar a investigação da Polícia Civil Foto: Reprodução
RESUMOver em 38 segundos
  • O presidente da Câmara de Américo Brasiliense, Maicon Rios (Republicanos), disse que nenhum vereador da atual legislatura está envolvido na investigação da Polícia Civil sobre suspeita de desvio de verbas.

  • A declaração foi dada ao Jornal da EP na terça-feira (20), um dia após a operação de busca e apreensão realizada na segunda-feira (19).

  • Segundo Maicon, a Câmara aguardará a conclusão do inquérito antes de abrir uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) ou pedir o afastamento de servidores.

  • O delegado Fabrício Gasparetto afirmou que há investigados do Executivo e do Legislativo, tanto da gestão atual quanto da anterior.

  • A investigação apura compras sem licitação e uso irregular de atas de registro de preço; não houve prisões e os nomes dos investigados não foram divulgados.

O presidente da Câmara Municipal de Américo Brasiliense, Maicon Rios (Republicanos), afirmou que nenhum vereador da atual legislatura está envolvido na investigação da Polícia Civil sobre suspeita de desvio de verbas na cidade. A declaração foi dada em entrevista ao Jornal da EP nesta terça-feira (20), um dia depois da operação.

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Eixo - Lettera

Segundo ele, a Câmara vai aguardar a conclusão do inquérito antes de qualquer medida, como a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) ou o pedido de afastamento de servidores.

“Não tem, até a presente data, nenhum vereador da atual administração, da atual gestão, da atual legislatura envolvido”, disse Maicon. Na segunda-feira (19), o delegado Fabrício Gasparetto afirmou que entre os investigados há pessoas do Executivo e do Legislativo, “da atual gestão e da gestão passada”.

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Câmara de Américo diz que vai esperar a polícia

Maicon contou que esteve na delegacia na segunda-feira para colocar a Câmara à disposição, com documentos ou esclarecimentos, e que voltaria nesta terça. Para ele, os vereadores não devem se reunir para tratar do caso enquanto a polícia investiga.

“Eu penso que não é prudente a Câmara Municipal se reunir enquanto as autoridades policiais investigam. Isso pode atrapalhar a própria investigação”, afirmou.

Se a investigação comprovar irregularidades, a Câmara vai agir, segundo o presidente: “Se for o caso, abrir uma CEI; se for o caso, pedir afastamento, se houver algum servidor envolvido.”

O silêncio dos vereadores na sessão

A operação quase não foi citada na sessão da Câmara de segunda-feira, o que foi cobrado pelos entrevistadores. Maicon defendeu a postura dos colegas. “A maioria dos vereadores aqui não tem formação em Direito, não tem expertise na área. Então é prudente que os vereadores não fiquem se pronunciando daquilo que não sabem”, disse.

Questionado se orientou os vereadores a não falar do caso, ele negou e disse que cada um é dono do próprio mandato. A preocupação, segundo ele, é não acusar alguém de crime sem provas.

O presidente também afirmou que a falta de requerimentos sobre o caso na sessão se deve ao horário. As buscas da polícia ainda aconteciam no fim da tarde, quando a sessão começou, às 17h. “Se não teve nenhum requerimento, deve ter sido por falta de tempo, não por falta de interesse, acredito”, disse. Ele espera que os pedidos de informação apareçam nas próximas sessões.

Servidor da Câmara entre os alvos

Um funcionário do Legislativo estaria entre os alvos da operação. Maicon disse que a posição é a mesma para servidores da Câmara e do Executivo: esperar informações mais concretas da polícia. “Nesse momento, são especulações, então a gente precisa aguardar”, afirmou.

O presidente lembrou que, no mandato anterior, a Câmara abriu uma CEI para apurar outras suspeitas de irregularidade, quando não havia investigação policial em andamento. Agora, segundo ele, cabe acompanhar o trabalho da polícia.

Entenda o caso

A Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão na segunda-feira contra políticos, servidores e empresários de Américo e de Araraquara, numa investigação sobre compras sem licitação e uso irregular de atas de registro de preço. Não houve prisões, e os nomes dos investigados não foram divulgados.

Em nota, a Prefeitura de Américo afirmou que a investigação estaria ligada a contratos da gestão anterior. A apuração ainda está no início, e ninguém foi acusado formalmente.

A CEI é uma comissão formada por vereadores para investigar um fato determinado, com poder de pedir documentos e ouvir testemunhas. O resultado pode ser enviado ao Ministério Público.

Fonte: Jornal da EP

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